As queixas e preocupações das seguradoras com os atuais custos de regulação não é uma exclusividade do Brasil, comenta o consultor Francisco Galiza em seu comentário desta semana. Ele cita uma pesquisa recente para avaliar esse aspecto realizada no Reino Unido, um dos principais mercados de seguros e de resseguros do mundo. Lá estão as principais empresas de regulação que atuam no mundo, e que servem de parâmetro para normas e regras adotadas em todo o mundo.
Alguns dados do estudo destacadas por Galiza:
Nas seguradoras, os custos anuais com regulação chegam a £ 730 milhões (entre taxas para o órgão regulador, salários, serviços, etc).
Esse número total representa aproximadamente 1% do faturamento das empresas.
No último ano, as taxas de regulação, especificamente, tiveram um aumento de 36%, passando de £ 29 milhões para £ 40 milhões.
Nos últimos três anos, os custos de regulação tiveram, na média, um aumento de 75% e, em algumas empresas, uma variação de 400%!
86% das seguradoras disseram que seus negócios estão bem mais complicados do que há três anos, e 92% confirmaram que a regulação foi um dos principais motivos.
Pelo menos, um aspecto positivo: 68% das empresas acreditam que esse novo cenário pode proporcionar uma vantagem competitiva para muitas seguradoras, com benefícios para o consumidor final. “Esses dados são interessantes, para serem comparados com a realidade brasileira (tanto como referência positiva, como negativa)”, comenta Galiza.
O estudo está disponível no link http://www.insuranceage.co.uk/insurance-age/news/2223944/insurer-regulation-costs-hit-gbp730m

















