Duas operadoras de saúde, um dos segmentos que enfrenta grandes desafios nos últimos anos, protocolaram pedidos de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM): Notredame Intermédica e Hapvida.
A NotreDame Intermédica pretende fazer uma emissão primária, em que os recursos vão para o caixa da empresa, e secundária, com venda de participação dos atuais acionistas. O prospecto preliminar ainda não traz o volume pretendido, mas o Valor Econômico noticiou que apurou que o IPO deve girar cerca de R$ 3 bilhões. Segundo o documento, os recursos levantados serão usados para reforço do caixa de forma a permitir investimentos nas subsidiárias operacionais da companhia.
A emissão da Hapvida, que segundo o Valor deve movimentar entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, inclui ofertas primária (papéis novos, cujos recursos da venda vão para o caixa da empresa) e secundária (ações detidas por atuais sócios), será coordenada por Bank of America Merrill Lynch, BTG Pactual e Goldman Sachs. O objetivo é usar os recursos da oferta para expansão de atividades, “que podem ocorrer por meio de aquisições de carteiras de clientes, aquisições de hospitais ou investimentos orgânicos para ampliação geográfica da sua atual estrutura de atendimento”. Para 2018, a aposta do grupo está na conclusão da construção de um hospital em Joinville (SC), marcando sua entrada na região Sul do país.
A Hapvida teve receita líquida de R$ 3,85 bilhões em 2017, alta de 26,7% sobre o ano anterior. O lucro subiu 42,5%, para R$ 650,6 milhões. O prospecto não detalha quem serão os vendedores na oferta secundária. Segundo o documento, a Hapvida encerrou 2017 com cerca de 55 mil empresas em carteira e 1,6 milhão de clientes individuais, atendidos por uma rede própria de 25 hospitais, 74 clínicas, 17 unidades de pronto atendimento, 72 laboratórios e unidades de diagnósticos por imagem.


















