Setor cresce 8% em vendas e lucro cai para R$ 9 bi até agosto

O mercado segurador registrou crescimento nominal de 8%, para R$ 150,3 bilhões, no período de janeiro a agosto de 2016, em relação ao mesmo período de 2015. De acordo com o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, no primeiro trimestre houve expansão de 3,63%, com aceleração para 6,98% no acumulado até junho. Seguros gerais apresentou faturamento de R$ 43,8 bilhões, avanço nominal de 2%; seguros de pessoas (inclui VGBL) para R$ 85,3 bilhões (14%), PGBL e outras rendas de previdência R$ 7,4 bilhões (-2%); e capitalização R$ 13,6 bilhÕes (-2%).

Dados da Susep consolidado pela consultoria Siscorp informam que o lucro líquido do setor acumulou R$ 9,4 bilhões até agosto, R$ 1 bilhão a menos do que no mesmo período do ano passado. O primeiro lugar é do Bradesco, com ganho líquido de R$ 3 bilhões nos oito primeiros meses do ano. O Itaú, que era segundo em agosto do ano passado, caiu para terceiro neste ano, com lucro de R$ 1,6 bilhão (R$ 2,3 bi em agosto de 2015). O grupo BB Mapfre passou de terceiro para segundo no período, com R$ 1,8 bilhão (R$ 2,1 bi em agosto de 2015).

Segundo Coriolano, a melhora dos números do mercado de seguros, porém, ainda não reflete um ambiente econômico mais ativo, e sim a preocupação das pessoas em proteger sua vida e seu patrimônio em momentos de crise, e atribuiu aos números positivos do mercado, no acumulado do ano até agosto, a melhora no desempenho do segmento de automóvel. “O seguro de automóvel apresentou números melhores como resposta da procura por alternativas para compensar a queda das vendas de veículos zero km como, por exemplo, vendas de veículos usados”, explicou Coriolano em nota enviada à imprensa.

Outros ramos como o seguro rural, o seguro-garantia, o seguro de vida e a previdência (VGBL), principalmente os dois últimos, também têm contribuído para o desempenho do mercado de seguros no Brasil. Contudo, uma retomada no cenário macro, de acordo com o presidente da CNseg, só se dará este ano caso o Governo avance nas questões das grandes obras e na reforma da Previdência. “Do contrário, o mercado de seguros só vai reagir o ano que vem”, acrescentou. Para este ano, Marcio Coriolano reafirmou a projeção de avanço para o setor, que arrecada cerca de R$ 450 bilhões e soma R$ 800 bilhões em ativos, em torno dos 8,5% ante 2015.

Seguro de Crédito e Garantia – Sobrepujando o aumento do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) nos últimos doze meses de 4,9%, a arrecadação do Seguro-Garantia voltado às obras públicas acumula um notável crescimento nominal de 29,8% de janeiro a agosto de 2016. Este ramo se destacou dentro de Crédito e Garantia, grupo que teve variação nominal de 10,7% no acumulado de janeiro a agosto deste ano.

VGBL – Produto vendido majoritariamente de forma individual e com uma concentração de aproximadamente 99% dos prêmios arrecadados em seguradoras que fazem parte de conglomerados financeiros, a modalidade VGBL se mantêm como grande propulsora do crescimento do mercado supervisionado pela Susep, com variação nominal na arrecadação de prêmios de 17,8% no acumulado de janeiro a agosto deste ano.

Vida | Seguro Individual – Responsável por mais de 40% dos prêmios arrecadados nos produtos de Coberturas de Pessoas – Planos de Risco, entre os produtos Vida, o grande destaque são os planos individuais, que apresentaram variação nominal de 29,8% de janeiro a agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior.

Seguro Rural – O Seguro Rural apresentou crescimento nominal positivo de 17,2% no acumulado do ano, de janeiro até agosto de 2016.

Seguro de Automóvel – O Seguro de Automóvel, representado principalmente pelos ramos Casco (70%) e Responsabilidade Civil Facultativa RCF-V (22%), apresentou até agosto, desaceleração de 1,3% menor do que a registrada nos primeiros sete meses do ano.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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