Mapfre lança campanha “Amigos do Peito”
Por Denise Bueno em 19/02/2010
Firme em ações sustentáveis, a Mapfre Seguros lança o projeto Amigos do Peito 2010, destinado a aprimorar o relacionamento com os prestadores de serviços e consequentemente de toda a cadeia envolvida com a seguradora: acionistas, consumidores, governo, funcionários. O objetivo é aperfeiçoar, incentivar e capacitar os profissionais das Oficinas Mais, da Assistência 24h Auto e os colaboradores que realizam as vistorias para o melhor atendimento de seus clientes.
De acordo com o vice-presidente da unidade de Mercado e Desenvolvimento da Rede da Mapfre Seguros, Dirceu Tiegs, a campanha atingirá ao todo mais de 5 mil pessoas e 2 mil empresas. “Esse fato contribuirá diretamente para um dos princípios do grupo, o qual é atender com excelência os seus clientes, surpreendendo-os no momento mais importante do contrato de seguro: a utilização dos serviços”, comentou em comunicado.
Segundo a nota, a companhia premiará aqueles que alcançarem o melhor desempenho nos treinamentos e nas campanhas de incentivo com TVs de LCD 32 polegadas, bicicletas infantis, caixas de ferramentas, entre outros. O desempenho será medido pela quantidade de pontos acumulados nas ações da empresa, e os profissionais que indicarem participantes também acumularão pontos para a competição.
O prestador de serviços que tiver interesse em participar do projeto, basta se cadastrar no site da campanha (www.amigosdopeitomapfre.com.br), onde também poderá trocar os seus pontos pelos prêmios à sua escolha, indicar amigos, além de participar das avaliações mensais sobre atendimento e serviços.
CNSeg assina protocolo do “Seguro Verde”
Por Denise Bueno em 28/09/2009
As ações das seguradoras brasileiras em prol do meio ambiente, principalmente porque elas são diretamente afetadas financeiramente pelas mudanças climáticas, começam a ficar mais freqüentes, mesmo que ainda estejam na assinatura de protocolos. Na última sexta-feira, o presidente da CNSeg, João Elisio Ferraz de Campos, o ministério do Meio Ambiente, Carlos Minc, assinaram o “Protocolo do Seguro Verde”.
É uma carta de intenções sobre a participação da indústria do setor na defesa de atitudes que levem em conta a proteção do planeta. “Será um instrumento mais poderoso que a ação de mil fiscais” ou as operações de repressão realizadas pelo Ibama, em conjunto com a Polícia Federal, disse no evento o ministro. Segundo informou a CNSeg em seu site, a assinatura do protocolo prevê o endurecimento das regras para empresas que tenham práticas socioambientais inadequadas.
Pelo protocolo, as seguradoras passam a considerar os impactos e custos socioambientais na gestão de seus ativos e nas análises de risco. Ainda na fase de análise dos pedidos de coberturas, vão exigir a apresentação de licenças ambientais de instalações e equipamentos potencialmente causadores de significativa degradação ambiental. As companhias planejam adotar critérios socioambientais na política de subscrição de riscos, considerando os potenciais impactos e a necessidade de medidas de proteção tecnicamente recomendáveis.
Ou seja, os preços das coberturas e as exclusões podem ampliar, exigindo das empresas práticas ambientais mais corretas. O presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro, Luiz Tavares Pereira Filho, destacou que a entidade das seguradoras fluminenses encampa a bandeira da preservação do meio ambiente há pelo menos 15 anos, enumerando diversos projetos que apóia. O mais recente é o de Educação Ambiental em favelas ocupadas pela Polícia Militar na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Indústria de seguros avalia produtos sustentáveis*
Por Denise Bueno em 06/08/2009
Envolver governos, empresas e indivíduos em atitudes sustentáveis para se ter um mundo melhor do que aquele que cientistas têm projetado para 2100. Isso mesmo: 2100. Esta é a meta da indústria mundial de seguros, na qual o Brasil está inserido, segundo relato de profissionais reunidos no workshop “Mercado segurador e mudanças climáticas”, um dos debates realizados dentro do 3º Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, realizado em São Paulo entre 4 e 6 de agosto.
Como será o clima no fim deste século? “É difícil prever, mas já é certo que os efeitos do consumo desenfreado, sem cuidados com o planeta, tem causado sérias mudanças climáticas”, diz Eduardo Mario Mendiondo, professor da USP dedicado a estudos sobre mudanças climáticas.
Segundo ele, o futuro será definido pelas políticas governamentais, sejam elas na esfera federal, estadual ou regional. “Há quem possa optar por investir no avanço considerável do PIB do que por gastos para prevenir catástrofes decorrentes dos efeitos que a industrialização sem sustentabilidade traz ao planeta”, acrescenta o estudioso, com experiência em apresentações de diversos cenários futuros a governantes sobre os efeitos da falta de investimento ou mau uso principalmente dos recursos hídricos.
Até o Brasil, um país até pouco tempo atrás livre da ocorrência de catástrofes naturais, entrou no circuito de furacões. “De uma década para cá, era impensável alguém dizer que haveria a formação de um furacão no Atlântico Sul em razão das condições da temperatura do oceano ser insuficiente para fornecer umidade necessária para a formação deste fenômeno da natureza. E veja só o que aconteceu em 2004, o furacão Catarina, o primeiro formado no Atlântico Sul”, disse Carlos Magno, da Climatempo.
No mundo todo, o assunto começou a ser debatido mais fortemente há cerca de cinco anos, conta Suhnny Sehgal, especialista de seguros do HSBC na área de sustentabilidade, sediado em Londres. Como se adaptar às mudanças climáticas é tema de estudo de diversas seguradoras internacionais, reunidas na Geneva Association, um dos principais fóruns de debate internacional. “O número de desastres foi enorme nos últimos anos e continuará a crescer”, diz o executivo do HSBC.
Segundo ele, a previsão é de que os atuais US$ 20 bilhões em custos com desastres naturais causados pelas mudanças climáticas cheguem a algo entre US$ 80 bilhões a US$ 120 bilhões entre 2010 e 2020. “Um aumento de quatro graus na temperatura pode trazer problemas em todo o mundo, como o abastecimento de comida, por exemplo. Ou mesmo o desaparecimento de regiões, como a Malásia, com o derretimento das geleiras, ou o desenvolvimento de doenças com a proliferação de mosquitos”, exemplifica o especialista, enfatizando a gravidade do assunto. “Os impactos climáticos atingem a todos e não apenas um local ou setor específico.”
Neival Rodrigues Freitas (foto), diretor da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), informou aos presentes que o tema tem grande importância para as seguradoras. Até o ano passado, o assunto era um tema isolado tratado no âmbito de uma comissão da FenSeg. Como o assunto passou a ter uma relevância maior, principalmente com a abertura do resseguro, está sendo formada uma comissão no âmbito da CNSeg.
“Na FenSeg o assunto abordava apenas seguros gerais. Agora irá englobar os impactos das mudanças climáticas também nas áreas de saúde, vida, previdência e investimentos”, disse Freitas. Segundo ele, a intenção é trazer especialistas para debater o tema e atuar junto à sociedade no desenvolvimento de processos construtivos. “Este trabalho vai continuar para contribuir com resultados mais efetivos num curto espaço de tempo.”
Cláudio Contador, economista da Escola Nacional de Seguros, disse que há pouco estudo sobre as catástrofes ocorridas no Brasil, o que dificulta a ação das seguradoras na análise de risco e formação de produtos específicos. “Mas estamos convergindo para estudar o assunto e assim entender melhor o efeito que as mudanças climáticas podem ter na sociedade”.
Fernando Moreira, presidente do HSBC Seguros no Brasil, ressaltou a participação do grupo inglês em levar informação para a sociedade e desta forma contribuir para um mundo mais sustentável. “Há nove anos este assunto se tornou prioritário para o HSBC, que tem um fundo com mais de US$ 100 milhões para promover ações que visam entender e influenciar a comunidade, os governos e as pessoas na adoção de atitudes sustentáveis.”
Os países mais comprometidos com em adotar medidas “verdes” estão na America Latina, sendo o Brasil um dos principais. Segundo estudos patrocinados pelas seguradoras mundiais, há várias tendências para mitigar os estragos econômicos devastadores causados pela mudança climática.
A primeira é a necessidade de reduzir as emissões de carbono. Esta etapa está numa fase adiantada, mas ainda requer o esforço de todos. Os protocolos entre os países desenvolvidos preveem a redução de CO2 em 80% até 2050, sendo algo entre 25% a 30% até 2018. Há um grande esforço, como mostrou o aquecimento do mercado de negociação de carbono no primeiro semestre do ano. Mesmo com a crise financeira, o volume de negociações de emissões de gases poluentes subiu 124%, chegando a 4,1 bilhões de toneladas de dióxido de carbono na primeira metade de 2009, em relação ao mesmo período do ano passado, informou a Point Carbon, uma das mais renomadas consultorias internacionais de mercado de carbono.
Brasil, Índia e China, países onde o crescimento deverá ser mais acelerado nos próximos anos, têm papel importante neste processo. “O Brasil principalmente, por meio da proteção das florestas”, diz Sehgal.
Outra tendência, segundo o especialista do HSBC, é que as mudanças climáticas trazem uma nova gama de indústrias preocupadas em oferecer soluções, como energia renovável ou tecnologia para a construção de ferrovias. “A indústria de seguros pode beneficiar estas empresas com produtos diferenciados”, sugere. Também pode criar produtos para os consumidores preocupados com o planeta, como o seguro de carro que reverte parte dos prêmios para organizações voltadas a reparar os danos já causados.
Muitos podem achar as profecias longínquas, mas recentemente vimos uma amostra de que o “sertão pode virar mar”, com diz a letra da música Sobradinho, de Sá e Garabira. Em maio, Teresina, no Amapá, ficou totalmente debaixo d’água depois de quatro meses acumulando águas em seus rios.
Segundo o meteorologista da Climatempo, há estudos que mostram que este é um efeito do desmatamento de grande área da região oeste da Amazônia, que vem ocorrendo nas três últimas décadas. “Isto tem provocado um deslocamento das chuvas para o nordeste. O Rio Grande do Sul, por exemplo, tem sofrido com secas. Imagina o impacto disto na distribuição de riqueza de um País?”, questiona Carlos Magno.
Diante deste cenário, a indústria de seguros tem investido milhões de dólares em tempo e recursos para a realização de estudos que possam ajudar a mitigar os riscos de um crescimento embalado pelo consumo desenfreado. Além de ajudar na prevenção, traria uma redução da exposição a perdas do próprio mercado de seguros, bem como transformar este problema em oportunidade. Segundo um estudo do Ceres (www.ceres.org), uma rede de investidores e organizações dedicadas ao crescimento sustentável, há mais de 650 produtos que podem ser ofertados pela indústria de seguros.
*matéria feita com exclusividade para o site www.cnseg.org.br
Allianz debate sustentabilidade com jornalistas
Por Denise Bueno em 02/07/2009
O Impacto do mercado mundial de biocombustíveis na expansão da agricultura brasileira e suas consequências para as mudanças climáticas e a situação atual das emissões de gases de efeito estufa das oito maiores economias do mundo e dos cinco principais países emergentes, entre eles o Brasil serão os dois temas debatidos na 4ª edição do Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas organizado pela Allianz Seguros.
As duas pesquisas que serão apresentadas no dia 15 de julho foram realizadas pela ong WWF. A pesquisa G8 Climate Scorecards 2009 revela as propostas do G8 para o clima, propiciando uma visão comparativa sobre as tendências nas emissões de CO2, as opções energéticas e as decisões políticas tomadas por esses países com relação às mudanças climáticas. Os Scorecards 2009 sobre o clima foram promovidos pelo Grupo Allianz, líder global em serviços financeiros, e o WWF.
Segundo nota da Allianz, pela relevância do Brasil nas questões climáticas, o estudo será apresentado pela primeira vez no país, sendo que internacionalmente virá a público na reunião de Cúpula do G8, em L’Aquila, na Itália, entre 8 e 10 de julho. Certamente o resultado dessa pesquisa será peça fundamental nas discussões da Conferência de Copenhague, em dezembro, que estabelecerá o novo tratado em substituição ao Protocolo de Quioto, diz a seguradoras.
O Fórum traz, ainda, uma explanação sobre o Crescimento, tendências e o novo cenário do seguro agrícola no Brasil, sob a ótica das incertezas atuais e futuras dos riscos climáticos. O engenheiro com MBA pela USP em Gestão de Riscos, Luiz Carlos Meleiro, superintendente de Agronegócios da Allianz Seguros, fará esta apresentação.
Pela ong WWF, Cássio Franco Moreira, doutor em agroecologia, engenheiro agrônomo e coordenador do programa de Agricultura e Meio Ambiente, apresentará a pesquisa de biocombustíveis. Karen Suassuna, mestre em Environmental Change and Management pela universidade de Oxford e analista sênior do programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF, explicará os resultados dos Scorecards 2009, tendo como foco o Brasil.
“Acreditamos que as questões a serem debatidas no Fórum são de extrema importância por apresentarem dados inéditos aos jornalistas que muito podem contribuir na realização de matérias que conscientizem empresas, governos, produtores rurais e a sociedade civil de que o único caminho possível a seguir é o do desenvolvimento sustentável”, diz Max Thierman, presidente da Allianz no Brasil, em nota.
Indústria precisa lançar produtos “verdes”, diz Aon
Por Denise Bueno em 19/06/2009
As seguradoras, resseguradoras e corretoras precisam repensar a importância de criar produtos que tragam recompensas e estimulem as empresas a adotar atitudes sustentáveis. O apelo foi feito por Andrew Tunnicliffe, COO da Aon Global Risk Consulting, em sua palestra durante a Association of Insurance and Risk Manager’s - AIRMIC (semelhante a brasileira Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco-ABGR), realizada em Bournemouth, Inglaterra, na semana passada.
Entre os produtos que podem ser criados, o executivo cita apólices com desconto ou com serviços adicionais para carros híbridos, edifícios construídos dentro dos padrões ecologicamente corretos, para corporações que usam energia renovável e benefícios para as pessoas que cuidam da saúde.
Durante sua palestra, foi realizada uma pesquisa com aproximadamente de 100 gestores de riscos dos maiores grupos econômicos da Inglaterra que estavam no evento para saber o que eles pensam do assunto. Cerca de 82% deles acreditam que a indústria de seguros tem de mudar de atitude em relação à responsabilidade social das empresas. Pouco mais de 97% dos gestores de risco informaram que a sua organização está empenhada em se tornar socialmente responsável, enquanto 71% reconhecem que esta política terá um custo inicial para o acionista, cujo retorno virá no futuro em termos de imagem.
“Nós, empresas globais, temos de incorporar esta responsabilidade em nosso dia a dia, olhando onde podemos reduzir prêmios para incentivar mais adeptos ao desenvolvimento sustentável”.
Uma árvore chamada Allianz*
Por Denise Bueno em 01/05/2009
Nasce uma árvore especial em meu condomínio. “É preciso salvar o planeta”, dizem os que conhecem a história da árvore batizada de Allianz.
Para a indústria seguradora, a mudança climática já é um fato. É o risco que mais preocupa executivos das seguradoras em todo o mundo quando vão traçar suas estratégias de atuação, desenvolvimento de mercados e precificação de produtos. Seguradores e resseguradores afirmam em seus discursos que o setor mudará radicalmente sua forma de avaliar suas exposições aos riscos diante de uma mudança tão abrupta no clima.
Até 2005, muitas seguradoras não computavam custos com mudanças climáticas em seus preços. No entanto, depois de perdas superiores a US$ 80 bilhões e mais de 150 milhões de pessoas afetadas com catástrofes naturais naquele ano, tendo o furacão Katrina como o principal, muitas passaram a considerar o custo em suas apólices e investir em estudos e campanhas, além de estimular projetos sustentáveis, que respeitem o meio ambiente e a sociedade, com taxas de prêmios mais acessíveis.
Algumas empresas do setor foram além. Querem mais do que apenas criar produtos que reduzam os riscos de prejuízos e insolvência que as mudanças climáticas podem causar. Querem realmente ajudar a salvar o planeta. O grupo Allianz é um dos maiores incentivadores de medidas para reduzir a poluição do planeta. Internacionalmente, informa, o grupo comprometeu-se em reduzir a emissão de CO2 em 20%, até 2012, além de investir 500 milhões de euros em fontes renováveis de energia, assim como em outros projetos sociais e sustentáveis.
O Lloyd’s of London entre várias ações lançou o projeto Risco 360, que tem como meta estudar tendências na freqüência de catástrofes, estimulando discussões sobre como gerenciar o risco no ambiente. Segundo a instituição, com mais de três séculos de experiência em seguros, em 2050 catástrofes como o furacão Katrina se tornarão quatro vezes mais freqüentes do que no início do século.
Em 2005, a Munich Re lançou a “Iniciativa de Seguro da Mudança Climática de Munique”, que reúne seguradores, climatologistas, economistas e organizações independentes (ONGs), com o objetivo de desenvolver soluções do ponto de vista securitário para as perdas crescentes decorrentes de eventos extremos relacionados ao clima.
A Swiss Re, além de um amplo programa relacionado à mudança climática, mantém um banco de dados que associa estatísticas relativas a catástrofes naturais com informação sobre seguros, dados econômicos e um mapa interativo com estimativas sobre o risco climático. O programa de mudança climática da seguradora também se baseia no tripé pesquisa de risco climático, desenvolvimento de produtos e conscientização.
As seguradoras no Brasil começam a avançar em seus esforços. Até 2005, a iniciativa se resumia na economia de luz e uso de papel reciclado. Em 2006, algumas partiram para calcular a emissão de CO2 e plantar as árvores necessárias para neutralizar a poluição gerada pela empresa. Já em 2007, novas atitudes. Porto Seguro e Mapfre auxiliam na vistoria de automóveis e informam motoristas sobre medidas para reduzir a poluição. HSBC e Bradesco Capitalização revertem uma parte da receita de produtos para entidades ligadas a projetos ecológicos e sociais.
Em 2009, o ano começou com atitudes invejáveis. Depois de lançar o Ecoblos, uma biblioteca virtual sobre temas sustentáveis no ano passado, a Mapfre inaugurou em março a Villa Ambiental, primeira iniciativa do governo dentro do Programa Criança Ecológica, que prevê 37 projetos que serão desenvolvidos do Governo do Estado de São Paulo com o apoio da iniciativa privada.
A Allianz lançou o kit digital na Ecogerma - Feira e Congresso de Tecnologias Sustentáveis, organizada pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanhã, realizada em março, em São Paulo. Ele estava entre os vários destaques da feira, ao lado dos elevadores ecoeficiente da ThyssenKrupp, do plástico biodegradável da Basf, da linha de aquecimento solar e de ferramentas à bateria com tecnologia de íons de lítio da Bosch.
Realmente a ação da Allianz é um exemplo para a indústria local de seguros, que já reduziu o envio de papel aos corretores e segurados. Na Allianz, o segurado recebe apenas a carteirinha e pela Internet. O restante está na página da seguradora na web para consultas. O kit imprensa foi entregue em um moderno pen drive. Encantou os jornalistas. E para fechar com chave de ouro, a empresa entregou um cartão de visitas em papel reciclado, com sementes. Ao chegar em casa, anota-se os dados do executivo na agenda e o cartão deve ser picado e plantado em um jardim. Assim nasce a Allianz no meu condomínio.
Mas será que atitudes tão pequenas farão a diferença diante de tantas calamidades previstas com as mudanças climáticas para um futuro próximo? “Sim, todas as atitudes são benéficas. Pequenas atitudes podem mudar o mundo”, respondem prontamente os especialistas. E você, o que está fazendo para ajudar a salvar o planeta?
*Articulista da Revista Apólice
Setor financeiro ajuda a recuperar a Mata Atlântica*
Por Denise Bueno em 07/06/2007
A parceira mais ativa da Mata Atlântica na área de seguros, previdência e capitalização é a Bradesco Capitalização. De 2004 até abril deste ano, a empresa viabilizou recursos para o plantio de 18 milhões de mudas de árvores nativas na Mata Atlântica. Isso significa a recuperação de 10.011 hectares em mais de 600 projetos, informou Norton Glabes Labes, diretor da Bradesco Capitalização.
Os recursos destinados ao plantio das árvores vêm da venda do título de capitalização Pé Quente Bradesco SOS Mata Atlântica. Quando o título foi lançado, há três anos e meio, a expectativa era vender uma série de 100 mil. Já vendemos 2 milhões”, comemora Labes. São títulos com pagamentos mensais de R$ 25, num contrato que dura 48 meses. A cada título vendido, R$ 15 vão para a Fundação Mata Atlântica, para o plantio de dez árvores.
Segundo ele, o programa, que já rendeu vários prêmios à empresa; atendeu mais de 350 municípios em nove estados; introduziu cobertura florestal numa área equivalente a 12.129 campos de futebol ou à extensão de um rio de 1.666 quilômetros, numa faixa lateral de 30 metros, em ambos os lados; e em conseqüência, neutralizou cerca de 20 milhões de toneladas de carbono. “É um projeto que tomou grandes proporções dentro do grupo e isso me deixa muito feliz. Fomos os pioneiros, mas felizmente a concorrência começa a fazer o mesmo, trazendo benefícios ao planeta”, disse o executivo.
Caixa ganha Carbon Free
A Caixa Seguros foi a primeira seguradora do mercado brasileiro a neutralizar, por meio do plantio de árvores, 100% das emissões de gases do efeito estufa da matriz. “Podemos fazer algo, como fizemos agora. Outras empresas do setor também podem fazer. Ajudar o meio ambiente e dar o exemplo será o nosso maior retorno”, disse Thierry Claudon, presidente da Caixa.
O grupo investiu R$ 17 mil para fazer o levantamento de emissão de gás carbônico. A neutralização foi realizada em parceria com a ONG Iniciativa Verde que calculou quanto gás carbônico as quatro empresas do grupo emitem anualmente. Serão plantadas anualmente 1.748 árvores na Mata Atlântica. Por neutralizar suas atividades, a seguradora recebeu o selo “Carbon Free” (livre de gás carbônico) que atesta: ela não contribui com o aquecimento global e ajudou a recuperar e a conservar a Mata Atlântica.
“Todos podem fazer algo para contribuir com o meio ambiente. Por isso vamos investir na comunicação com nossos funcionários e clientes para trazer a eles a consciência que o estudo da ONG trouxe para nós”, disse ele, que pretende tomar iniciativas para que o grupo reduza ainda mais a sua emissão de carbono.
As árvores plantadas pela Caixa serão distribuídas em uma área degradada do município de São Carlos (SP), dentro do bioma Mata Atlântica. A área pode ser visitada por qualquer pessoa interessada em conferir o plantio.
O contrato assinado pela seguradora com a ONG prevê a manutenção das mudas por um período de dois anos.
O reflorestamento de áreas degradadas, como a Mata Atlântica, proporciona benefícios globais – por meio da absorção do gás carbônico da atmosfera – e locais, com a formação de corredores de biodiversidade e a preservação dos recursos hídricos.
HSBC: energia renovável
Parte das tarifas dos produtos financeiros do HSBC com o slogan Solidariedade, onde há um título de capitalização, é direcionada a projetos socioambientais. O grupo HSBC investiu U$ 50 milhões entre 2002 e 2006 em organizações ambientais de referência mundial por meio do seu programa Investing in Nature e em 2007 está reformulando este programa. De acordo com informações fornecidas pela empresa, em 2006 o foco de seleção de projetos ambientais do Instituto foi o desenvolvimento de projetos de Energias Renováveis com investimento de R$ 350 mil. Foram selecionados sete projetos envolvendo soluções de baixo custo para a comunidade. Em 2007, o HSBC realizará a seleção para projetos que tenham como foco “Desenvolvimento de Tecnologias de energia limpa e renovável, de baixo custo, para aplicação em comunidades de baixa-renda”.
*Matéria da autora publicada no jornal Gazeta Mercantil em 07/06/2007
Swiss Re incentiva redução de CO2
Por Denise Bueno em 08/01/2007
A Swiss Re, maior resseguradora do mundo, anunciou que está oferecendo um reembolso de até 5 mil francos suíços (US$ 4,058 mil) a cada um dos seus empregados que se comprometer a reduzir “a sua marca de carbono individual”, segundo comunicado divulgado.
A Swiss Re informou que o programa “reduza você também (COyou2) o CO2 e ganhe” apoia os investimentos dos empregados em medidas que contribuem para reduzir as emissões dos gases que provocam o efeito estufa, especialmente em relação à mobilidade, ao aquecimento e à energia elétrica. Essas medidas, que variam de acordo com circunstâncias e preferências regionais, incluem carros híbridos com baixo nível de emissões, o uso do transporte público e a instalação de painéis solares, ou de bombas de aquecimento. De agora até o fim de 2011, a Swiss Re vai reembolsar a cada um dos empregados a metade do valor investido nessas medidas, até o máximo de 5 mil francos suíços ou o equivalente em moeda local.
Várias empresas do setor de seguros e de resseguros vêm colocando seu prestígio, conhecimento e recursos financeiros para promover pesquisas e a compreensão das mudanças climáticas e do aquecimento global e os seus efeitos globais potencialmente catastróficos. Como parte da Clinton Global Iniciative, a Swiss Re decidiu apoiar as medidas adotadas por seus empregados.
*Matéria da autora publicada na Gazeta Mercantil
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