Empresas multilatinas podem economizar de 20 a 35% em seus gastos com gestão internacional integrada

aonRelease

O momento do mercado nunca foi melhor para empresas latinas que pretendem se internacionalizar. A crise econômica enfraqueceu concorrentes norte-americanas e europeias, estagnou investimentos e desacelerou o crescimento, possibilitando a aquisição de empresas estabelecidas no mercado internacional, mas que não tiveram liquidez para resistir à queda da atividade econômica. De acordo com levantamento da Dun & Bradstreet, fornecedora internacional de informações de negócios, entre os anos de 2009 e 2011, enquanto o número de multinacionais cresceu modestos 2% nos EUA e 12% no Canadá, ultrapassou a casa dos 25% na América Latina.

Esse cenário é promissor, mas se as empresas latinas quiseram manter o crescimento e se destacar no cenário internacional, devem compreender os mercados locais e controlar as operações em escala global, criando diretrizes de gestão que multipliquem em todo o mundo a cultura da empresa.

Segundo Max Maggio, CCO da Aon Hewitt Latin America, consultoria em benefícios e capital humano, se passarem a tomar decisões de maneira integrada as empresas podem economizar de 20 a 35% em seus gastos com benefícios globais. “A melhor forma de fazer isso é implementando e administrando uma seguradora cativa, estabelecendo e administrando um multinational pooling e desenhando um pacote de benefícios para funcionários expatriados”, afirma.

Para Maggio, o conceito de cativas está cada vez mais difundido. O executivo afirma que ao assumir os próprios riscos e transferir a responsabilidade para as seguradoras apenas em eventos de altíssimo impacto as empresas diminuem consideravelmente seus gastos com seguros e desenvolvem a própria visão para as fragilidades da operação. “As cativas clientes da Aon, por exemplo, possuem, juntas, ativos superiores a US$ 15 bilhões e subscrevem prêmios que superam a casa de US$ 25 bilhões anuais”.

Outra maneira de reduzir custos é o multinational pooling, no qual um grupo de empresas de um mesmo país de origem ou não, que atuam em determinado país estrangeiro, juntam-se para negociar seus programas de benefícios com uma seguradora local. “A vantagem dessa estratégia é que não custa absolutamente nada a mais para a rede e se a empresa paga mais do que recebe de prêmio, ela resgata parte do que foi pago em forma de dividendos”, complementa Max Maggio.

Já no que diz respeito aos funcionários expatriados, o desafio é adequar o pacote de benefícios com as expectativas: os funcionários esperam ter, no país em que trabalham, os mesmos benefícios que teriam no país de origem, mas em algumas regiões os custos de serviços e a escassez de recursos tornam a negociação difícil para as empresas.

Em evento promovido pela Aon e pela Generali no último dia 8 de maio, no Hotel Renaissance, em SP, Bettina Skelton, da área de Seguros de Pessoas da Odebrecht, disse que o continente africano é o mais desafiador, e em países como Angola, Moçambique, Guiné-Conacri, Libéria e Gana, a dificuldade é harmonizar os benefícios dos funcionários locais com o dos expatriados. “Nós não estamos indo pra esses países para explorar o trabalhador local. Queremos desenvolver a região e oferecer o que há de melhor para todos os nossos funcionários. Mas é preciso entender as carências locais. O pulo do gato da Odebrecht é a apólice guarda-chuva, onde a política de benefícios é uma só para todos os expatriados”, revela. Segundo Max Maggio, a solução para as multinacionais é ter contato com uma empresa que conheça a rede de saúde local e tenha poder de barganha.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS