Há dez anos um grupo de 900 especialistas mundiais elencam os principais riscos de natureza global que, compilados, são publicados pelo Fórum Econômico Mundial. Tomando uma perspectiva para os próximos 10 anos, foram identificados 28 riscos de natureza global, medidos em termos de sua probabilidade e grandeza de impacto.
A seguradora Zurich é uma das instituições que colabora com informações e análises empregadas no material. “A contribuição de Zurich para o conteúdo deste relatório é uma das muitas maneiras de continuamente ajudar nossos clientes a entenderem e reduzirem sua exposição ao risco”, afirma Werner Stettler, vice presidente de Corporate & Comercial de Seguros Gerais Brasil.
Em sua décima edição, pela primeira vez o panorama Riscos Globais 2015 apresenta, além dos reflexos da globalização e da interconexão dos riscos, também suas potenciais causas e possíveis soluções.
Confira o material completo neste link, e destaques abaixo:
Pela primeira vez o relatório no Fórum Econômico Mundial não é encabeçado por questões econômicas. O panorama é liderado por um tema praticamente inexistente desde a queda do muro de Berlim, há 25 anos: os conflitos geopolíticos. O risco de conflito internacional é a maior ameaça à estabilidade mundial nos próximos 10 anos.
No entanto 2015 distingue-se do passado, com novos riscos devido às novas realidades econômicas, às informações globalizadas e às tecnologias emergentes, neste caso os ciberataques.
“Vinte e cinco anos após a queda do Muro de Berlim, o mundo enfrenta agora o risco de importantes conflitos entre estados”, disse Margareta Drzeniek-Hanouz, economista principal do Fórum Econômico Mundial. “No entanto, os meios para executar tais conflitos, quer seja através de ciberataque, competição por recursos ou sanções e outras ferramentas econômicas, são mais amplos do que nunca. Enfrentar estes possíveis estímulos e tentar encaminhar o mundo para uma rota de parceria em vez de competição, deve ser uma prioridade para os líderes, agora que entramos em 2015.”
Em termos de impacto, o maior risco apontado é o da crise de abastecimento de água. As potenciais catástrofes ambientais começam a se confirmar, sem que haja progressos suficientes para a resolução do problema. Em segundo e terceiro lugar, os riscos mais impactantes à estabilidade social são a propagação de doenças infecciosas e as armas de destruição massiva.
“A urbanização aumentou o bem-estar social. Mas como as cidades se desenvolvem muito rapidamente, sua vulnerabilidade é maior também, e pandemias, colapsos nos sistemas de água, energia e transporte e o impacto das mudanças climáticas representam as maiores ameaças. Especialmente, em países emergentes”, disse Axel P. Lehmann, chefe da área de risco do Grupo Zurich.
A urbanização em países em desenvolvimento é uma das três constelações de riscos que se sobressaem nas descobertas das pesquisas. As outras duas são: interação entre a geopolítica e a economia; e administração das tecnologias emergentes (os mecanismos de supervisão devem equilibrar questões comerciais, éticas e ambientais).
O relatório de Riscos Globais 2015 foi desenvolvido com o apoio dos Parceiros Estratégicos das Empresas Marsh & MacLennan e do Grupo Zurich de seguros, com colaboração de consultores acadêmicos.



















