PIB verde, um aliado das seguradoras

Uma boa notícia para as seguradoras nesta segunda-feira foi o lançamento do PIB verde pela ONU, durante a Conferência Rio+20. Trata-se de um índice de Enriquecimento Inclusivo (IWI, em inglês) para medir a riqueza das nações, somando o capital econômico, natural e humano. A idéia é media a riqueza real dos países e a capacidade futura de crescimento, levando em consideração os recursos naturais e educação das populações, entre outros fatores. Quanto mais os países quiserem ser os maiores do ranking, melhores serão os riscos das seguradoras com o investimento em sustentabilidade das nações. Países menos poluentes significam menos indenizações com tratamentos médicos da população, por exemplo.

Segundo dados divulgados no evento, o primeiro panorama do IWI em 2012 avaliou as nações entre 1990 e 2008, mas não teve resultados animadores.Dos países contemplados, 19 revelaram esgotamento dos recursos naturais. No período, o PIB brasileiro cresceu 34%, no entanto, o capital natural recuou 25%. A China avançou 422% em seu PIB, mas seu capital natural caiu 17%. Já os Estados Unidos teve um aumento de 37% do PIB, mas viu cair em 20% o seu capital natural.

Quatorze nações registraram um índice de riqueza inclusivo per capita (IWI) positivo. Só a China cresceu mais de 2%, enquanto Chile, França e Alemanha registraram um crescimento inclusivo acima de 1%. O restante, que inclui Índia, Japão, Grã-Bretanha, Noruega, Estados Unidos, Canadá, Equador, Austrália e Quênia, cresceu entre 0,1% e 1%. O crescimento negativo foi registrado na Colômbia, Nigéria, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e Venezuela, apesar de todos terem registrado crescimento econômico positivo

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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