Direitos de comércio internacional do Lloyd’s fora da União Européia não estão afetados, afirma CEO no Brasil

marco castroA volatilidade nas bolsas e ações de seguradoras, resseguradoras e corretoras de seguros é grande nas bolsas mundiais e ainda perdurará por algum tempo diante da complexa decisão da saída do Reino Unido da União Europeia (Bretix), que ocupa as manchetes dos jornais e portais de todo o mundo. Entre sexta e segunda-feira, o total de baixa dos papéis de empresas do mercado segurador nas bolsas foi de aproximadamente 7%. Ontem, a S&P divulgou relatório em que informa não esperar que o “Brexit” traga impactos imediatos nos bancos e seguradoras da América Latina. No entanto, destacou que as instituições financeiras podem ser afetadas por efeitos indiretos vindos da crescente aversão ao risco de investidores institucionais internacionais, resultando em custo mais elevado do financiamento.

O Lloyd’s of London foi um dos alvos da mídia internacional sobre os fortes impactos do Brexit, por deixar de ser um passaporte dos negócios feitos em Londres para todos os países da União Europeia. “Os direitos de comércio internacional do Lloyd’s fora da União Européia não estão afetados. O Lloyd’s, assim como outras seguradoras do Reino Unido, permanecerá sob a supervisão contínua das autoridades reguladoras do Reino Unido, incluindo o Prudential Regulatory Authority – PRA”, afirma Marco Castro, CEO do Lloyd’s no Brasil, ao blog Sonho Seguro.

O executivo ressalta que o mercado do Lloyd´s permanecerá sujeito à Solvência II e manterá todo o acesso atual para os mercados da UE, pelo menos nos próximos dois anos, enquanto futura relação do Reino Unido com o mercado da UE é decidido. “O Lloyd’s valoriza seus históricos direitos de comércio em toda a UE e está totalmente interessado em garantir aos seus segurados continuarem a ter acesso aos serviços de seguros e de resseguros especializados do Lloyd’s no longo prazo. Em breve começaremos a consultar com nossos principais interlocutores no governo do Reino Unido e nos mercados da UE para assegurar a continuidade deste acesso”, acrescentou.

No longo prazo, Castro afirma que está confiantes de que o Lloyd´s continuará a ser o centro da indústria global de seguros e resseguros especializados. ”O mercado do Lloyd´s permanece robustamente capitalizado e seguro com nossa força financeira apoiada pela Cadeia de Segurança do Lloyd’s”.

Os bancos perderam 144 bilhões de euros, segundo informa a manchete do Valor Econômico de hoje. A queda global foi de 863 bilhões de euros desde a decisão do plebiscito. Llyods Banking Group, BNP Paribas, Santander e Barclays tiveram perdas bastante significativas. Os mercados globais perderam US$ 3,01 trilhões desde a sexta-feira após a divulgação do resultado do referendo, que optou pelo Brexit, marcando a maior perda de valor em dois dias do índice S&P Global Broad Market Index.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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