Seguro garantia está entre os motivos de pedido de recuperação judicial de Viracopos

ATUALIZAÇAO 07/05/2018 – 17h17 – Apesar de Triunfo Participações e Investimentos (TPI) não conseguir renovar o seguro garantia, como informou nesta segunda-feira, em comunicado ao mercado no qual protocolou o pedido de recuperação de suas controladas Aeroportos Brasil, Aeroportos Brasil Viracopos e Viracopos Estacionamentos, ainda há mais de R$ 290 milhões do remanescente da apólice referente a outorgas de 2017 e 2016 para fazer frente a outorgas e multas já vencidas.

Um pedido de indenização de R$ 240 milhões já foi registrado nas seguradoras líderes, Swiss Re Corporate Solutions e Austral Seguradora, informou uma fonte que pediu anonimato. As seguradoras, caso venham a pagar, buscarão o ressarcimento da TPI, garantidora do seguro e que continua solvente, e poderão ainda buscar seus direitos perante a concessionária. Em janeiro deste ano, a TPI  quitou a dívida de R$ 156 milhões com as seguradoras Swiss Re e Austral. No ano passado, a Anac acionou o seguro-garantia porque o aeroporto deixou de pagar a outorga fixa.

8h30 – A Triunfo Participações e Investimentos (TPI)  protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de recuperação de suas controladas Aeroportos Brasil, Aeroportos Brasil Viracopos e Viracopos Estacionamentos. “Circunstâncias alheias ao controle das sociedades, de seus acionistas diretos e indiretos e de seus administradores, inviabilizaram o atendimento a algumas obrigações contratuais de cunho financeiro, notadamente o pagamento de certas outorgas e, mais recentemente, a renovação da apólice de seguro garantia de execução contratual”, diz o fato relevante enviado à CVM. O maior credor é o BNDES, como financiador direto e subscritor de debêntures. Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Haitong são detentores de créditos, como repassadores do BNDES. E BTG, o próprio Haitong e a Finep são credores do bloco privado.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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