matéria extraída do site da CNseg (www.viverseguro.org.br)
O economista Marcelo Neri disse hoje que, nos dois extremos da economia, pobreza e riqueza, o País mantém uma posição intermediária, ocupando o 12º posto na desigualdade mundial. Assinalou que a situação do País é cada vez mais confortável e caminha para um novo patamar. Isso porque, enquanto a renda está em queda no mundo, ela aumenta nos países, sobretudo no Brasil, contribuindo para uma redução significativa das desigualdades.
Ao apresentar palestra no Insurance Service Meeting 2012, Marcelo Neri lembrou os efeitos negativos da crise de 2008 e da desaceleração de 2011, mas assinalou que estes eventos não devem afastar o Brasil de conviver com o que chamou da década da classe média no País. O antídoto às crises, na sua avaliação, é a melhora da educação no País, o que tem garantido um avanço na pirâmide social brasileira.
Ele assinalou que este movimento de mobilidade social é mais sustentável do que ele imaginava. As classes C e D vão continuar aumentando, colaborando para reduzir a desigualdade, e também mais pessoas vão atingir as classes A/B nos próximos anos. Em 2014, as classes A/B vão crescer 29% e a C, 11%, favorecidas pelo crescimento da renda e pela criação de mais empregos formais. E os que apostam contra serão derrotados, acrescentou ele.
Na sua avaliação, a educação foi o fator que mais propiciou a realidade favorável da economia brasileira. Este cenário é muito favorável para os mercados, incluindo-se aí o setor de seguros. Enfim, uma conquista para o qual os agentes econômicos devem ficar atentos, concluiu.

















