Lucro da Willis cresce 21% no segundo trimestre de 2015

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O Grupo Willis divulgou lucro líquido de US$ 105 milhões no segundo trimestre de 2015, ou US$ 0,58 por ação, um aumento de 21% sobre o mesmo período do ano anterior. As receitas totais reportadas, que incluem comissões e fees, receita financeira e outros rendimentos, foram de US$ 922 milhões. As comissões e fees cresceram 5,3%. A margem operacional orgânica foi de 17,8%.

Dominic Casserley, CEO do Grupo Willis, afirmou comemorou o crescimento do lucro líquido de 21% em relação ao mesmo período do ano passado e também o desempenho orgânico, tendo atingido 200 pontos base de spread positivo. “O que nos deixa mais satisfeitos é que conseguimos esse resultado apesar de adversidades que enfrentamos neste trimestre e condições difíceis de mercado. O progresso do nosso Programa de Aperfeiçoamento Operacional continua a exceder as nossas expectativas e economias adicionais foram identificadas. Esperamos economizar US$ 80 milhões este ano com o Programa e cerca de US$ 150 milhões em 2016. Estamos aumentando a meta para o pós-programa de uma economia anual entre US$ 300 e US$ 325 milhões.”

Embora as perspectivas para as taxas de seguro em muitos segmentos não estarem animadoras, o executivo afirmou que o grupo está bem posicionados no mercado para apostar em um crescimento continuado. “Nós acreditamos que vamos obter um bom crescimento orgânico para o ano. Dado o nosso sólido desempenho de gestão de despesas até o momento, estamos aumentando agora as nossas expectativas para 2015 de margem positiva entre comissões e fees orgânicos e crescimento de despesa de 130 pontos base para 200 pontos base. Isso fornece uma excelente plataforma para o nosso lucro estimado em razão da fusão com a Towers Watson”.

Divisão Internacional

A Divisão Internacional, na qual o Brasil está inserido, registrou um crescimento orgânico de 7,1% em comissões e fees em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse resultado deve-se, principalmente, pelo crescimento de dois dígitos na América Latina e China. Os resultados na Europa Ocidental também se mantiveram favoráveis particularmente na Alemanha e na Suécia. O resultado não tão positivo na Austrália foi em grande parte proveniente do cancelamento de um grande projeto de infraestrutura neste trimestre.

O crescimento das comissões e fees subjacentes da Divisao Internacional foi de 27,9%, em razão das aquisições das empresas Max Matthiessen (Suécia), Charles Monat (Cingapura) e da companhia de previdência e consultoria financeira IFG (Irlanda) que ocorreram nos últimos doze meses.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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