O nome de Leonardo Paixão surgiu na noite de ontem como um dos doze cotados para a presidência da Petrobras. O executivo prepara o IRB Brasil RE para um possível IPO quando as condições do mercado financeiro mundial forem mais apropriadas desde abril de 2010. Desde junho de 2009, no entanto, ocupava a presidência do Conselho do IRB.
Depois de deter o monopólio de resseguros por quase 70 anos, há seis anos o ressegurador local enfrenta os desafios da abertura do mercado, com a entrada de mais de uma centena de concorrentes, que chegaram com uma despesa administrativa infinitamente inferior a praticada pelo IRB. Diferente de estatais internacionais que foram a falência com a abertura do mercado, o IRB conseguiu reverter os desafios em oportunidades. Chegou a ter a sua participação de mercado reduzida para 23%, mas com uma ajuda do governo nas mudanças das regras de abertura, reconquistou market share, atualmente em torno de 35%, e conseguiu concluir o processo de privatização em 2013, com a venda das ações do Tesouro para o Banco do Brasil.
Neste ano, o foco é reforçar a estratégia de internacionalização, conquistando clientes em outras partes do mundo. Uma mudança e tanto diante das previsões de que o então gigante monopolista iria à falência diante da chegada de gigantes mundiais.
A preferência do governo, no entanto, para recuperar a credibilidade da estatal, sem desagradar o PT, recai sobre Luciano Coutinho, que integra o conselho de administração da Petrobrás. Também figuram na lista Murilo Ferreira, presidente da Vale, Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco do Brasil, e Paulo Leme, presidente do Goldman Sachs. De acordo com notícias veiculadas no jornal O Globo,, pessoas próximas ao ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles garantem que ele não cogita a hipótese de se tornar presidente da Petrobras, caso venha a ser convidado pela presidente Dilma Rousseff. Em Londres desde o início desta semana para participar de reuniões do conselho da seguradora britânica Lloyd’s, da qual faz parte, o ex-ministro disse a amigos não estar disposto a abrir mão de compromissos assumidos anteriormente com seus atuais empregadores.
Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Direito do Estado pela mesma universidade, Leonardo Paixão atuou como professor de cursos de pós-graduação desde 2004, foi presidente do CONAD, é servidor público federal concursado e possui experiência no setor de seguridade, tendo exercido, entre outras funções, o cargo de Secretário de Previdência Complementar entre 2006 e 2008, época em que foi Conselheiro do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).


















