Mercado quer ampliar seguro de exportações no Brasil

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A necessidade de ampliar o seguro de exportações no Brasil foi um dos destaques durante o Encontro Internacional IUMI Spring Meeting, realizado pela primeira vez no Brasil na última quinta-feira, 22, no Rio de Janeiro. Organizado pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e a International Union of Marine Insurance (IUMI), em parceria com o IRB Brasil Re, o evento reuniu representantes de seguradoras e resseguradoras nacionais e internacionais e representantes de entidades brasileiras e europeias.

Na abertura do Encontro, o presidente da FenSeg Paulo Marraccini destacou a importância do evento para ampliar a troca de experiências do Brasil com países com maior expertise no seguro de transportes. “A contribuição internacional trazida pelo IUMI é de extrema valia para nós. Queremos incrementar ainda mais o intercâmbio entre as entidades”, ressaltou. Já o presidente da IUMI Ole Wikborg ressaltou o desafio de ser uma organização internacional. “Precisamos entender as necessidades dos clientes e como podemos contribuir para o seu desenvolvimento”, explicou, lembrando o potencial dos transportes marítimos.

Só em 2012, o mercado marítimo internacional movimentou US$ 33,05 bilhões, sendo 50% na Europa, 28,6% na Ásia e 8,8% na América Latina, na qual o Brasil ocupa o topo do ranking dos países que mais arrecadam na carteira, com 38,38%. México e Venezuela estão logo atrás, com 23,23% e 7,19%, respectivamente. No período, o seguro de transportes de cargas respondeu por 53,4%, o seguro de cascos por 25,7%, o seguro de responsabilidade civil do transportador por 15,7%, e o seguro de offshore/energia, com coberturas patrimoniais, cerca de 5,2%. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que, entre 2010 e 2013, o número de exportações foi maior do que o de importações, sendo 242.179 contra 239.621.

Gargalos logísticos

Entre os desafios, o diretor da Chubb Seguros Amilcar Spencer Fryszman lembrou que o enfrentamento aos gargalos logísticos, como aumento do tempo de trânsito, agravação e acúmulo de riscos e falta da modernização dos portos, é um dos principais. “Cerca de 60% dos transportes são feitos via rodovias, mas há uma carência de mão-de-obra e de veículos adequados”, explicou.

O executivo destacou ainda que o Brasil é líder no gerenciamento de risco do roubo rodoviário, mas é necessário atingir o mesmo padrão na gestão de outros riscos, como acidentes, incêndios e carga e descarga. “Para evitar acidentes, são necessárias medidas de treinamento e educação, técnicas de direção defensiva, todas que levam certo tempo. Para as outras, é necessário quebrar o paradigma de que no Brasil só acontece roubo das cargas”, lembrou.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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