Intervenção federal no Rio causa impactos no mercado segurador

Release CCS-RJ

A intervenção Federal na segurança do Rio de Janeiro, anunciada na última sexta-feira, 16 de fevereiro, pelo presidente Michel Temer, vai impactar o mercado de seguros fluminense. Quem opina é o presidente do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), Jayme Torres. “A situação de crescente violência criou uma grande dificuldade na aceitação e até precificação de diversos tipos de seguros no estado. Se a ação militar alcançar o objetivo de recuperar a eficácia da segurança pública, podemos acreditar na volta do que chamamos de ‘normalidade’ do nosso setor”, avalia.

Em 2017, o volume de roubos e furtos de veículos cresceu 16,6% no Rio, chegando a um total de 70 mil casos – o maior registrado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) desde 2003. Dentro da capital, bairros como Engenho Novo e Botafogo sofreram com aumentos maiores que 95% no número de roubos desse tipo, também segundo o ISP. Já neste ano, somente durante o período do Carnaval, foram mais de 200 automóveis roubados na cidade.

“O roubo de veículos, diferente do furto, está associado à prática de outros crimes: o bandido que quer roubar a carga de um caminhão, uma empresa, residência, ou transportar armas e drogas usa o carro roubado como meio de realizar esses delitos”, explica Torres. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), por exemplo, foram registrados no ano passado mais de 10 mil casos de roubo de cargas, o que equivale a um crime a cada 50 minutos e prejuízo de R$ 607,1 milhões.

Sendo assim, o presidente do Clube afirma que o combate à criminalidade em geral deverá gerar automaticamente uma redução nos roubos de carros. Um dos segmentos do seguro mais afetados pela violência fluminense foi, justamente, o de Automóveis. “Havia a necessidade urgente de algo ser feito. Se a intervenção vai melhorar, ser a solução ou não, só o tempo vai nos mostrar, mas estou bastante confiante que nosso Rio de Janeiro tem solução”, aposta Torres.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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