ARTIGO: A cada momento surgem novos riscos e mais desafios nas reivindicações de sinistros

por Daniel Cappello, gerente de sinistros da corretora e consultoria de risco Marsh Brasil

A regulação do sinistro, principalmente sinistro de grandes ricos, é uma das fases mais delicadas do negócio de seguro. Alguns exemplos ilustram fatores que tornam mais complexas as regulações de sinistros. As empresas contratam coberturas de seguros para transferir o risco de um eventual acidente que cause perdas financeiras em seu patrimônio. Devido aos enormes valores financeiros de uma apólice, determinados pela complexidade e vultuosidade do risco, as seguradoras formam um pool que visa diluir o risco e repassam parte dele para uma resseguradora. Com isso, pode haver em uma única apólice mais de uma seguradora e resseguradora de diferentes nacionalidades. Cada uma com clausulas e condições diferentes nos contratos, de acordo com as suas estratégias de negócios.

Em decorrência deste cenário, é importante que as empresas seguradas sejam assistidas por profissionais especializados, durante todo o processo de regulação de sinistros. Outro fator que influencia na regulação dos sinistros e a rápida evolução que a sociedade apresenta, evolução esta que não é acompanhada na mesma velocidade pelos contratos de seguros. As discussões tem se tornado cada vez mais complexas, e com a falta de clareza do clausulado, a tendência é que as mesmas tendem a ser mais longas.

E a cada momento surgem novos riscos e mais desafios nas reivindicações de sinistros. Os recentes ataques cibernéticos que afetaram os negócios de diversas empresas no mundo, por exemplo, também gerou a necessidade das empresas apurar as perdas sofridas e buscar ressarcimento das prejuízos sofridos – no caso de empresas com apólices de cyber.

Diante destas circunstâncias, uma das dificuldades para as empresas muitas vezes também é compreender o “segures”, que existe nos contratos, aliado a sua falta de experiência anterior em lidar com estas situações. Cada sinistro deve ser rigorosamente apurado e avaliado, entendendo claramente quais os riscos cobertos e excluídos, e as diferentes clausulas e condições de cada seguradora e resseguradora.

Por isso, é cada vez mais importante a necessidade de integração das diferentes frentes envolvidas na solução de sinistro. Um suporte completo desde a determinação e discussão inicial da estratégia proativa e colaborativa, preparação e análise detalhadas de sinistros até a apresentação final, passando pela negociação e resolução – para qualquer reivindicação complexa e importante, independentemente do tamanho, localização ou problema. As soluções devem ser customizadas e adaptadas para cada sinistro, para cada empresas dos diferentes setores e segmento, e assim garantir o melhor resultado até a sua liquidação final.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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