Brasilprev projeta forte expansão dos negócios neste ano

Matéria extraída do portal da CNseg

A Brasilprev, o braço do Banco do Brasil na previdência privada, espera fechar 2012 com indicadores bastante positivos, tomando como base os números acumulados no ano. Até setembro, por exemplo, o volume de arrecadação subiu para R$ 12,3 bilhões, 45% acima do resultado obtido no ano anterior e praticamente 15 pontos percentuais acima da média do setor. O executivo Ricardo Flores, presidente da empresa sócia da americana Principal, lembra que a captação líquida positiva em portabilidade, no valor de de R$ 416 milhões, é praticamente o dobro do registrado pelo segundo colocado, segundo dados divulgados até setembro pela Federação Nacional das Empresas de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

A perspectiva de Flores é de que a Brasilprev termine 2012 com ativos na casa dos R$ 66 bilhões em ativos sob gestão, um crescimento de R$ 17 bilhões em relação aos R$ 49 bilhões de 2011. Segundo Flores, a empresa está inserida em segmento com grandes desafios e oportunidades no Brasil. “Temos um grande potencial para crescer, diante da necessidade da população poupar para garantir projetos de longo prazo, como a aposentadoria, como também num cenário de juros baixos os investimentos com maior chance de ganho são os de longo prazo, principal característica dos nosso fundos”, diz ele, por meio de nota à imprensa.

Para ele, a classe média será a grande responsável por garantir o crescimento do setor nos próximos anos. Atualmente, o setor acumula ativos de R$ 328 bilhões, o equivalente a 7,6% do Produto Interno Bruto (PIB). “Em 2019 estimamos que o patrimônio dos fundos de previdência aberta ultrapassem R$ 1 trilhão”, aposta. A presença da classe C no mix de clientes do banco tem sido significativa, diz Flores. Atualmente, a classe C, formada por famílias com renda mensal de R$ 1.734 a R$ 7.475, representa uma boa parcela dos clientes da empresa.

Flores destaca que o Brasil apresenta muitas oportunidades que podem trazer rentabilidade interessante para quem aplica no longo prazo. “Projetos de concessão rodoviária, portos, aeroportos são segmentos promissores e que o retorno não termina com a realização dos mundiais esportivos”, diz o executivo.

O presidente da Brasilprev afirma que o grupo tem uma equipe de analistas de primeira linha para garimpar boas oportunidades de investimentos e assim trazer aos clientes de previdência uma rentabilidade mais atraente diante do atual cenário de juros baixos. A perspectiva de Flores é de incrementar em R$ 10 bilhões a carteira de investimento em projetos privados de infraestrutura, totalizando R$ 30 bilhões, A carteira de ativos do grupo encerra 2012 em R$ 66 bilhões, sendo R$ 20 bilhões já aplicados nesse perfil de risco.

Além de projetos de crédito privado, Flores acredita que haverá maior interesse dos clientes por fundos diferenciados, como focados em empresas que pagam bons dividendos. No exterior, apesar das recentes regras que permitem, Flores acredita que o Brasil oferece boas oportunidades, o que inibe o interesse de alocação em outras terras. No entanto, para ter um mercado com investimentos mais sofisticados será preciso preparar o brasileiro para fazer boas escolhas de investimentos, assim como consultores financeiros para explicarem aos clientes o risco dos novos produtos. “O brasileiro estava acostumado a ter rentabilidade sem correr risco num cenário de juros altos com os títulos do governo. Agora será preciso apostar no longo prazo e correr um pouco de risco para ter um rendimento diferenciado”, diz.

A educação financeira é uma das prioridades do grupo, que já tem alguns projetos voltados para treinamento dos funcionários e clientes, mas que serão ampliados nos próximos anos para atender a crescente demanda de previdência pela classe C, pouco habituada ainda a comprar produtos financeiros. Segundo pesquisa na base de dados do grupo, clientes com renda inferior a R$ 4 mil ou com reserva abaixo de R$ 10 mil representam 23% dos planos da companhia, que em número significa 409 mil planos. O valor médio de contribuição mensal fica em R$ 109 na classe C contra R$ 355 na média geral.

Cerca de 42% têm segundo grau de escolaridade e 81% têm menos de 50 anos. Entre as modalidades da previdência, 74% optam pelo plano VGBL, destinado para quem faz a declaração simplificada do Imposto de Renda. O Sudeste concentra a maior parte deles, com 46% do total, e 20% estão no Nordeste, 18% no Sul, 10% no Centro-Oeste e 4% no Nordeste.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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