O BTG Pactual colocou sua seguradora à venda, na esteira do programa de desinvestimentos que acionou para captar recursos, segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Ao final de outubro, a seguradora do BTG, hoje concentrada na Pan, ultrapassou os R$ 300 milhões em prêmios de seguros, mas já enfrenta recusa de clientes e tem sido deixada de lado também por algumas corretoras de seguros, após a prisão de André Esteves no âmbito da Operação Lava Jato. A Pan Seguros também deixou de ser a principal emissora de seguro garantia da Bradesco Seguros. Em seu lugar, entrou, de acordo com fontes, a Swiss Re.
Executivo próximo ao BTG alega que a troca ocorreu pelo fato de a companhia ter atingido limite regulatório por conta da emissão de uma apólice de cerca de R$ 4 bilhões para a Petrobrás. Uma fonte do setor esclarece, porém, que ainda havia limite junto ao cliente, neste caso, a Bradesco Seguros. O que teria sido atingido era o teto junto à petroleira apenas. Estaria à venda, porém, somente a operação de seguros do BTG Pactual que foi incorporada à Pan Seguros, controlada pelo banco em sociedade com a Caixa Econômica Federal. A operação de resseguros, que inclui a resseguradora da instituição e a Ariel Re, baseada em Londres e Bermuda, e também a seguradora de vida e previdência não estariam no pacote.

















