Swett & Crawford inicia operações em GO e DF

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A assessoria em seguros Swett & Crawford (S&C), da holding inglesa CGSC, conclui sua terceira associação do ano ao assumir o controle da Casa do Corretor, atuante em Goiás e no Distrito Federal. A operação faz da S&C, há pouco mais de dois anos no Brasil, uma das maiores assessorias do País. Também avança seus planos de constituir, ainda em 2015, o que deve ser a primeira rede nacional unificada de distribuição de seguros do Brasil.

Ano passado a CGSC anunciou investimento para a América Latina de US$ 50 milhões, boa parte destinado à estruturação no Brasil de uma rede de distribuição. Essa rede está em constituição por meio da S&C com aquisições de assessorias em todo o País. Até o fim do ano, a S&C espera ter mais quatro empresas na rede. As assessorias fazem a intermediação entre corretores e seguradoras para distribuir seguros com a capilaridade e o suporte necessários.

O projeto começou a avançar em janeiro com a aquisição integral da JLD, atuante nas cidades industriais paulistas de Campinas, Sorocaba e São José dos Campos. Pouco depois, a S&C comunicou ter assumido o controle da ACMS, que transaciona prêmios de R$ 40 milhões por ano em Belo Horizonte. Em paralelo, efetivou um acordo de distribuição com a GC do Brasil, que deu à S&C alcance sobre 100 municípios, a maioria deles no Sul e Centro Oeste.

Com o ingresso da Casa do Corretor na rede – que gera R$ 80 milhões em prêmios anuais e tem entre os sócios o ex-deputado federal Armando Vergílio –, a S&C reforça sua rede, que deve intermediar até o fim do ano R$ 1,2 bilhão em prêmios. “Ainda estamos consolidando a rede. O objetivo é não atrapalhar essas empresas e integrá-las aos poucos. Em paralelo, mapeamos as necessidades de cada região para depois criar seguros customizados e disponibilizá-los aos corretores”, explica o diretor da S&C Augusto Brum.

Segundo ele, os corretores da rede serão estimulados a buscar oportunidades fora dos nichos tradicionais com soluções da CGSC e também proteções ainda a ser desenvolvidas para setores negligenciados, como de logística, calçadista, moveleiro e agroindustrial. Junto às seguradoras, a S&C trabalha para viabilizar justamente essas coberturas negligenciadas.

A estratégia é disponibilizar a capacidade de resseguro da CGSC, que atua no sistema Lloyds. “Vamos dar capacidade de resseguro e diluir o risco e o custo dos negócios para as seguradoras”, explica Fábio Basilone, presidente da CGSC para o Brasil. Com a rede consolidada, a expectativa é gerar propostas em volume suficiente para tornar até coberturas recusadas interessantes para seguradoras e resseguradoras do Brasil ou do exterior. Essas coberturas serão convertidas em produtos de prateleira e disponibilizadas aos corretores.

Em Goiás e no DF – Dessa forma, os 200 profissionais hoje assessorados pela Casa do Corretor, que, como a maioria dos corretores brasileiros distribuem essencialmente produtos de varejo, vão poder trabalhar com coberturas mais rentáveis. “Hoje, não fazemos resseguro pela falta de produto, mesmo tendo demanda ocasional”, diz o sócio-diretor da empresa Renner Fidelis.

O executivo, que continua no negócio como responsável pela operação local junto com os outros sócios, diz que Goiás e Distrito Federal abrigam parques industriais expressivos, com muitas empresas oriundas do Sudeste, que atuam por vezes sem proteção pela falta de seguros adequados. Ele cita o exemplo do parque moveleiro de Goiânia, negligenciado pelas seguradoras pela ausência de uma estrutura consistente de diluição de riscos.

A expectativa de Fidelis é ter em breve produtos para explorar esse e outros nichos, em especial no interior, onde a atuação só não é maior pela ausência de produtos específicos. “O agronegócio reserva oportunidades com a logística de grãos, de carne, o seguro de safra. A expectativa é ter produtos e massa de negócios para viabilizar [finalmente] essas oportunidades.”

Sobre a Casa do Corretor

Fundada em 2003 pelo empresário Renner Fidelis, a Casa do Corretor é uma assessoria em seguros que atua em Goiás e no Distrito Federal. A empresa faz a intermediação de prêmios anuais estimados em R$ 40 milhões e presta assistência à aproximadamente 200 corretores na região. A Casa do Corretor também tem entre seus sócios o ex-deputado federal Armando Vergílio (SD), personalidade política em Goiás, também conhecido no meio segurador como o deputado do seguro.

Sobre o Grupo CGSC
O Grupo Cooper Gay Swett & Crawford (CGSC) foi formado em julho de 2010 com a união da Cooper Gay, um dos maiores grupos ingleses privados de corretores de resseguro, e a da Swett & Crawford, distribuidora de seguros com 100 anos de atuação no mercado norte-americano. Com sede em Londres, a CGSC é o maior grupo independente de corretoras de resseguros e de distribuidoras de seguros do mundo. Sua rede internacional estende-se por quatro continentes, num total de 60 escritórios, e conta com mais de 1,4 mil profissionais. A empresa gera corretagem anual acumulada em torno de US$ 400 milhões, com emissão de prêmios de aproximadamente US$ 4,2 bilhões. O Grupo é especialista no desenvolvimento e implementação de programas de mitigação de risco complexos e oferece soluções globais para atender às necessidades de seus clientes.

Sobre a Swett & Crawford
A Swett & Crawford comemora este ano 100 anos de atuação no mercado norte-americano. A companhia é conhecida por implementar inovações no mercado de seguros e por oferecer sempre proteções diferenciadas. Ainda em 1915, a convite do próprio Henry Ford, criador do sistema de produção massificada de automóveis, a empresa disponibilizou as primeiras apólices de veículos dos Estados Unidos em parceria com seguradoras. A S&C também segurou a Represa Hoover e a Ponte Golden Gate.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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