Praias paradisíacas, energia vibrante dos golfinhos, mudança climática inesperada, conversa farta e perspectivas de crescer fortemente em uma economia que caminha com tropeços. Esse é o cenário do XIII Encontro de Corretores Diamante da Tokio Marine, realizado em Cancun, México, entre os dias 6 e 13 de abril. A subsidiária de um dos maiores grupos seguradores do Japão projeta encerrar 2014 com R$ 3,3 bilhões, crescimento de 16% em relação a 2013. Isso significa um avanço significativo, uma vez que tem como base de comparação um ano com resultados também positivos.
A seguradora encerrou o ano passado com R$ 2,6 bilhões em seguros gerais, crescimento de 26%. “Crescemos acima do mercado em que atuamos, que avançou 17% segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). E continuamos no ritmo. Em 30 de março deste ano já somos uma companhia de R$ 2,8 bilhões”, comemora o presidente José Adalberto Ferrara. Ele e sua equipe de diretores creditam o bom desempenho aos investimentos realizados nos últimos anos, principalmente na melhoria dos processos, produtos e relacionamento com seus clientes. “Me refiro aos corretores, aos consumidores de seguros e a nossa equipe, pois eles formam o tripé que sustenta a nossa estratégia. Se essa engrenagem estiver funcionando bem, o lucro é uma conseqüência. Confiamos nos nossos corretores, na nossa equipe e no potencial do Brasi”, ressalta.
Perseguir essa meta resultou em um lucro líquido de R$ 76,1 milhões no ano passado. O índice combinado, que sinaliza a eficiência operacional da seguradora, ainda incomoda a equipe. “Fechamos 2013 pouco acima de 100%, mas no primeiro trimestre deste ano já conseguimos ficar abaixo dessa marca, sinalizando que estamos em linha com o compromisso assumido com a matriz”, disse ele, em entrevista ao blog Sonho Seguro, que viajou a Cancun a convite do grupo.
Valmir Rodrigues, diretor comercial da Tokio Marine, comemora o fato de ter um número maior de corretores no evento Diamante de 2014. “É um evento diferenciado, pois não se trata de uma campanha de vendas e sim de relacionamento”, reforça o executivo. São 55 corretores, 24 assessorias e também seis parceiros de negócios de redes varejistas, responsáveis por 35% da produção da seguradora em 2013. O mix de produção dos 85 participantes se divide em 48% com seguro automóvel, 30% com seguros da área Corporate, 13% com seguros massificados e 7% vem da venda de apólices do segmento vida empresarial.
O volume de produção é fundamental para posicionar a Tokio como a oitava maior seguradora em volume de prêmios do Brasil, sem considerar os ramos saúde e previdência, nos quais não atua. “Sem considerar as seguradoras vinculadas aos bancos, a Tokio é a quarta maior do mercado brasileiro”, acrescenta Marcelo Goldman, diretor técnico de massificados. Felipe Smith, diretor técnico corporate, acrescenta que a Tokio está entre as principais seguradoras de grandes riscos, com destaque para as carteiras de transporte. “Crescemos em bases sustentáveis. Avançamos tendo uma estrutura adequada para comportar novos clientes, produtos e áreas de negócios, sempre focados na qualidade do atendimento ao corretor e ao segurado”, comenta.
Ferrara afirma que a filosofia da subsidiária brasileira está engajada ao conceito de “good company” estabelecido pela matriz nos 38 países nos quais atua. “Ser uma companhia na qual o funcionário veste a camisa e investir constantemente na inovação para manter parceiros encantados. Isso faz com que o crescimento das vendas e do lucro seja uma consequência natural”.
A tragédia do terremoto seguido de tsunami no Japão ocorrida em 11 de março de 2011 ilustra bem quais os planos de Ferrara e sua equipe. Em dois meses, a seguradora pagou 150 mil indenizações. Isso sem contar que prestou apoio às áreas afetadas, instalou call center para atender os segurados e cedeu espaço para corretores manterem suas atividades. “É uma filosofia do grupo que nos ajuda muito, como os eventos catastróficos ocorridos no Sul nos últimos anos. Graças a essa prestação de serviços da Tokio temos mantido nosso crescimento acima da média do mercado”, conta o corretor diamante Sérgio Marconcini, dono da corretora que leva o seu nome em Santa Catarina.
“Que venham mais Diamantes no próximo encontro, pois quanto mais gente comprometida a difundir a cultura de seguros no Brasil, melhor para todos”, comenta Ferrara, que participa pela primeira vez como presidente do grupo no principal evento de relacionamento que a companhia organiza há treze anos com os parceiros que ultrapassaram a marca de R$ 4 milhões em vendas no ano. Enquanto os Diamantes são prestigiados com uma viagem ao exterior, os profissionais da categoria Ouro se reúnem anualmente em um hotel no Brasil.
“Esse evento se paga por si só, pois é como uma consultoria de melhoria de processos. Nossos parceiros nos fazem queixas, elogios e nos dão dicas do que pode ser melhorado no processo. Saber ouvir e ser humilde para aceitar as críticas faz do relacionamento a consultoria mais barata que existe no mundo”, comenta Ferrara, sem revelar o valor do investimento no programa de relacionamento Diamantes.
Osmar Bertacini, que administra uma assessoria, é um dos “diamantes” comprometidos a participar todos os anos. “Minha produção caiu logo no ano que a viagem era para Dubai, nos Emirados Árabes. Mas em 2012 obtivemos um desempenho melhor e fomos para Miami e em 2013 me qualifiquei para vir a Cancun com a minha esposa”, diz um dos principais corretores de seguro vida do Brasil e integrante da chapa vencedora da eleição para presidente do maior sindicato da categoria do Brasil, o Sincor-SP, que passará a ser presidido por Alexandre Camillo a partir de maio.
O grande desafio está em sindicalizar um número maior de corretores e ajudar que os corretores sejam um importante veículo no desenvolvimento da cultura de seguro no Brasil, com ações educativas que ajudem a mostrar a importância do seguro para toda a sociedade. “Precisamos conscientizar mais a sociedade da importância do seguro. Cancun, por exemplo, foi devastada por ciclones em 2005. Você vê algum sinal disso aqui? Não. Tudo continua com uma infraestrutura diferenciada aos mais de 4 milhões de turistas que visitam a cidade anualmente em razão do seguro, que indenizou clientes que tiveram perdas causadas pela catástrofe na região”, conta o proprietário da corretora de Santa Catarina.
A logística para organizar um evento deste porte não é brincadeira. “Quando olhamos o histório de conversas no whats up do grupo envolvido, você tem a exata noção da qualidade dos profissionais dentro de casa. São inúmeros detalhes e decisões que precisam ser tomadas com uma grande rapidez para garantir o propósito de encantar e supreender os corretores, nosso principal canal de vendas”, explica Valmir Rodrigues. Os imprevistos vão desde um aeroporto interditado com a mudança repentina no tempo nas ilhas caribenhas forçando a alteração da logística até mesmo o empenho da equipe para achar uma sacolinha perdida por um dos convidados em um dos passeios da programação.
“Ser um Corretor Diamante é uma arte! A arte de oferecer aos Clientes, produtos com os melhores benefícios e vantagens, compreender as necessidades e proporcionar proteção, segurança com total transparência e confiança”, finaliza Rodrigues.
Realmente uma viagem de sabores, sons, histórias, surpresas, premiações e o experiências incríveis.


















