AXA comemora vendas de R$ 1 bilhão em 2017, alta de 52%

O grupo AXA divulgou hoje faturamento 52% maior, para R$ 1 bilhão, em 2017 comparado com o ano anterior, quando obteve R$ 658 milhões. Em 2015, o primeiro ano da volta do grupo ao Brasil, as vendas somaram R$ 156 milhões. O lucro ainda não foi conquistado mediante os investimentos necessários em tecnologia e abertura de filiais, que já somam 10 no país, para atender cerca de 4,3 mil corretores parceiros. Segundo dados da Susep agrupados e analisados pela consultoria Siscorp, a AXA apresentou prejuízo de R$ 55 milhões no ano passado.

Segundo dados divulgados em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, o mix de produtos é liderado por seguros empresariais, que representam 35% do faturamento, seguido pela carteira de vida, com 17%; pessoas físicas, com 15%, garantia, DPVAT e cascos marítimos com 5% cada, aviação e engenharia com 2% cada e 14% em outros seguros. As linhas de negócios que mais cresceram foram seguros para pessoas físicas (431%), aviação (77%), garantia (68%) e empresarial (32%).

Phillip Jouvelot, CEO da AXA, foi um dos 160 participantes do estudo da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB) em parceria com a Ipsos, divulgado nesta semana pelo Valor. “Sou francês e acostumado a olhar as coisas pela ótica do risco”, afirma Philippe Jouvelot, presidente da AXA Seguros no Brasil. “O risco vem da incerteza, o que o investidor quer é ter um pouco de consistência na política”, diz. Segundo ele, seria importante para o país reduzir a imprevisibilidade jurídica e trabalhar pela melhora de classificação pelas agências de rating. “Um país que tem uma nota que indica investimento arriscado nos obriga a colocar uma taxa de desconto na contabilidade dos investimentos maior do que deveria”, disse ele, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo Valor.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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