Sei que jornalista tem de ser imparcial, mas tem coisas que mexem com a gente. Ainda bem. Sinal de que estamos vivos. Fiquei realmente feliz de saber que a Segurize, que vem se construindo dia a dia desde 2016, com força, foco e fé, é uma das sete startups escolhidas pelo Bradesco na 4ª edição do programa inovaBra startups, criado para descobrir projetos inovadores que tenham soluções aplicáveis ou com possibilidade de adaptação no setor de produtos e serviços financeiros. A 4ª edição do InovaBra Startups recebeu 1.517 inscrições de todo o Brasil.
São elas:
Segurize – Santos (SP): Plataforma de indicação de clientes para produtos de seguros que utiliza o conceito de marketing de indicação atrelado a recompensas.
MaxxMobi – Salvador (BA): Plataforma de multiatendimento ao cliente feito por Whatsapp e Telegram.
Dualk – São Paulo (SP): Plataforma capaz de vender microsseguros de forma integrada entre canais online para bancarizados e off-line para desbancarizados.
Banib – Sorocaba (SP): Plataforma para o ramo imobiliário que permite interatividade entre o cliente e o imóvel.
Rankdone – São Paulo (SP): Plataforma de processos de recrutamento com API que utiliza ATS (applicant tracking system).
Dataholics – São Paulo (SP): Plataforma de tecnologia para captação de informações para credit scoring.
PhdRisk – Maringá (PR): Plataforma de análise de crédito que utiliza Inteligência Artificial.
As sete finalistas seguem para a fase de concepção do projeto, na qual receberão orientação para atender a uma necessidade real do Banco. Elas terão apoio no desenvolvimento do produto ou serviço e adaptação da solução ao ambiente do Bradesco. Ao final do programa, as empresas terão a possibilidade de comercializar seus produtos para o Banco, que poderá ainda ser um investidor estratégico.
O CEO da Segurize, Keyton Pedreira, conta que a insurtech surgiu de um aplicativo de vendas direcionado para pessoas em busca uma renda extra para complementar o orçamento familiar. Após o cadastro e a aprovação como ‘segurizer’, os usuários podem indicar os produtos disponíveis a familiares, amigos ou conhecidos.
“Cada indicação que se converte em negócio vale pontos que podem ser trocados por prêmios ou dinheiro”, explica Keyton. Segundo ele, a cada indicação é possível ganhar entre R$ 10 a R$ 100. “Tudo vai depender do produto que gerou a venda. Em automóvel, por exemplo, temos apólices que custam menos e R$ 1 mil e mais de R$ 20 mil”.
A iniciativa agradou e hoje a Segurize já conta com mais de 25 mil pessoas cadastradas. “Esse número é expressivo se considerarmos que o Brasil tem cerca de 50 mil corretores credenciados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável por fiscalizar o setor”, compara.
O alvo da Segurize é abordar pessoas que estão fora do assédio dos bancos, seguradoras e corretoras tradicionais. “As classes A e B recebem ofertas de todos. Segundo nossas pesquisas, 90% da classe A têm seguro. Já as pessoas de menor renda, temos apenas 20% com seguro, de acordo com nosso estudo. Muitas vezes nem conta em banco elas têm e por isso representam um grande potencial de consumo de proteção financeira, tanto para produtos ligados à vida, e saúde como a bens patrimoniais. Queremos ser a primeira oferta para esse público. E com o tempo, a melhora da renda da população e a cultura de seguros avançando, vamos atingir esse público com esse formato de distribuição”, acredita Pedreira.


















