Luciano Portal conversa com corretores em São Paulo

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O Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), capitaneado pelo mentor Alexandre Camillo, recebeu nesta terça-feira (05/03) o titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Luciano Portal Santanna para um agradável bate-papo, em almoço no Restaurante do Circolo Italiano.

“Nosso objetivo no CCS-SP é promover a interlocução dos corretores com profissionais de representatividade em seguros, e São Paulo tem a honra e o privilégio de receber a autoridade máxima do nosso pujante setor”, afirmou Camillo. O evento reuniu cerca de 300 pessoas – além dos associados do Clube, contou com a presença de lideranças de corretores de seguros de São Paulo, incluindo de clubes e sindicatos de outras localidades, além de presidentes e diretores das principais seguradoras do mercado.

Luciano Portal Santanna se colocou à disposição dos corretores de seguros. “Temos um grupo de trabalho para atualizar as normas da corretagem de seguros, um momento importante, pois discutimos com corretores e com os seguradores sobre o que não esta funcionando bem. O CCS-SP completa 40 anos de fundação, eu que ainda não tenho esse tempo de idade não poderia deixar de vir participar de reunião de uma entidade tão tradicional”, afirmou.

“Tudo o que é produzido pela Susep, pelos seguradores ou outros atores dessa indústria é levado para os consumidores por meio dos corretores. Por isso, tenho que agradecer ao superintendente por transmitir a nós melhor entendimento do nosso setor”, disse Camillo.

O superintendente falou sobre projetos e ações no período de ano e meio à frente da Susep. Projetos como a regulamentação do seguro popular de automóvel “usamos como critério os veículos a partir do terceiro ano de uso, é um mercado grande em potencial”, e do PGBL Saúde, “que seria um produto diferente, fiscalizado parte pela Susep e parte pela ANS”.

Uma das mais recentes ações é a substituição de penalidades de multa a corretores de seguros, por recomendações (advertências) em casos de infrações consideradas leves. “Preferimos abrandar em casos em que analisamos a ausência de má-fé”. Por outro lado, foram estabelecidas penalidades de multa para profissionais de seguradoras como pessoa física, quando identificado o responsável por uma infração.

Também enfatizou as ações da Susep visando à transparência e à eficácia do setor. “Estamos fiscalizando as resseguradoras, seguradoras, empresas de previdência e capitalização, para estimular a adequação às regras. Uma empresa que sabe que será fiscalizada, começa a se preparar, corrigir ajustes, sanar os problemas. E é isso que queremos. Nenhuma empresa ficará mais de dois anos sem fiscalização. No caso de corretores, visitamos muitos, mas apenas quando somos demandados, pois a Susep tem a dificuldade de fiscalizar quase 70 mil corretores, tendo uma estrutura enxuta com 347 colaboradores. Nos queremos um mercado que funcione melhor e com melhor credibilidade perante a sociedade e a premissa do cumprimento dos contratos é essencial para o desenvolvimento do mercado de seguros”.

Também sobre transparência, falou sobre a disponibilização de dados e atendimento de solicitações na Lei de Acesso à Informação. “Desde a entrada em vigor da Lei (em maior de 2012) lideramos o ranking no atendimento a questionamentos. Isso reflete a importância do mercado de seguros que tem milhões de segurados”.

Falou sobre a criação das entidades autorreguladoras da corretagem de seguros, e garantiu que o modelo concebido pelo Conselho Nacional de Seguros Privados está fase final de estudos. “Nós temos um sistema de autorregulação que irá abranger quem aderir voluntariamente. É um assunto polêmico, mas já existe um modelo no mercado de capitais, dentro da CVM – Comissão de Valores Mobiliários. A autorreguladora será complementar à Susep, que pode reverter suas penalidades”.

Sobre o fim do convênio de cadastramento de corretores de seguros entre Susep e Fenacor/ Sincor’s, explicou que a falta de estrutura para atender em diversos pontos do Brasil fez com que precisasse ser criado um novo sistema e deixasse de ser emitida a carteirinha. “Criamos novas regras, tivemos que abrir mão da carteirinha e reformular o sistema. Tivemos e podemos ainda ter dificuldades, mas é um sistema que está funcionando, não é oneroso e é mais rápido do que via sindicato. Quando tivermos as autorreguladoras, não descarto a possibilidade de fazer alguma parceria”.

Contou sobre a criação de um livro didático sobre seguros que será encaminhado a todas as escolas de Ensino Médio do país. ”A reflexão que o aluno fará na escola sobre a importância da previdência e do seguro será levada para dentro de casa. Com um programa sério de educação, nosso mercado vai crescer ainda mais”.

Afirmou que está sendo criado um sistema de fiscalização para o mercado marginal de seguros, formado por empresas que vendem seguro sem regularidade nem reservas técnicas para garantia. Com o projeto de lei para a criação da Comissão Nacional de Seguros – “para substituir a Susep e a CNSP, com estrutura melhor do que existe hoje” – poderá liquidar também as empresas do mercado marginal de seguros.

Foto: Kelly Lubiato/Revista Apólice

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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