Circula hoje o especial de Seguros do Valor, que traz ao leitor uma visão dos desafios e das oportunidades que os executivos enfrentam no curto e médio prazos. O especial está disponível para assinantes no link http://www.valor.com.br/especiais/suplemento?tid=5319&date=20160926
Cenário – Apesar da retração das vendas em alguns nichos importantes do setor, como automóvel, grandes riscos, saúde e vida, as seguradoras exibem lucratividade e níveis de solvência sólidos. “2016 segue como um ano desafiador, mas temos o alento de que o cenário econômico parou de piorar, o que traz otimismo para 2017″, diz Márcio Coriolano, presidente da CNseg. A indústria de seguros registrou crescimento nominal de 6,4%, para R$ 113,9 bilhões, no primeiro semestre em relaç&a tilde;o ao mesmo período do ano passado. O mercado segurador registrou lucro líquido de R$ 7 bilhões no primeiro semestre, o que representa uma média de 21% de retorno sobre o patrimônio líquido do setor, segundo dados da Susep.
TI – Praticamente todas as recentes pesquisas sobre o mercado segurador têm como mote a tecnologia. E os estudos deixam claro uma coisa: ou a seguradora inova ou morre. A consultoria Bain & Company afirma que apesar de 30% a 70% dos clientes de seguradoras interagirem com as companhias por ferramentas digitais, as grandes empresas ainda estão fortemente atrasadas no quesito ‘digitalização’ quando comparadas a outros setores.
Seguros populares – A arrecadação nominal das seguradoras no ramo de veículos caiu 3,2% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2015, totalizando R$ 15,837 bilhões em prêmios diretos. Contabilizando a inflação, a queda real é de 11%. João Francisco Borges da Costa, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), diz que não há nenhum sinal de melhora no horizonte. “A venda de carros novos não reage e as seguradoras estão realizando um esforço enorme para se ajustar à nova realidade do mercado”.
Previdência – A discussão sobre a reforma da Previdência tem agradado especialmente um setor: a indústria da previdência complementar. Quanto mais se fala em déficit e falta de recursos para pagar aposentados cada vez mais longevos, maior é a captura e venda de novos planos.
Vida – Impactado pelo desemprego e recuo do crédito, o seguro de pessoas enfrenta grandes desafios para avançar de forma mais efetiva no país. Fatores macroeconômicos aliados ao tabu que alguns produtos ainda carregam e a desinformação geral sobre custos versus benefícios fazem com que este mercado patine principalmente em anos de crise.
Resseguro – Em menos de uma década de abertura de mercado, o resseguro mais que dobrou de tamanho. Saiu do monopólio do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) para atrair 100 das maiores resseguradoras do mundo e 16 empresas nacionais. Passou de R$ 3,8 bilhões por ano para R$ 10 bilhões por ano. É um mercado ainda pequeno, mas que revela resistência às oscilações da economia brasileira, além de exibir potencial para um novo salto. Os desafios passam por novas mudanças legais, como o aumento do seguro garanti a para obras de infraestrutura, a retomada do crescimento do país e a criação de um polo de exportação de resseguros para angariar negócios no mercado latino-americano, que movimenta US$ 18 bilhões ao ano.
Sustentabilidade – Um planeta sustentável, que preserve suas riquezas naturais e garanta a qualidade de vida de seus habitantes, é também um ambiente ideal de negócios. E quando se fala de riscos e prevenção, a indústria de seguro se apresenta como uma das mais bem preparadas. Por uma razão muito simples: zelar por vidas, bens e patrimônios é o seu negócio. Para isso é preciso enxergar mais longe e inovar, sempre, para se precaver.
Startups – Insurtechs. Esse é o termo usado para empresas que surgem com um projeto para ofertar seguro de uma forma inovadora. Um funcionário que antes temia ser demitido ao comentar frases como “o cliente não vai comprar porque a oferta não está adequada do ponto de vista de cobertura ou de preço”, agora é presenteado se tiver uma ideia que possa aumentar as vendas.
Digital – Caro cliente. Você está usando pouco o seu carro e por isso vamos lhe conceder um desconto. Esse sonho ainda não chegou ao Brasil, mas está em vias de se tornar realidade. “A inovação se instalou no tradicional mercado segurador, que atrai a cada dia mais e mais investidores interessados em ofertar produtos e serviços que de fato interessam ao consumidor. Temos visto muitas novidades. Boa parte delas vai desaparecer e outras vão se concretizar. Mas não há dúvidas de que o setor passa por uma r evolução digital”, afirma Roberto Barroso, CEO da BB Mapfre para linhas de pessoas, rural e habitacional.
Uber – Chico Santos Para o Valor, do Rio Novos hábitos de locomoção e de convivência que começam a ganhar espaço na sociedade brasileira, como o transporte de pessoas em “taxis” alternativos, tipo Uber, e o compartilhamento de veículos e residências, além do fenômeno da bicicleta nos grandes centros, começam a virar realidade também para o mercado segurador. Grandes companhias, como a Tokio Marine e a Porto Seguro, desenvolvem produtos específicos ou adaptam outros já existentes na busca de viabilizar essas apólices potenciais que se multiplicam diariamente.
D&O – Os seguros de linhas financeiras, voltados para o mundo corporativo, tem apresentado significativo crescimento nos últimos anos. Os ramos mais procurados têm sido o D&O (directors and officers liability) e o E&O, que oferece cobertura relacionada à responsabilidade civil para profissionais que exerçam atividade intelectual, em casos que envolvam imperícia, imprudência e negligência.
Eletrônicos – A materia começa com um personagem e assim deixa claro ao leitor o risco e os produtos que o mercado segurador oferta para mitigar perdas. O carioca Luiz Felipe Pereira, de 20 anos, passou a enfrentar a pressão da família para fazer seguro depois que gastou RS 3200,00 em um celular de última geração. Desde os doze anos, ele tem telefone móvel, mas nunca foi vítima de assalto, embora já tenha esquecido um em uma festa. O novo aparelho, porém, foi um investimento e tanto para quem trabalha na expe dição de faturamento de uma fábrica de óculos.


















