Zika é emergência de saúde pública internacional com possibilidade de pandemia

zika_gdFonte: CNseg

“Vivemos uma emergência de saúde pública de interesse internacional com possibilidade de pandemia”, afirmou o subsecretário da subsecretaria de Vigilância em Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, durante o painel “Epidemias”, que tratou basicamente do zika vírus, no 21º Encontro de Líderes do Mercado Segurador, ocorrido na Bahia, entre 25 e 27 de fevereiro.

E entre os elementos complicadores da situação estão a concentração cada vez maior das pessoas em áreas urbanas, ideais para o desenvolvimento do mosquito; o aquecimento global, que aumenta sua área endêmica; o ainda baixo conhecimento científico sobre a doença e a desinformação, segundo o médico e comentarista da GloboNews, Luiz Fernando Correia, o outro participante do painel que foi mediado pela nova presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes.

E se a falta de informações e de tecnologias eficientes para combater mosquito têm um grande impacto na saúde pública, a desinformação e o medo são os principais elementos de impacto econômico. “Com medo, as pessoas não consomem, não viajam”, afirmou Luis Fernando. E a desinformação faz com que o poder público, pressionado pela população, eventualmente adote medidas que não são, necessariamente, as mais eficientes. Este é o caso, segundo os dois debatedores, por exemplo, dos testes para detectar o vírus da zika, que tem eficácia limitada e, ainda assim, apenas após o 7º dia de contaminação, além de, muitas vezes, precisar ser repetido diversas vezes no mesmo paciente. Com um custo variando entre 800 e 2.000 reais em laboratórios privados e cerca de 20 dólares no setor público, a obrigatoriedade de oferecer o teste – como deve ocorrer na Saúde Suplementar – pode sugar recursos que poderiam ser direcionados a ações mais eficientes, afirmou Alexandre Chieppe.

Para combater a desinformação, as operadoras de planos de saúde têm muito a contribuir. Segundo Luis Fernando, elas sabem bem quem são suas beneficiárias grávidas por meio dos exames que estão sendo solicitados. Assim, podem contactar as gestantes e auxiliá-las na prevenção da doença. “A proatividade é a única saída para sairmos dessa crise”, afirmou. “As operadoras têm a responsabilidade social de ser uma canal de comunicação coerente e científico, ajudando a combater a desinformação”, complementou.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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