A SulAmérica comemora 118 anos totalmente repaginada. Mudou acionistas, a marca, produtos e serviços. Ganhou prêmios, clientes e rentabilidade. O resultado é um grupo em forma para aproveitar as oportunidades que o mercado segurador brasileiro oferece e os desafios que a economia brasileira impõe a empresários em um ano eleitoral e com a fragilidade de vários indicadores, ameaçando até mesmo o rebaixamento do rating do Brasil.
O aniversário é comemorado com grandes números: R$ 12 bilhões em faturamento, 7 milhões de clientes, 5 mil colaboradores. “É uma honra poder presidir a SulAmérica neste momento”, afirmou Gabriel Portella, que deixou a vice-presidência de saúde para comandar o grupo a partir de abril deste ano. “Tivemos um ano intenso e estamos prontos para um novo ciclo de realizações”, disse ele a um grupo de jornalistas.
2013 foi um ano de grandes notícias para o grupo. A SulAmérica comprou a participação do ING e a fatia da SulaCap, e fez acordos expressivos para ter dois novos acionistas, o International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, com 7,9%, e a Swiss Re, com 14,9%, por R$ 334 milhões. “Os novos sócios com certeza contribuirão com suas expertises e, principalmente, compartilham conosco uma visão de longo prazo”, comentou Portella.
Com a saída do ING, o grupo pode mudar a marca, apresentada desde a última sexta-feira aos mais de 30 mil corretores parceiros do grupo. O novo posicionamento institucional – A vida é imprevisível e isso é muito bom – traduz conceitos relevantes para o grupo, segundo seus porta-vozes. As cores azul, laranja e branco foram mantidas.
Enquanto as negociações no topo da empresa seguiam a todo vapor, a empresa mantinha um ritmo acelerado em sua estrutura, desde acordos com a BR Malls, avaliado em R$ 20 milhões, para trazer comodidade e inovação aos seus clientes de automóvel, bem como expor mais a marca para gerar demanda aos seus corretores.
Segundo Carlos Alberto Trindade, vice-presidente responsável por diversos segmentos, como auto, vida e previdência, o objetivo foi alcançado. “Vamos fazer uma pesquisa em 2014 para medir o retorno do investimento na parceria com o Shopping Iguatemi e BR Malls, mas os corretores nos afirmam que sentiram uma grande procura pelo seguro de automóvel da SulAmérica por parte dos clientes”, informou.
Até setembro, a carteira de automóvel respondia por R$ 2,1 bilhões, dos R$ 9,1 bilhões em faturamento, dos quais R$ 6 bilhões se referiam a saúde. O crescimento verificado em automóvel de janeiro a setembro foi de 24%, acima da média de mercado. Trindade não espera uma guerra de preços na carteira como fruto do aumento da taxa Selic, que saiu de 7% no início do ano para 10% na última reunião de 2013 do Conselho Monetário Nacional (Copom).
“O mercado está mais maduro e todos sabem que há outros fatores que podem comprometer as despesas da carteira em 2014, como ajustes de regras contábeis”, afirmou. Quanto ao lançamento do seguro popular, que ainda depende de incentivos do governo, Trindade se mostrou cético. “Em ano eleitoral dificilmente o governo vai atender a este pleito do mercado”, acrescentou.
Arthur Farme, vice-presidente de relações com o investidor, afirmou que a percepção dos investidores estrangeiros em relação ao Brasil piorou muito durante o ano, principalmente em relação aos efeitos fiscais. “Mas em relação ao mercado segurador os investidores continuam mantendo suas apostas pois percebem que o setor tem conseguido ser resiliente a crise que o pais enfrenta”, disse.
Em relação ao aumento da concorrência pelos investidores estrangeiros, com a entrada da BB Seguridade na bolsa, hoje a preferida dos analistas pelo potencial de ganho projetado, Farme afirmou encarar isso como um ganho para todos. “A entrada da empresa deu grande visibilidade ao setor de seguros no Brasil, atraindo novos investidores. Nos já fomos procurados por investidores que não tinham o setor em carteira e agora querem conhecer melhor a empresa e o setor”, afirmou.
2014 é tido com ano de grandes oportunidades por todos os porta-vozes do grupo no que diz respeito a seguros, previdência, vida e capitalização. A gestão de ativos também, comenta Marcelo Mello, responsável pela asset. “Temos um ano intenso, com favorecimento dos ativos de renda fixa em razão da alta da Selic, prevista por nós em 10,5% ao ano”. Ele não aposta em um aumento de demanda dos investidores por ativos no exterior. “Apostamos em alongamento das carteiras dos investidores institucionais com o bom momento da renda fixa”.
Em saúde, Gabriel Portella aposta no incremento das vendas, principalmente para pequenas e medias empresas, nicho que vem puxando o crescimento, bem como de todas as outras carteiras estimuladas pela venda cruzada de produtos. “Investimos em programas e processos para facilitar a vida do corretor, que passa a ter mais facilidade para ofertar aos seus clientes uma gama completa de produtos e serviços”.
A SulAmérica também manteve a sua presença na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa, da qual faz parte desde 2009. O ISE foi criado em 2005 para mensurar e avaliar de maneira integrada diversos aspectos relativos à sustentabilidade das empresas, que incluem práticas de governança corporativa e os desempenhos ambiental, social e financeiro.

















