Petrobras usa corretora Willis para renovar seguro com Itaú

A Petrobras divulgou nota à imprensa sobre a renovação do seguro. Li no Brasil Econômico que o contrato foi renovado com Itaú Seguros e a Willis para um período de 18 meses, com custo de US$ 106,6 milhões. Apesar do aumento das atividades industriais, operações comerciais e volume de ativos segurados, o valor é 5% inferior ao contratado no período anterior. O valor segurado é de US$ 128,8 bilhões e cobre riscos operacionais, riscos de petróleo, responsabilidade civil geral, aeronáutico e de abastecimento de aeronaves e riscos de transporte.

Mas não li quem são os resseguradores, os principais envolvidos nesse contrato, cuja retenção de risco no Brasil não chegava, em apólices anteriores, a 10%. Com a crise internacional, imagino que o IRB Brasil Re tenha ficado com um bom pedaço, bem como a cativa da Petrobras. Outros jornais, como DCI e Estado de São Paulo também não mataram a minha curiosidade. Terei de interromper um período dedicado a um projeto para informar os leitores que me perguntam.

Segundo o DCI, “apesar do aumento das atividades industriais, das operações comerciais e do volume de ativos segurados, a Petrobras conseguiu uma economia da ordem de 5% no custo da operação”, informa empresa, em nota divulgada à imprensa. Da cobertura total, US$ 125 bilhões são para os chamados “riscos operacionais”. Outros US$ 2 bilhões são os “riscos de petróleo”, para as operações de exploração e produção no Brasil. Há ainda US$ 250 milhões do contrato de “responsabilidade civil”, que cobrem os riscos causados a terceiros e US$ 235 milhões de “riscos de transporte”. Há também o contrato de “responsabilidade civil aeronáutico/abastecimento de aeronaves”. Dados os enormes valores envolvidos, o seguro foi feito na forma de cosseguro, em que as seguradoras dividem os riscos. A Bradesco Seguros também participou, informa o DCI.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

3 COMENTÁRIOS

  1. Também não encontrei nenhuma informação sobre este tema (resseguradores), e não acredito que a Petrobrás irá divulgar esta informação.

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