Febraban anuncia vencedores e distribui R$ 52 mil aos ganhadores

Release

Sete pesquisas desenvolvidas sobre os temas crédito bancário, regulação do sistema financeiro e bancarização foram as grandes vencedoras do VI Prêmio INFI – FEBRABAN de Economia Bancária 2014. A premiação, que tem por objetivo estimular o debate sobre a economia bancária brasileira e questões relevantes do sistema financeiro nacional, distribuiu R$ 52 mil aos vencedores.

A premiação ocorrerá em 26 de fevereiro, às 11h, no Hotel Tivoli São Paulo- Mofarrej. Além dos vencedores, estarão presentes na cerimônia diretores da FEBRABAN, economistas chefes de bancos, representantes de associações do Sistema Financeiro Nacional, pesquisadores e acadêmicos especialistas em economia e integrantes de instituições de ensino parceiras na divulgação do prêmio.

Depois de cinco edições bem-sucedidas com mais de 520 trabalhos inscritos, o prêmio ganhou um novo formato e trouxe como novidade a parceria do Instituto FEBRABAN de Educação – INFI em sua organização e a criação da categoria especial educação financeira. Os participantes puderam inscrever suas pesquisas em três categorias dentro das temáticas de regulação do sistema financeiro, crédito bancário, rentabilidade bancária, taxa de juros e spreads, bancarização e educação financeira.

Rubens Sardenberg, diretor de Regulação e Economia da FEBRABAN, destaca que a criação do prêmio visa incentivar o debate e a pesquisa acadêmica sobre economia bancária. “Estudiosos e pesquisadores têm a oportunidade de expor suas ideias e opiniões para a comunidade financeira e para a sociedade em geral, contribuindo assim para a constante evolução do sistema bancário e financeiro do País”, afirma.

Segundo Fábio Moraes, diretor de educação financeira da FEBRABAN, a criação da categoria especial mostra a importância do tema para os bancos e o engajamento das instituições financeiras em promover pesquisas acadêmicas sobre o assunto. “Ao fomentar pesquisas sobre a atividade bancária, a FEBRABAN e o INFI estão cumprindo o seu papel, que é o de aproximar o setor com a sociedade por meio de investimentos em ensino e pesquisa. Educação é a mais efetiva forma de promover as transformações que nosso País necessita”, afirma.

Categoria A: Dissertações, teses e artigos acadêmicos

A grande vencedora da categoria A foi Karen Dias Mendes com o trabalho “Consumer Credit Expansion in Open Economies”, sua dissertação de mestrado realizada na PUC-Rio e escrita em inglês. A pesquisa aborda a expansão do crédito consignado nos anos 2000 com o objetivo de entender os efeitos da liberalização financeira e os canais pelos quais ela promove o crescimento econômico.

De acordo com a autora, os resultados encontrados mostram que uma reforma desta natureza é capaz de estimular outros serviços bancários, além de proporcionar um aumento substancial nos salários e nos lucros das empresas, e a redução do setor informal. “A análise sugere que esses impactos sejam mais intensos em economias mais abertas, mais ricas, menos agrícolas e mais financeiramente desenvolvidas.”

Karen também destacou a importância de iniciativas como o prêmio INFI-FEBRABAN. “Premiações como esta têm um papel importante no sentido de comunicar o conteúdo dos trabalhos científicos para fora da academia.”

Em 2º lugar na categoria A ficaram Claudio Moraes, José Américo Antunes e Gabriel Montes com o trabalho “Risk-Taking Channel and Banking Solvency”. Lilian Pacheco de Medeiros Ferro ficou com a terceira colocação nesta categoria com a pesquisa “Crédito e Formação de Domicílios no Brasil”.

Categoria B: Monografias de Graduação

Dois trabalhos foram premiados na categoria B. A pesquisa “Revisão crítica dos acordos da Basileia”, de Paula Souza, ficou na primeira colocação. Segundo a autora, o estudo revela que os acordos têm evoluído ao longo de suas reformulações incorporando novos fatores na tentativa de estender seu alcance e precisão. “Também chamou atenção a necessidade de criação de uma instituição dotada de dispositivos legais que permitam supervisionar efetivamente o que está ocorrendo no âmbito da regulação bancária mundial”, disse.

Segundo Paula, “ter recebido o prêmio INFI-FEBRABAN representa que os esforços voltados para a realização deste trabalho foram reconhecidos, e que, de fato, o tema abordado foi relevante”.

O trabalho “Território, Finanças e Topologias Bancárias: a Capilaridade da Caixa Econômica Federal a partir dos Correspondentes em Alagoas”, de Fábio Brito dos Santos, ficou em segundo lugar.

Categoria C: Educação financeira

A primeira colocação na categoria C foi concedida para André Taue Saito, que apresentou o trabalho “Desenvolvimento Financeiro e Implicações para Educação Financeira: um Estudo com Dados em Painel”. O autor organizou os países em três grupos e, segundo ele, os resultados indicam que, para a melhoria das condições do crédito local e bem-estar dos indivíduos, o processo de educação financeira precisa considerar as características locais. “Nos Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), os indivíduos necessitam estar aptos a compreender a importância da valorização dos ativos e sua relação com os ciclos e choques econômicos”, afirma.

O segundo trabalho premiado nesta categoria foi “Educação Financeira e Finanças Pessoais: um Estudo com Jovens do Ensino Médio das Escolas Públicas de Blumenau”, de Vilmar Siewert Junior.

Neste novo formato, a premiação em dinheiro distribuiu R$ 52 mil aos ganhadores. Na categoria A, o primeiro lugar foi premiado com R$ 15.000,00; o segundo colocado, com R$ 10.000,00; e o terceiro, R$ 5.000,00. Na categoria B, o primeiro lugar ganhou R$ 5.000,00, e o segundo, R$ 2.000,00. Na categoria especial, o primeiro colocado ganhou R$ 10.000,00 e o segundo, R$ 5.000,00. Os vencedores de todas as categorias também terão direito a uma inscrição em um Summit INFI-FEBRABAN.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS