Seguro cobre mensalidade escolar em caso de desemprego

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A evolução do Seguro Educacional tem contribuído significativamente para o setor de educação no Brasil, beneficiando alunos e instituições de ensino. Ainda novo no mercado, ele cresce de forma rápida diante da procura cada vez maior, considerando o baixo custo versus o benefício, razão pela qual já é considerado um diferencial na hora da matrícula.

Ofertado tanto por escolas voltadas ao ensino fundamental e médio quanto por instituições de ensino superior, o seguro tem como objetivo principal quitar diretamente, perante a instituição de ensino, as mensalidades escolares se o responsável pelo pagamento ficar desempregado, impossibilitado temporariamente de desempenhar suas funções por causa de um acidente ou doença (por um período de entre três e seis meses), inválido ou morrer (até o final do atual ciclo ou até o aluno concluir seus estudos).

“Para quem o contrata, o seguro funciona como uma bolsa, uma vez que garante a continuidade dos estudos nas situações de impossibilidade de pagamento das mensalidades. Para a instituição que o oferta, o seguro é uma maneira de reter o aluno, e funciona como uma alternativa à redução da inadimplência, uma vez que o desemprego é o principal motivo da evasão”, explica Sergio Wagner Barbosa, diretor de Seguros de Pessoas da BB e Mapfre.

Colégios e universidades, em convênio com seguradoras, podem oferecer planos coletivos que, por esse motivo, custam mais barato. O seguro custa em média 1% a 3% da mensalidade escolar e podem ser incluídas diversas coberturas adicionais.

No produto Mapfre Proteção Educacional Multiflex, por exemplo, além das coberturas de morte, invalidez e perda de renda do titular, o seguro custeia material escolar e uniforme, repetência, formatura e pré-vestibular. Outro item importante é o fornecimento da Carteira de Estudante nos padrões estabelecidos pelo MEC, o que contribui na redução de custos para as escolas.

“Podem ser contratadas adicionalmente as coberturas de recolocação profissional para o responsável financeiro pelo estudante, ou para ele mesmo, em caso de desemprego, reforço escolar e assistência funeral”, diz Barbosa.

Em se tratando da escola, podem ser contratadas as coberturas por quebra de contrato, danos a veículos, despesas médicas de aluno, funcionários, professores e terceiros em caso de acidente ocorridos no estabelecimento, além de danos morais.

Considerando o número de instituições privadas de ensino no país é possível medir o tamanho do campo a ser explorado pelo setor de seguros. Estima-se que cerca de apenas 5% das instituições de ensino privadas ofereçam este benefício a seus alunos. O potencial compreende mais de 7 milhões de alunos matriculados em de ensino fundamental e médio.

Outro fator importante é que o seguro não se destina exclusivamente às instituições de ensino tradicionais, podendo também ser oferecidos por intermédio de toda a diversidade de instituições de ensino, como idiomas, profissionalizante, ensino a distância, entre outros.

“Os gastos estimados para as famílias das classes B e C educarem seus filhos da pré-escola à faculdade estão estimados entre R$ 400 mil e R$ 800 mil, mas toda a expectativa pelo futuro dos herdeiros pode ser comprometida em caso de desemprego, invalidez ou morte do responsável pelo aluno”, lembra Barbosa. “Por isso, o seguro educacional surgiu, justamente para apoiar as famílias nessas situações e garantir a permanência do aluno na instituição de ensino.”

O seguro educacional é complementar ao seguro de vida, uma vez que a indenização relativa ao produto é destinada exclusivamente à garantia da continuidade dos estudos. Outra vantagem é que ele oferece assistência em momentos de desemprego, o que não é previsto na apólice de vida comum ou nos planos de previdência privada.

“Uma alternativa seria tentar fazer uma reserva para garantir a escola dos filhos se os pais tiverem algum problema; entretanto, a construção dessa poupança leva tempo, e um incidente pode comprometer ou inviabilizar esse planejamento. Com o seguro, a responsabilidade de honrar o compromisso fica com o administrador do seguro; ou seja, o pai ou a mãe das crianças nunca precisará se preocupar com isso, é uma tranquilidade”, afirma.

Há limites de idade para a contratação do seguro, que pode ser feito, inclusive, pelo próprio aluno. A idade mínima é de 16 anos e a máxima varia entre 65 e 70 anos, dependendo da seguradora. É exigida comprovação de bom estado de saúde e de exercício de atividade profissional.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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