Mapfre divulga queda de 9,3% no lucro do primeiro trimestre

O grupo Mapfre divulgou lucro líquido de € 187 milhões no primeiro trimestre de 2018, queda de 9,3% em relação ao ano anterior. O prêmio bruto do grupo também caiu 7,2% em relação ao ano anterior, para € 6,20 bilhões no período. O desempenho financeiro da Mapfre foi significativamente impactado pela desvalorização das moedas nos EUA, no Brasil e na Turquia, que durante o período perderam entre 13 e 16% do seu valor. Além disso, as baixas taxas de juros levaram a uma queda na receita financeira, afirmou a empresa em comunicado distribuído nesta manhã.

No Brasil, o primeiro trimestre deste ano encerrou com um volume de prêmios de 1 bilhão de euros, queda de -15,8% devido à desvalorização de 16,3% do real. Em moeda local, no entanto, os prêmios aumentaram 1%. Por ramos, seguros gerais aportou um volume de prêmios de 393 milhões de euros, enquanto os prêmios do negócio de Vida alcançaram 324 milhões, e os de Automóveis aproximaram-se a 300 milhões de euros. Por sua vez, o índice combinado melhorou, atingindo 98,3%.

A Mapfre Re aumentou o lucro líquido em 22% em relação ao ano anterior para € 62,7 milhões no primeiro trimestre de 2018, apesar das depreciações cambiais terem pressionado o prêmio mais baixo. O índice combinado na unidade de resseguro melhorou ligeiramente para 91,1%, de 91,4% no período. Ao mesmo tempo, o prêmio bruto diminuiu 3,4% em relação ao ano anterior, para € 1,13 bilhão, devido à desvalorização cambial em países fora da Europa, onde a Mapfre Re tem operações significativas. Além disso, prêmios mais baixos na vida foram impulsionados pelo cancelamento de um contrato com uma empresa cedente européia.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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