A Liberty Seguros traz para a indústria de seguros uma ação diferenciada, que contribui para que o setor passe a olhar o futuro de uma forma mais realista e promissora. E esse futuro está mais próximo do que todos imaginam. “Está claro que é preciso inovar para crescer num mundo onde cada dia mais as pessoas aderem a um projeto de vida mais sustentável”, afirma Jose Mello, superintedente de inovação e pesquisa da Liberty Seguros.
Esse olhar diferenciado começou a ser colocado em prática há dois anos, com o Projeto Sinal Livre. “O projeto começou, há dois anos, com a idéia de colaborar para reduzir os acidentes de trânsito, uma vez que a Liberty é uma das principais seguradoras de automóvel”, lembra Karina Louzada, superintendente de Comunicação e Marca Institucional da Liberty Seguros. “Agora o projeto visa mudar a mentalidade das pessoas para que assim se construa uma sociedade mais sustentável”, acrescenta.
Segundo pesquisa realizada pelo grupo Liberty neste ano, a busca por uma cidade mais sustentável em termos de locomoção é um sonho do brasileiro. Cerca de 49% dos 950 entrevistados de seis grandes centros urbanos (Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro) daria prioridade a transportes públicos como ônibus, trens e metrôs e 44% usaria bicicletas ou andaria a pé. Se boa parte das pessoas está disposta a aderir a outros meios de locomoção, com bicicletas, carros elétricos, andar à pé e também compartilhar os meios de locomoção, os bens não são mais de ninguém no futuro. “O que iremos segurar? As pessoas. Por isso, temos voltado nosso foco mais para proteger as pessoas do que bens”, comenta Mello.
Os comentários fizeram parte do debate sobre mobilidade urbana realizado no Centro Ruth Cardoso, em São Paulo, mediado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, com a participação da diretora financeira de Furnas, Margaret Groff, que contou aos presentes sobre os diversos projetos de mobilidade urbana que a principal hidrelétrica do país está envolvida, com destaque para os estudos de viabilidade de carros elétricos e compartilhamento de veículos entre funcionários da usina, ambos já em andamento em um projeto piloto.
O debate fez parte da abertura da 1ª edição do Prêmio Sinal Livre de Mobilidade Urbana, que tinha como tema “Como a sua iniciativa contribui para uma cidade ideal?”. O projeto Sinal Livre, implementado há dois anos pela Liberty Seguros em parceria com a Lynx Consultoria, tem como principal objetivo a difusão de boas práticas para estimular o engajamento e a conscientização das pessoas para uma locomoção mais segura. Entre os cinco projetos finalistas, o vencedor por voto popular foi o projeto Fairbikes – Faça estas bicicletas aparecerem!
“O projeto Sinal Livre ganha cada dia mais corpo dentro da Liberty como dentro da sociedade. E isso nos traz grande estimulo para seguirmos no caminho de desenvolver empreendedores que ajudam a mudar a mentalidade das pessoas, que passam a agregar valores mais sustentáveis para as cidades e governos”, comentou Patrícia Chacon, diretora de Marketing da Liberty Seguros ao blog Sonho Seguro.
Assim como o Fairbikes, os outros projetos participantes tinham como alvo contribuir para uma cidade ideal ao promover a integração de pessoas e incentivar a replicação do modelo em outras comunidades. Tais comunidades, sejam elas de jovens, idosos, praticantes de esportes, moradores de condomínios entre outras tantas, são alvo da Liberty para agregar valor ao negócios de seguros.
“Temos hoje barreiras de crescimento do setor de seguros no Brasil”, diz Mello, citando como principais desafios trazer produtos com preço mais acessível e ampliar os canais de distribuição. “Entender o risco por meio de grupos facilita a criação de coberturas sob medida e também permite a prática de preços mais adequados ao padrão de risco de cada comunidade, duas variáveis que nos ajudarão a popularizar o seguro”, diz, acrescentando que ao colocar o foco em seguro de pessoas e não mais em seguro de bens faz com que o céu seja o limite em termos de inovação.
Uma prova disso foi que em pleno debate surgiu mais um projeto. O compartilhamento de carros entre estudantes universitários em São Paulo, idéia apoiada imediatamente pelo jornalista fundador da portal Catraca Livre, portal que tem como alvo desenvolver soluções que criam novas formas de relacionamento entre pessoas e marcas, e por Margaret, idealizadora da plataforma Mobi.Me e que tem a Liberty como parceira para os projetos de mobilidade. “Podem contar comigo na divulgação e apoio a um projeto de compartilhamento de veículos entre universidades”, disse Dimestein, acompanhado da empolgação de Margaret, que também se dedica a um projeto que visa a valorização das mulheres no trabalho e também na intermediação junto ao governo para a regulamentação dos carros elétricos.
Os participantes deixaram claro que o conhecimento nasce do encontro como esse, que de pequenos se transformam em ferramentas para mudar a mentalidade da sociedade. “Encontros como esse funcionam como um ecossistema. As empresas privadas devem promover encontros que reúnam empreenderes para debates e os governos devem se dedicar a cria as condições regulatórias para viabilizar projetos que objetivem uma sociedade melhor”, disse a diretora de marketing da Liberty.
Dimenstein ressaltou que as melhores cidades do mundo são as mais inventivas, que juntam a diversidade com a proximidade e isso só ocorre quando há mobilidade, ressaltando a importância do tema do projeto trazido pela Liberty para debate com a sociedade. “Em São Paulo hoje as pessoas precisam ser convencidas a deixar o conforto de assistir filmes no Netflix para enfrentar o transtorno que tem sido se locomover na cidade de São Paulo”, comentou.
A diretora da Liberty foi a primeira a se entusiasmar com a idéia. Patrícia comentou que durante seu período de estudos em Boston, na universidade de Havard, o compartilhamento de carros era uma realidade entre os estudantes. “Essa atitude facilitava muito a vida de todos, além de contribuir para menos carros na rua e menos emissões de CO2”, citou. Novos projetos com a mesma filosofia já estão no forno para serem viabilizados em 2015, segundo Mello.
Segundo dados dos organizadores, o Projeto Sinal Livre contabiliza 20 mil pessoas impactadas indiretamente e 500 pessoas treinadas para promover o engajamento da mobilidade urbana desde 2012.
Foto: Thiago – CQCS


















