Quase tudo pronto para a 26a. edição do CIAB Febraban, que acontece entre 21 e 23 de junho, em São Paulo. O mercado segurador é novamente um dos destaques do maior evento de TI para o setor financeiro da América Latina. A CNseg desenvolveu a Trilha de Seguros, com seis painéis, como “Seguros inclusivos X canal digital”, “Transformação digital no canal de vendas”, “A internet das coisas”, “O surgimento de uma nova geração de seguros”, “Como otimizar o uso da tecnologia para alavancar a produtividade do backoffice”, “Pensar o futuro do banco de dados para saúde suplementar”. A idéia é apresentar aos presentes o que as seguradoras já estão em fase de implementação de processos no primeiro dia e no dia seguinte apresentar palestras que levem todos a pensar o futuro.
A matéria na íntegra será publicada na 63. edição da revista CIAB Febraban, que estará no ar no mês de junho no portal do evento (http://www.ciab.org.br).
Por enquanto, veja abaixo as tendências da tecnologia na entrevista com Marcelo Blay, sócio da corretora de seguros Minuto Seguros e um dos executivos mais dedicados ao tema dentro do mercado segurador.
Gostaria de saber quais as tendências em TI do ponto de vista do corretor.
Os corretores se deram conta que o uso de uma ferramenta multicálculo sem o apoio de um software integrado de gestão de uma corretora é um tiro no pé. O multicálculo só te ajuda a obter cotações que, sem uma interface com sistemas como o de transmissão de propostas, emissão de apólices, controle de comissões a receber, administração de renovações, contabilidade, só aumenta sua chance de perda de controle da operação. O corretor também percebeu que precisa se posicionar nas redes sociais para manter o contato com sua base de clientes, pois esta é uma ferramenta barata e eficiente de CRM.
Você já conseguiu ter uma plataforma que converse com os legados das seguradoras? Qual o próximo passo?
A integração de sistemas com as seguradoras ainda é um processo extremamente complexo. Poucas atividades além da obtenção de cotações estão disponíveis via WebService. Em função disso, todo o trabalho de back-office e pós-venda continua sendo executado da forma tradicional existente há décadas. Temos em mãos uma enorme oportunidade de ganho de eficiência e escala tanto para as Seguradoras como para os Corretores se avançarmos no sentido de integração de tarefas burocráticas. Hoje ainda gastamos tempo nobre – que poderia estar sendo dedicado à atividade fim – com processos operacionais que facilmente poderiam ser digitalizados.
Como incluir seguros na jornada digital do internauta?
Não vejo outra forma a não ser um trabalho conjunto dos órgãos de classe do setor, CNSeg, Fenacor, FenSeg, FenaSaúde, SINCORs. No sentido de estabelecerem uma agenda conjunta para introduzir o assunto “Seguros” nas escolas e universidades, além da produção de campanhas publicitárias institucionais, de longo prazo, para explicar para o cidadão comum o que é o seguro, para que serve, onde e quando se aplica, mostrando como pano de fundo a grande relevância do tema para planejamento das famílias e empresas.
Como deixar de ser refém do Google, diante do elevado custo do clique?
Acredito que a questão de ser refém do Google em função do alto custo do clique não se aplique, pois é possível fazer uma gestão de ferramentas de busca profissionalizada para otimizar os investimentos nessa mídia. Não há problema em pagar um algo custo pelo clique se você consegue ter uma taxa de conversão alta. Trata-se mais de sua eficiência na gestão do que pura e simplesmente pagar menos por clique. Além disso, existem inúmeras mídias para investimento alternativo para diversificação, como, por exemplo, redes sociais (Facebook, Linkedln, Twitter, Instagram, Pinterest entre outros), banners em portais, blogs. Sem esquecer de mídias tradicionais, que não deixaram de existir e não devem ser desprezadas, como outdoors, anúncios em revistas e jornais, mala direta, rádio, TV entre outros.


















