Os gringos querem comprar no Brasil. Somente em outubro, tradicional mês de construção do orçamento do próximo ano e também de gastar os recursos que sobraram em caixa do ano corrente, vários CEOs comentaram que o Brasil é foco da estratégia mundial do projeto de expansão da matriz. Foi assim com HDI, Zurich, Mitsui e agora com a AXA. A Agência Estado publicou entrevista com a francesa AXA, na qual Philippe Jouvelot, presidente da Axa no País, diz que o momento é “mais fácil” para começar uma operação no Brasil diante do câmbio, que é favorável, e o retorno, beneficiado pelos juros altos. Depois de dois anos e meio de estudos, a francesa emitiu a primeira apólice em janeiro.
Nos últimos cinco anos, a companhia, que soma 1,3 trilhão em ativos ao redor do globo, comprou 20 empresas no mundo. Agora, favorecida pela desvalorização do real, mantém apetite para aquisições no Brasil e vê no sistema de saúde local uma oportunidade futura de negócio. “Com o câmbio favorável, tudo que você compra sai mais barato. O dinheiro investido dá mais lucro. Colocamos meio bilhão de reais (no País) e o retorno é de 14,25% no lugar de 8% antigamente. Para uma seguradora que gosta de entrar no longo prazo, não tem melhor momento”, avalia Jouvelot, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.
Questionado, o francês, que tem 30 anos de Axa, prefere não comentar transações em andamento. Fontes dizem que AIG e Pan Seguros, de BTG e Caixa, estariam no páreo final da disputa.

















