Crise e regulação preocupam CEOs mundiais, que apostam nos emergentes para manter resultados

Extraído do site da CNseg (www.viverseguro.org.br)

Os líderes da indústria de seguros tem preocupações sérias sobre os efeitos da regulamentação inadequada e os efeitos da atual crise econômica”, de acordo com o boletim think tank divulgado pela Geneva Association, que reúne os principais CEOs das empresas que atuam na indústria mundial de seguros.

A pesquisa ouviu mais de 40 CEOs ligados a associação sobre as perspectivas de desempenho e áreas de crescimento prováveis para o setor de seguros nos próximos 12 meses, bem como os desafios que eles enfrentam na implementação de suas estratégias. De acordo com a pesquisa, o foco das seguradoras nos mercados emergentes foi evidenciado por cerca de 70% dos CEOs. A Ásia e a América Latina são as preferidas, regiões consideradas por 46% deles como muito importante para o crescimento do grupo nos próximos 12-24 meses.

No entanto, os principais temas que emergiram da pesquisa foram “preocupações sobre o ambiente macro-econômico e as próximas decisões sobre a regulamentação de seguros. Quando questionados sobre os desafios de implementar a estratégia, 75 dos CEOs citaram a crise da zona do euro como uma questão prioritária. Cerca de 73% citaram o excesso de regulamentação e regulação inadequada como uma das principais preocupações para a sua estratégias.

Embora os CEOs não expresse muito otimismo em relação a melhora do quadro da crise, eles estão otimistas quanto as suas próprias perspectivas futuras. Cerca de 59% indicaram que esperam melhora na rentabilidade ao longo dos próximos 12 meses, enquanto mais da metade acredita que o dividendo esperado pelo acionista deve permanecer estável.

O relatório descreveu os entrevistados como cautelosamente otimista sobre as perspectivas para o setor de seguros com 56% à espera de um endurecimento das taxas de seguro e 92% apostam que a capacidade de oferta de seguros permanecerá estável ou deve aumentar durante o próximo ano.

A maior parte dos CEOs aposta na queda dos mercados acionários, na manutenção do mercado de renda fixa e num ambiente propício ao aumento da inflação. Nikolaus von Bomhard, presidente da Associação e presidente do Conselho de Administração da Munich Re acredita que a indústria de seguros tem um papel vital para estabilizar a sociedade e as economias do mundo, tanto como um participante significativo nos mercados financeiros como um amortecedor de choque para indivíduos e empresas que sofrem uma perda segurada. “Os resultados desta pesquisa revelam que os líderes de algumas das maiores seguradoras do mundo estão preocupados que a regulação inadequada de um risco sistêmico afetar a capacidade da indústria de seguros de desempenhar esse papel”, afirmou em comunicado.

O secretário-geral John H. Fitzpatrick destacou que a indústria de seguros “apoia as iniciativas regulamentares em curso realizadas pelo G-20. “Acreditamos que o desenvolvimento e promoção de políticas eficazes de supervisão e de regulamentação para reduzir o risco sistêmico, bem como lacunas de informação, são discussões que trarão benefício de todos. No entanto, ele também salientou que o sistema bancário e o de seguros têm modelos de negócio muito diferentes e atuam também de forma diferente na sociedade e na economia mundial. Diante disso, devem ser regulados de forma diferente.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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