IPO do IRB Brasil RE ainda é só uma idéia, afirma Joaquim Levy

Joaquim-LevyO mercado segurador é destaque hoje nos principais jornais do Brasil com notícias sobre o IPO do IRB Brasil RE, que segundo o ministro da Fazenda ainda está em estudo. “Estamos pensando em fazer abertura de capital do IRB mas essa ainda é só uma ideia”, afirmou Joaquim Levy durante coletiva realizada ontem após o lançamento do livro “Avaliação da qualidade do gasto público e mensuração da eficiência” no Ministério da Fazenda.

Apesar de dizer que é só uma idéia, o governo avança para transformar essa idéia em realidade e reduzir assim o rombo das contas públicas. Para ele, a economia do país enfrenta hoje um momento de ressaca. Joaquim Levy afirmou que o IPO do IRB Brasil RE pode ajudar na receita de superávit primário para este ano. Estabelecida em 1,2% do PIB, ela se mostra inviável diante da queda na arrecadação de tributos. No entanto, Levy disse que é “precipitado” falar em revisá-la. Antes disso, ele pretende identificar de onde é possível extrair mais receitas, “criando riquezas”, citando o IRB.

Os números citados pela imprensa até agora são confusos e não há executivo que fale em ON sobre o tema. O Brasil Econômico cita que a expectativa é de que a oferta de ações do ressegurador chegue a render aos cofres públicos até R$ 4 bilhões. Já o Valor informa que o IPO deve alcançar R$ 3 bilhões e a Agência Estado cita que fontes estimam R$ 4 bilhões.

De acordo com o Valor, todos os principais acionistas do IRB Brasil Re venderão ao menos parte de suas ações na oferta pública inicial prevista para ocorrer até meados do segundo semestre. União, com 27,4%, BB Seguridade Participações e Bradesco Auto RE Companhia de Seguros com 20,4% cada, têm a intenção de reduzir em até 50% suas participações. O Itaú Unibanco Holding, sócio por meio dos ramos Seguros e Vida e Previdência, tem 15% do IRB e pode abrir mão de até 100% de suas ações. O fundo de participações Caixa Barcelona, que é formado pelos fundos de pensão Previ, Petros e Funcef, possui 9,8% das ações. Apenas 6,8% restantes estão distribuídos entre seguradoras e empregados ativos e aposentados do IRB.

Ainda segundo o Valor, a realização de oferta primária não está descartada. O Banco do Brasil deve ser o principal coordenador da operação. Também atuarão Bradesco e Itaú e, na estruturação internacional, o J.P. Morgan. Está indefinida a entrada de um quinto banco, lugar que está sendo disputado pelo BTG Pactuai. É necessária ainda a ratificação em reunião do conselho de administração. Na sexta-feira, executivos das instituições sócias se reuniram para dar andamento à oferta. Os encontros estão sendo comandados pelo vice-presidente de finanças do IRB, Fernando Passos, segundo o Valor. Executivos ligados ao mercado de capitais dizem ter boas perspectivas para a operação, que poderia trilhar o caminho bem-sucedido da BB Seguridade.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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