ATUALIZADA ÀS 19H
NOTA DO ITAÚ AO PEDIDO DE ENTREVISTA: “O Itaú Unibanco lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com os familiares. Prestaremos localmente todo o apoio às famílias, em conjunto as autoridades locais e com a CBF, contratante da apólice de seguro.”
NOTA DA PORTO SEGURO: A Porto Seguro Vida e Previdência informa que a apólice de seguro de vida contratada para jogadores e membros da comissão técnica pela Associação Chapecoense de Futebol inclui o pagamento de indenização no valor de 14 vezes o salário mensal de cada segurado limitado a R$3,5 milhões, além das providências necessárias para sepultamento. No entanto, como a Porto Seguro Vida e Previdência já tinha os recursos mobilizados para embalsamamento e logística em território colombiano para seus segurados, a empresa decidiu estender a preparação para todas as vítimas do acidente. Essa decisão para atuação na Colômbia foi tomada para mobilizar os profissionais envolvidos e recursos financeiros necessários para agilizar o retorno dos corpos ao Brasil.
SEGURO EMPRESARIAL – O seguro dos funcionários do Clube Chapecoense é garantido pela Caixa Seguros.
SEGURO DA AERONAVE – A empresa boliviana Lamia tem uma apólice de seguro no valor de US$ 25 milhões (R$ 85 milhões) para acidentes. A Lamia contratou a apólice junto à corretora Aon e tem como principal resseguradora a Tokio Marine Kiln
29 DE NOVEMBRO – O Brasil acorda entristecido. O avião que levava o time da Chapecoense à Colômbia para a disputa da final da Copa Sul-Americana caiu em uma região montanhosa, deixando 71 mortos (atletas, jornalistas e tripulação) e seis sobreviventes, informou a polícia colombiana nesta terça-feira.
Neste momento tão difícil, as seguradoras estão envolvidas nos contratos que auxiliam empresas e famílias, dando apoio para a tramitação burocrática que envolve a morte, como translado, funeral e apoio psicológico e financeiro aos familiares. Além das apólices de seguros pessoais, todos os atletas profissionais com contratos ativos no sistema BID da Confederação Brasileira de Futebol passaram a ter direito a coberturas de seguro de vida e de auxílio funeral custeados pela entidade, segundo anúncio feito em março, pelo presidente em exercício da CBF, Antônio Nunes de Lima.
O objetivo da iniciativa, segundo a CBF, é dar tranquilidade e segurança aos atletas no seu dia a dia, além de garantir economia aos clubes brasileiros. Na época da assinatura do contrato, quase 10 mil contratos estavam ativos no departamento de Registro e Transferências da Confederação. O programa de seguro atualiza mensalmente o número de contratos vigentes.
O pagamento de seguro de vida é obrigação dos clubes, de acordo com o artigo 45 da Lei Pelé, informa a CBF em seu portal. A CBF, no entanto, percebeu que poderia assumir o custo com o apoio do parceiro Itaú Seguros, responsável pelas coberturas e que uniu esforços junto à entidade para viabilizar a proposta em vigor. A apólice está dentro da carteira alienada para a Prudential, mas como a aprovação dos reguladores é recente, a transferência da operação ainda está em andamento.
O que foi acertado na época era que a apólice contratada forneceria ao beneficiário cobertura por morte por qualquer causa, invalidez permanente total ou parcial por acidente e invalidez funcional permanente ou total por doença. Todas as coberturas são calculadas conforme o salário do atleta, multiplicado o valor em doze vezes.
A aviação tem regras estabelecidas pela Convenção de Montreal, tratado internacional assinado em 1999, no qual as companhias aéreas são obrigadas a comprar uma apólice de seguro para indenizar familiares em caso de acidentes. Trata-se de um seguro semelhante ao DPVAT, de automóvel. Em caso de morte, o valor estipulado pela Convenção é de US$ 170 mil por família. Ações judiciais podem determinar valores acima do estabelecido na convenção. A Bolívia é um dos mais de 140 países signatários.


















