Mercado segurador encerra 2014 com vendas de R$ 162,2 bi

bolsaO mercado segurador brasileiro encerrou 2014 com lucro líquido não consolidado de R$ 17,4 bilhões, 10,9% acima dos R$ 15,7 bilhões de 2013. Excluindo o resultado de coligadas e controladas, o lucro líquido passa para R$ 10,7 bilhões, 10,3% acima dos R$ 9,7 bilhões do ano passado, de acordo com estudo do consultor Roberto Castiglione, com base em dados da Susep divulgados nesta quarta-feira, dia 25, após alguns ajustes feitos pela autarquia em razão de correções solicitadas por seguradoras.

Castiglione destaca a taxa média de retorno do patrimônio líquido anualizada, que foi de 23,57%, dois pontos percentuais acima dos 21,31% de 2013. O volume total de prêmios (com VGBL) somou R$ 162,2 bilhões, 16,9% acima dos R$ 138,6 bilhões do ano passado, segundo estudo ao qual o blog Sonho Seguro teve acesso. Excluindo o VGBL, a produção de seguros atingiu a cifra de R$ 90,8 bilhões, 9,4% acima dos R$ 82,9 bilhões de 2013.

O índice combinado representou 88,49% dos prêmios e contribuições ganhas contra 85,93% dos mesmos em 2013, um ligeiro acréscimo. “Esse desempenho adveio da manutenção da margem de contribuição com leves acréscimos nas Despesas Administrativas e com Impostos (PIS/COFINS)”, explica Castiglione.

Com o desempenho do resultado financeiro (aumento da taxa básica de juros) a rentabilidade da operação foi equivalente a 24,1% dos prêmios e contribuições ganhas contra 22,2% dos mesmos em 2013. “Ao que parece a busca pela eficiência operacional chegou no seu limite. A maior rentabilidade se deveu, em grande parte, ao aumento da taxa básica de juros”, destaca, em nota.”De certo será um ano de rentabilidades adequadas, com distribuição de dividendos e participações em lucros. Todavia, o ano de 2015 deverá ser espinhoso. Vendas com menor ritmo de crescimento, aumentos de custos e tributos e concorrência mais acirrada (predatória).”

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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