Teste com combinação de catástrofes mostra capacidade financeira do mercado londrino

Uma grande perda de US$ 200 bilhões devido a uma combinação de riscos como um ataque cibernético, furacão dos Estados Unidos e o fracasso de uma resseguradora seria capaz de tirar até 120% de base líquida de capital das seguradoras, revelaram testes realizados com nove seguradoras e resseguradoras em Londres, informa a Reuters. No entanto, o aumento de capital ou a venda de ativos significava não colocariam as seguradoras fora do negócio, de acordo com os resultados dos testes publicados nesta terça-feira.

A simulação foi para perdas de seguros quase 10 vezes maiores do que as sofridas durante os ataques terroristas do 11/9 nos Estados Unidos em 2001 e o dobro daqueles observados durante a combinação dos furacões Katrina, Rita e Wilma em 2005.

Os testes, liderados por Robert Childs, presidente da seguradora Hiscox Ltd., foram observados pela Prudential Regulation Authority, pelo Ministério das Finanças do Reino Unido e pelas agências de classificação de riscos. Childs disse que os ataques de 11 de setembro foram os últimos a ser um evento de mercado para as seguradoras em termos de seu valor de choque.

O objetivo dos testes era “ter uma perda realmente desagradável e ver quem vai pagar por ela e como vamos lidar com ela. Queremos estar prontos”, disse Childs. As seguradoras nos testes perderam entre 30% e 120% do seu capital e buscaram capital de substituição na matriz ou acionista majoritário bem como resgataram investimentos de renda fixa e também no mercados de ações.

Chris Moulder, diretor de seguros gerais da Prudential Regulation Authority, disse que o acesso ao capital ou ao resseguro pode não ser tão fácil quanto as seguradoras pensam no caso de uma verdadeira catástrofe.

Moulder acrescentou que foi importante para as empresas considerarem o que poderiam fazer se o nível de probabilidade de risco chegue a um ponto elevado e como reagir quando ações tomadas em todo o mercado afetam a capacidade de uma empresa individual. “Isso deu a todos a noção se o plano de contingência poderia ser acionado da forma que foi planejado originalmente”.

Outros participantes nos testes incluíram Lloyd’s de Londres e as seguradoras RSA e XL Catlin, além dos corretores Aon e Willis Towers Watson, bem como a consultoria McKinsey, que projetou os testes.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS