BB Seguridade divulga lucro líquido de R$ 992,8 milhões

A BB Seguridade apresentou lucro líquido de R$ 992,8 milhões no primeiro trimestre de 2017, crescimento de 3,7% em relação ao registrado no primeiro trimestre de 2016, justificado principalmente pelo aumento das receitas de investimentos em participações societárias. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado recuou de 49,9% para 47,3% na comparação entre o primeiro trimestre do ano passado e o deste exercício fiscal.

No primeiro trimestre de 2017, as receitas de investimentos em participações societárias totalizaram R$ 997,9 milhões, registrando crescimento de 3,2% sobre igual período de 2016, desempenho explicado em grande parte por três razões, segundo comunicado divulgado nesta manhã.

Primeiro pela evolução de 9,3% das receitas de investimentos oriundas da BB Corretora, explicada principalmente por maiores receitas de corretagem advindas das empresas coligadas BB Mapfre SH1 e Brasilprev. Segundo, pelo crescimento de 11,5% das receitas advindas da participação societária detida na Brasilprev, justificado em grande parte por maiores receitas com taxas de gestão; e por último pelo aumento de 3,2% das receitas provenientes da BB Mapfre SH1, explicado pela melhora no índice combinado.

Por outro lado, a melhora do desempenho descrita nos itens acima foi parcialmente compensada pela queda nas receitas de participações societárias detidas na Brasilcap e na Mapfre BB SH2, em grande parte explicada pela redução do resultado financeiro dessas empresas.

Os negócios de risco e acumulação geraram ganho de R$ 594,118 milhões entre janeiro e março, o que representa queda de 2,33% na comparação com igual intervalo de 2016. Porém, os negócios de distribuição avançaram 9,28%, para R$ 404,875 milhões.

Na Mapfre SH2 teve prejuízo líquido de R$ 4,6 milhões, frente a um lucro de R$ 50,5 milhões um ano antes. Esse resultado, notou a BB Seguridade, reflete uma piora tanto no desempenho operacional quanto no financeiro. Os prêmios emitidos aumentaram 1,7%, somando R$ 2,2 bilhões. Houve queda de 1,4% em automóveis, mas ela foi compensada pelas demais áreas.

Já na BB Mapfre SH1, que reúne seguros de vida, habitacional e rural, o lucro líquido de R$ 391,5 milhões no primeiro trimestre deste ano representou uma alta de 3,2% perante igual período de 2016. Os prêmios emitidos no trimestre totalizaram R$ 1,633 bilhão, aumento de 9,1% na comparação com o período de janeiro a março do calendário anterior. O desempenho forte em seguros rurais (alta de 51,2%) e habitacionais (+9,9%) compensou a queda em seguros de vida e prestamista. A sinistralidade do segmento recuou para 24,6%, ante 34,3% no primeiro trimestre do ano passado. O índice combinado — que mede a eficiência operacional da seguradora e, quanto menor, melhor — caiu de 73,1% para 72,1% na mesma base de comparação.

A Brasilprev apresentou lucro líquido de R$ 248,4 milhões no primeiro trimestre, com alta de 11,5% perante igual intervalo de 2016. O resultado foi impulsionado pelo aumento da receita com taxas de gestão e da melhora no índice de eficiência. O volume de contribuições previdenciárias cresceu 26,7%, principalmente por causa dos planos de contribuição esporádica. A companhia teve captação líquida de R$ 4,5 bilhões entre janeiro e março, com alta de 19,9% frente ao mesmo período do ano passado.

Na operação de resseguros, representada pela participação da BB Seguridade no IRB, o lucro foi de R$ 224,9 milhões, com aumento de 12,8% em relação ao primeiro trimestre do calendário anterior, explicado pela melhora na sinistralidade.

Nos negócios de distribuição, a BB Corretora gerou lucro líquido de R$ 404,9 milhões entre janeiro e março de 2017. O número, que representa um crescimento de 9,3% em relação ao obtido no mesmo período do ano passado, reflete maiores receitas de corretagem e o aumento do resultado financeiro.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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