Tá bem complicado ser jornalista hoje em dia. Assim como as empresas precisam se reiventar, os profissionais da mídia também seguem o mesmo caminho. Jornal da Tarde fechou. Brasil Econômico mandou quase 60 embora da sucursal de SP pois mudou a sede para o Rio de Janeiro. O Estado de São Paulo demitiu cerca de 60. O Valor outros 50. A Editora Abril deverá demitir centenas e fechar publicações não rentáveis. Ou seja, cada dia mais colegas jornalistas sem emprego. E os que ficam na redação, sem horizonte.
Hoje achei algo que resume bem boa parte dos problemas da mídia, escrita pela equipe do Financial Times Deutschland, fechado na última sexta-feira:
“Desculpem-nos, caros acionistas, por termos torrado tantos milhões. Desculpem-nos, caros anunciantes, por termos sido críticos quando falamos dos vossos negócios. Desculpem-nos, caros porta-vozes de imprensa, por termos seguido tão poucas vezes as vossas sugestões. Desculpem-nos, queridos políticos, que tenhamos acreditado tão pouco em vocês. Desculpem-nos, caros colegas, por vos termos posto a trabalhar tantas noites e tantos fins-de-semana. Desculpem-nos, caros leitores, que isto sejam as últimas linhas do Financial Times Deutschland. Lamentamos. Pedimos desculpa, sem reservas. Porém, se pudéssemos recomeçar, faríamos tudo igual”.
So completaria a frase dizendo que faria tudo igual, pois sem leitor não há jornal. E o leitor quer boas notícias e não uma vitrine de egos. Quer algo diferenciado, com conteúdo que o ajude a tomar decisões, a traçar estratégias. Gosto sempre de dizer às fontes: seja o seu próprio leitor. Você teria interesse em ler isso que está me contando? Você teria tempo a perder com isso?”. A resposta é quase sempre “não”. Então… let’s go… vamos criar uma comunicação mais sustentável!!!!


















Denise, parabéns pelo texto. Bem escrito e objetivo. A frase “o leitor quer boas notícias e não uma vitrine de egos” é ótima!