Maioria da população acima dos 60 anos tem baixo risco de ficar inadimplente, diz estudo da Serasa

Fonte: Serasa

Pessoas com 60 anos ou mais oferecem menos risco de ficarem inadimplentes. Essa é uma das conclusões de um estudo da Serasa Experian que traçou o perfil dos brasileiros que buscaram crédito em janeiro de 2017, usando como base o Serasa Score, ferramenta que indica, por meio de uma pontuação de 0 a 1000, qual a chance dos consumidores pagarem suas contas em dia nos próximos 12 meses. Até 300 pontos há alto risco de inadimplência; médio risco entre 300 e 700 e baixo risco para quem acumula pontuação acima de 700 pontos. Os resultados foram divididos por idade, sexo e região. De acordo com o estudo, 54% da população com 60 anos ou mais apresentam baixo risco de não honrar com as contas assumidas.

Já o índice mais elevado para inadimplência aparece no grupo de consumidores até 24 anos, com 32% desses jovens apresentando alto risco.

Na comparação entre gêneros, o estudo concluiu que 31% dos homens e 28% das mulheres demonstravam alto risco de não arcar com dívidas assumidas. No grupo feminino e no masculino a porcentagem de pessoas com baixo risco de se tornarem inadimplentes é bem parecido: 35% para as mulheres e 36% para os homens.

A região Norte concentra a maior porcentagem da população com alto risco para a inadimplência (43,2%). Em segundo lugar está o Centro-Oeste com 37,5% dos consultados com risco alto. Em terceiro lugar, o Nordeste, com alto risco para 34,2%; Sudeste, com 28,8% e Sul com 27,3%.

O Sul concentra a porcentagem de consumidores com baixo risco de não pagarem os compromissos financeiros: 40,8% dos sulistas. Em seguida, o Sudeste tem 38,5% de sua população com baixo risco de se tornar inadimplente; seguido pelo Centro-Oeste (27,9%), Nordeste (26,5%) e Norte (17,9%).

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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