Pesquisa da RSA detecta que preço ainda é principal prioridade dos empreendedores na compra de seguro

1512438_10204070822185774_510367698148299911_nEmpreendedores têm interesse em comprar seguro. Essa foi a grande constatação da pesquisa encomendada pela RSA Seguros para a Conecta, o braço online de pesquisa do Ibope. Segundo a pesquisa quantitativa, com mil entrevistados no mês de agosto, 32% dos entrevistados afirmaram ser “muito importante” e 37% ser “importante” contratar seguro. “Ajudar o corretor a buscar esses 70% de empreendedores que querem comprar seguro é o grande pulo do gato”, frisou o CEO Thomas Batt, informando que a partir de 2015 a seguradora iniciará uma extensa agenda de treinamento dos profissionais interessados.

Segundo o CEO, o resultado da pesquisa estimulou o grupo a treinar os corretores atuais e futuros a buscar os novos clientes, mostrando a eles que esse segmento é muito importante, como mostram os dados da pesquisa. De acordo com a base de dados, 77% dos empreendedores têm interesse em comprar seguro empresarial, 34% seguro saúde, 33% seguro de crédito/financeiro, 30% seguro de vida em grupo, 29% seguro de acidentes pessoais coletivo, 19% seguro odontológico e 18% seguro para frota de veículos.

Embora a maioria considere seguro importante, um terço ainda vê seguros como algo pouco importante, destaca a diretora do Ibope Conecta Laure Castelnau. Do total de empreendedores, 37% nunca pensaram na necessidade de ter um seguro, 33% afirmaram achar o seguro caro e 29% deram a resposta que mostra a importância das iniciativas das seguradoras em criar produtos adequados a um preço acessível. “Ou seja, um terço afirmou não achar importante ter seguro ou não precisar”, destacou a pesquisadora.

O preço ainda é o que mais pesa na escolha do seguro, mas a seguradora também é relevante, de acordo com os empreendedores. Cerca de 91% citou o preço como fator decisivo de compra. Já 70% citou ser importante ter uma seguradora de renome, 56% priorizam aquelas que dão suporte pós venda, 54% deles analisam se o produto ofertado está dentro do que eles necessitam e 54% também valorizam na hora da compra os benefícios adicionais ofertados.

Diante dos dados, a RSA reservou boa parte dos investimentos em 2015 para esse segmento, que hoje representa 17% do faturamento, liderado por transporte e frota de veículos. “É um mercado que cresce muito, 20% em 2013, e por isso estamos investindo neste segmento, que com certeza aponta crescimento de dois dígitos para os próximos três anos”, disse o CEO. “Investimos na qualidade dos produtos e em tecnologia para atrair os corretores com as facilidades proporcionadas pelo sistema desenvolvido para esse nicho”, acrescentou.

A RSA já oferece boa parte dos produtos via web para os corretores, sendo o produto para o nicho de alimentação um dos principais focos do grupo, assim como escolas. “São 6 milhões de PMES. É onde está o crescimento do país e onde apoiamos a nossa estratégia, principalmente considerando que 70% não tem seguro e que representam 44% dos prêmios totais da indústria de seguros”, acrescentou Marcelo Biasoli, diretor de marketing da RSA.

Investir no relacionamento com o corretor é a prioridade da seguradora em 2015, após ter mapeado o segmento. ”A RSA sempre foi uma seguradora de grandes riscos e agora temos como foco estratégico PMES. Então temos um grande desafio em fazer o corretor reconhecer a RSA como uma seguradora de pequenas e medias empresas. Queremos mostrar que a seguradora se especializou, se preparou nesse segmento. É uma questao estratégica da empresa. A partir disso mostrar ao corretor o potencial desse segmento e que a RSA se especializou para atender esses empreendedores”, finalizou Batt.

Outra iniciativa será desenvolver cartilhas em parcerias com associações para mostrar aos empreendedores a importância do seguro, com linguagem simples e objetiva, afirmou Biasoli.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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