Brasil passa a figurar no ranking de catástrofes mundiais

O custo total de catástrofes em 2010 foi 60% maior do que o volume de indenizações pagas pela indústria de seguros em 2009, afirma estudo da Swiss Re divulgado hoje. Em 2011, a previsão é de que o volume seja um dos maiores da história do setor em razão da tragédia do Japão, enchentes na Austrália e terremoto na Nova Zelândia.

As perdas economicas dos países totalizaram US$ 218 bilhões em 2010, decorrentes de catástrofes naturais e geradas pelo homem. As indenizações pagas pelas seguradoras chegaram a US$ 43 bilhões em 2010, 60% acima dos US$ 27 bilhões de 2009. Em número de vítimas, o terremoto que devastou o Haiti em janeiro de 2010 lidera o ranking, com 222 mil mortos, seguido pela onda de calor na Rússia no mês de junho foi responsável por 55,6 mil mortes.

No ranking das catástrofes mais custosas para a indústria de seguros entre 1970 e 2010, temos o furacão Katrina nos EUA em 2005, com US$ 72 bilhões, o furacão Andrew, em 1992, com US$ 24 bilhões, e os atentados terroristas aos EUA em 2005, com indenizações de US$ 23 bilhões. Em 2011, só a tragédia ocorrida no Japão, com terremoto seguido de tsunami, deverá custar mais de US$ 35 bilhões às companhias de seguros, passando a ser a segunda catástrofe mais cara do setor desde 1970.

Em pagamento de indenizações, o terremoto do Chile foi o mais caro para as seguradoras em 2010, com US$ 8 bilhões em desembolsos, seguido pelo terromoto na Nova Zelândia, avaliado até o momento em US$ 4,5 bilhões. No total, o estudo da Swiss Re traz 304 eventos, sendo 167 catástrofes naturais e 137 de acidentes causados pelo homem. Apesar de certo equilíbrio em numero de ocorrências, as catástrofes naturais foram responsáveis por quase a totalidade das indenizações, com US$ 40 bilhões, ficando os acidentes causados pelo homem com os US$ 3 bilhões restantes. Entre os mais custosos para as seguradoras estão os desastres marítimos, explosões e acidentes aéreos.

As mudanças climáticas são tão evidentes que até mesmo o Brasil passou a figurar no ranking de catástrofes naturais do estudo da Swiss Re. A fúria da natureza no Brasil é bem mais suave do que em outras partes do mundo. O pais abre o ranking que traz a cronologia dos eventos de enchentes em 2010, com as enchentes no Rio de Janeiro, Angra dos Reis, São Paulo e Minas Gerais, com 85 mortes e danos de US$ 145 milhões. Também fecha o mesmo quadro com a triste notícia de 256 mortes, 403 feridos e mais de 74,5 mil desabrigados com as chuvas no Rio de Janeiro e Niterói, que causaram danos de US$ 200 milhões, segundo o estudo divulgado hoje.

O estudo completo pode ser acessado no site da segunda maior resseguradora do mundo: www.swissre.com

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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