Produtores de milho e soja em Mato Grosso recebem R$ 170 milhões em indenizações

Mais de 700 produtores de 48 cidades foram prejudicados por perdas nas lavouras de soja e milho safrinha, resultando em indenizações de R$ 170 milhões para uma área de 210 mil hectares, informa o grupo BB e Mapfre. Aa regiões mais afetadas são norte e nordeste do Estado, causadas pela seca prolongada que castigou lavouras. Somente no município de Água Boa, situado no nordeste mato-grossense, concentra mais de 10% do percentual das perdas registradas no estado do Mato Grosso, líder na produção de grãos do país.

“A seca afetou todas as etapas de desenvolvimento da planta, desde a fase inicial até o enchimento dos grãos, comprometendo todo o processo de produção. Mais de 94% dos produtores rurais que tiveram perdas em suas plantações foram impactados pela estiagem, muito severa este ano”, explica Wady Cury, diretor geral de habitacional e rural da seguradora.

Atualmente, o grupo dispõe de equipe especializada e treinada para receber ligações e atender sinistros de seguros rurais em todo o território nacional. Na safra 2015/2016, mais de 8 mil sinistros foram comunicados, com pico de 300 avisos em um único dia. Aproximadamente R$ 170 milhões já foram pagos em indenizações aos produtores em decorrência da forte estiagem.

Além de Água Boa, os municípios de Canarana e Nova Xavantina, situados na região nordeste, foram os mais afetados. Na região norte, os municípios de Gaúcha do Norte, Ipiranga do Norte e Nova Ubiratã foram os que mais registraram perdas. O valor indenizado é o maior já pago pela seguradora em 5 anos de operação.

“Nunca tínhamos registrado perdas significativas no estado do Mato Grosso em comparação aos demais estados da federação. Isso mostra que o risco climático faz parte da atividade rural e nenhum estado e cultura estão isentos de perdas significativas”, comenta Cury em nota divulgada à imprensa.

O produto BB Seguro Agrícola Faturamento protege a lavoura de adversidades climáticas e assegure renda, mesmo em caso de queda de preços na colheita. É a modalidade mais atrativa ao produtor, pelo fato de proteger a lavoura de adversidades climáticas e assegure renda, mesmo em caso de queda de preços na colheita.

“O grande diferencial da modalidade faturamento é o cálculo de três variáveis: área plantada, produtividade esperada e preço base, o que também garante renda ao produtor rural em caso de sinistros. Por sua vez, o seguro agrícola convencional baseia-se na relação área plantada x custos de produção”, explica Cury.

Para a safra 2016/2017 a venda do seguro já começou. O produtor pode optar pelo nível de cobertura da apólice que varia de 65% a 80% do faturamento esperado.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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