Geneva Association divulga estudo com análise de catástrofes e como a parceria público privada pode ajudar a reduzir perdas

© Copyright 2010 CorbisCorporationA Geneva Association divulga hoje um belo estudo – Insurers’ contributions to disaster reduction—a series of case studies – sobre como os governos de todo o mundo podem reduzir o impacto humano e econômico das catástrofes naturais, cooperando mais de perto com as seguradoras. O relatório detalha algumas das principais catástrofes ocorridas, sugerindo quais as medidas que poderiam ter sido tomadas e que devem ser providenciadas a partir das constatações reveladas durante a análise dos peritos das seguradoras para mitigar riscos e assim salvar vidas e também o patrimônio construído pela sociedade.

O relatório conclui que uma maior cooperação entre as seguradoras e os governos podem reduzir a escala das perdas geradas pelas catástrofes, bem como seu impacto econômico subseqüente, especialmente em países em desenvolvimento, os mais afetados e que acabam por vivenciar a pobreza e estagnação econômica pela falta de seguros para a reconstrução e de medidas preventivas.

NBomhard_02_MunichRe_72dpi_rgbNikolaus von Bomhard, presidente da Genebra Association e presidente do Conselho de Administração, Munich Re disse: “É possível um esforço para desenvolver produtos adequados para os países em desenvolvimento. No entanto, sem estruturas econômicas e regulatórias adequadas, os mecanismos de gestão de riscos de seguros estão aquém de seu potencial para reduzir o impacto dos desastres. Ao trabalhar em conjunto com as seguradoras, os governos têm os meios e a capacidade de aproveitarem tal apoio para aumentar a proteção das pessoas e da economia com a redução dos impactos dos desastres “.

Em 2011, as seguradoras pagaram US$ 108 bilhões em indenizações por catástrofes ajudando Tailândia, Japão, Austrália, Nova Zelândia e os EUA a reconstruírem parte do que foi destruído. “O seguro é uma forma rápida e eficaz de injetar liquidez nas economias afetadas pela catástrofe”, afirma o estudo. Em Tohoku, terremoto e tsunami de 2011 no Japão, cerca de 90% dos U$ 38,5 bilhões de perdas seguradas foram pagos no prazo de três meses após o desastre (ver estudo de caso 5 do relatório). Em Nova Jersey e Nova York, as indenizações foram pagas apenas seis meses após o furação Sandy devastar a região.

O mercado de seguros privados, apoiados pela indústria de resseguros global, assume trilhões de dólares de risco por ano. Os custos de um risco devem ser refletidos no preço do seguro, bem como as despesas e o retorno do capital do acionista. Praticar um preço inferior a isso é minar o mercado privado. Por isso, é necessário que os governos entendam como o setor funciona. O relatório traz um estudo de caso com uma análise do National Flood Insurance Program nos EUA, que ilustra as possíveis falhas de um programa público.

Michael Butt, Co-Presidente dos riscos climáticos da Associação de Genebra e presidente da Axis Capital, disse: “Temos de aprender com os desastres. Depois de uma catástrofe, podemos decidir se queremos reconstruir, ou abrir caminho para a natureza e mudar. A política forte do governo local no uso da terra e os códigos de construção, juntamente com os planos de recuperação de desastres, vão permitir que as comunidades possam ser reconstruídas rapidamente e de forma sensata. Mas as pessoas precisam de incentivo para se adaptar. Para isso, os formuladores de políticas e também à indústria de seguros podem desenvolver um trabalho com visão compartilhada para o desenvolvimento sustentável. Ações do governo de Nova Jersey e Nova York, na esteira de Sandy, são um exemplo positivo para outras jurisdições”.

Mais informações podem ser obtidas no link http://genevaassociation.us4.list-manage.com/track/click?u=ed7a2a37929e5c5dd517e6383&id=0743e0b1a0&e=3fd366929e

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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