Liberty Seguros no jogo Brasil X Alemanha
Por Denise Bueno em 10/08/2011
A Liberty Seguros, seguradora oficial da Copa 2014, estará presente no jogo amistoso Brasil x Alemanha, que será transmitido nesta quarta-feira. A marca aparecerá dez vezes, por 30 segundos, nas placas publicitárias em volta do campo. Assim, teremos duas marcas brasileiras no jogo de comemoração da reforma do estádio Merceds-Benz, em Stuttgart. Ontem, a JMalucelli anunciou que estará divulgando a marca jmalucelli.com durante o jogo.
Fifa e governo confiam no sucesso da Copa 2014
Por Denise Bueno em 29/07/2011
* a jornalista viajou a convite da Liberty Seguros, seguradora oficial da Copa 2014
Se depender dos membros do governo brasileiro e da Federação Internacional de Futebol (Fifa), bem como dos patrocinadores, a Copa do Mundo de 2014 será uma oportunidade e tanto do mundo conhecer um novo Brasil. “O sucesso deste evento é certamente uma amostra do que o Brasil vai oferecer ao mundo nos próximos anos”, disse Ricardo Teixeira, o presidente do comitê organizador da Copa, durante coletiva de imprensa na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, palco do sorteio das eliminatórias, evento que será visto por mais de 600 milhões de pessoas neste sábado, a partir das 15 horas.
O clima de insegurança que cercava boa parte dos integrantes da FIFA semanas atrás em razão do atraso de boa parte das obras de infraestrutura necessária para preparar o país para o maior evento esportivo do mundo virou para um céu de brigadeiro durante o evento que dá o pontapé inicial na Copa 2014 no Brasil. “É importante ressaltar que as 12 cidades-sede já estão com suas garantias financeiras aprovadas pela FIFA. Todos os projetos estão aprovados. Os cronogramas estão dentro dos prazos estabelecidos com o Comitê Organizador. E continuamos trabalhando em silêncio, como sempre fizemos, para oferecer uma Copa do Mundo da FIFA de excelente qualidade”, afirmou Ricardo Teixeira durante coletiva. Boa parte dessas garantais veio da indústria de seguros local e internacional.
O ministro do Esporte, Orlando Silva, sentado ao lado de Teixeira, disse ser natural a preocupação da federação com o cumprimento do cronograma de entrega das obras. “Todos no governo estão conscientes dos desafios que o país tem para superar e empenhados em mostrar ao mundo o que estamos construindo. Temos muitas melhorias a fazer em infraestrutura e estamos focados em oferecer as melhores condições durante o mundial da Fifa”.
Entre os principais desafios, o ministro citou os aeroportos, uma vez que são doze cidades num país continente, o que estimula a mobilidade por meio do transporte aéreo. O ministro afirmou que o tema transporte está na pauta do governo como prioridade, citando a criação do Ministério da Aviação Civil, o projeto de concessões dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos e a mudança no comando da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
Após a coletiva de imprensa, os políticos, membros da Fifa e jornalistas de várias partes do mundo se dirigiram para o local onde foram montados os estandes das doze cidades sedes e também dos patrocinadores, entre eles a Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014, para conhecerem mais detalhes sobre o esforço de todos para que o mundial seja realmente um sucesso.. “Todos desejam que a Copa 2014 seja um sucesso e com certeza será. A equipe Liberty trabalha para garantir a segurança e a realização deste que é o maior evento esportivo do mundo”, diz Luis Maurette, presidente da Liberty Seguros.
Liberty aposta na Copa 2014 para fortalecer marca
Por Denise Bueno em 11/05/2011
Competição reduz pela metade preço de seguro para estádios, diz Munich Re
Por Denise Bueno em 17/09/2010
O preço do programa de seguro de riscos de engenharia para os estádios que serão construídos ou reformados para a realização dos jogos da Copa de 2014 no Brasil representa 50% do valor cobrado pela indústria de seguros internacional das arenas construidas na África do Sul para o mundial de 2010.
“Os riscos técnicos entre os dois países são semelhantes. A diferença de preço é explicada pela recente abertura do mercado de resseguros no Brasil, que tem gerado acirrada concorrência, e pelo excesso de capital disponibilizado pelos acionistas ao país que é a bola da vez no mundo atualmente”, explica Rodrigo Belloube, executivo da Munich Re especializado em riscos de infraestrutura, ao blog Sonho Seguro. “A Munich Re não é partidária desta prática e não tem apoiado essas operações”, afirma.
O executivo explica que a diferença de custos, termos e condições entre o que se observou nos seguros da África e a prática corrente no Brasil traz preocupações. “Existe aparentemente falta de compatibilidade entre os sinistros futuros, pois as obras citadas têm execuções de alguns anos, e as condições dos contratos sendo agora celebrados”.
Segundo ele, a Munich Re tem tido grande apetite pelos riscos, mas há limites. “Outro dia recebemos uma proposta que equivalia a 30% do preço praticado na África e declinamos. Nossa proposta é, junto com a seguradora, fazer um preço técnico do risco e assim ter sustentabilidade no programa de investimento, que é de longo prazo”.
Belloube explica que a construção de um estádio é muito simples e não requer coberturas complicadas. Praticamente não há demanda pela cobertura Advance Loss of Profit (ALOP), que indeniza os investidores em caso de perda financeira pelo atraso do empreendimento. Como não pode haver atraso neste caso do mundial, esta cobertura tem ficado de fora dos programas”, explica. Os construtores compram apenas cobertura para riscos que envolvem perdas materiais.
O executivo proferiu palestra no evento Munich Ressegurando o Futuro, realizado no dia 17 de setembro, em São Paulo. Cerca de 400 executivos estiveram presentes para assistir as doze palestras apresentadas durante todo o dia. Temas como Crédito de Carbono, Mudanças Climáticas e Infraestrutura para Copa e Olimpíadas foram os mais concorridos.
Chartis faz seguro garantia do Maracanã
Por Denise Bueno em 24/08/2010
A Chartis, líder mundial em seguros, anuncia que será a responsável pela emissão do seguro garantia para a Odebrecht nas obras de reforma do estádio do Maracanã, um dos principais palcos da Copa do Mundo de 2014, com investimentos previstos em R$ 702 milhões. Sem executivos para dar entrevista, faltaram detalhes sobre outras participantes no programa de seguro e quem foi a líder no programa de resseguro.
Também ficou a dúvida quanto ao seguro de riscos de engenharia, que deveria estar fechado uma vez que a reforma no estádio começou nesta terça-feira. O seguro garantia fechado com a Chartis garante que o consórcio vai finalizar o projeto no prazo e formas acordadas. Geralmente as seguradoras e resseguradoras não aceitam fazer o seguro de risco de engenharia após o início das obras. No entanto, para que ele seja concluído, é preciso que antes seja finalizado o seguro de garantia.
Segundo nota da seguradora, uma licitação do governo do estado do Rio de Janeiro selecionou as construtoras Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez e Delta Engenharia que trabalharão na obra em forma de consórcio. Dessa forma, a Chartis será a responsável pela garantia da parte do serviço correspondente à construtora Odebrecht, que é líder do projeto de reforma do estádio.
Para a Chartis, novo nome da seguradora de bens da AIG, esse será mais uma ação de renome, já que a empresa tem ampla expertise em seguro garantia no Brasil e América Latina. Atualmente, também participa das garantias de outros grandes projetos no Brasil como a Usina Hidrelétrica Santo Antônio em construção no Rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia e a concessão da Rodovia Dom Pedro I no Estado de São Paulo.
Aon administra o seguro do FIFA Fun Festival
Por Denise Bueno em 01/07/2010
A Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, é a responsável por desenhar e administrar o programa de seguros do FIFA Fun Festival, realizado nas areias da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, durante toda a Copa do Mundo. Da montagem à desmontagem, a cobertura da apólice ampara desde a infraestrutura (equipamentos) até os danos materiais e corporais sofridos por terceiros durante a realização do evento. Também estão cobertos eventuais prejuízos decorrentes do cancelamento ou não realização do mesmo, o chamado “No Show”.
Segundo informou a Aon, no espaço, que contempla uma arena com capacidade para mais de 15 mil pessoas por dia, um palco e dois telões (um deles “High Definition” de 50 m²), os torcedores acompanham a transmissão ao vivo de todos os jogos do mundial e, à noite, são realizados shows e eventos culturais. O FIFA Fun Festival, evento oficial da FIFA, é promovido simultaneamente em seis cidades: Roma, Paris, Berlim, Sydney, Cidade do México e Rio de Janeiro.
RSA faz o seguro do estádio Verdão, em MT
Por Denise Bueno em 24/06/2010
A corrida pelos contratos de seguros envolvendo a Copa 2014 está a todo vapor. Hoje quem dá a notícia é a RSA Seguros. A subsidiária brasileira de uma das maiores seguradoras da Europa conquistou o maior contrato de seguro para a Copa do Mundo de 2014 até o momento. A seguradora inglesa será responsável pela apólice das obras do novo Estádio Governador José Fragelli, o Verdão, que sediará em Cuiabá (MT) os jogos do Mundial. Os investimentos estão avaliados em R$ 342 milhões.
Segundo nota da empresa, a apólice foi fechada em parceria com a corretora Mondial, de Belo Horizonte. A RSA será a líder nas apólices de riscos de engenharia e seguro de responsabilidade civil para a obra, que tem a duração prevista de 26 meses. O projeto do Verdão contempla uma nova arena com 107 mil metros quadrados de área construída, capacidade para 42 mil torcedores e estacionamento para 15 mil veículos.
“A conquista deste negócio reforça a nossa estratégia de crescimento acelerado na carteira de Riscos de Engenharia, tanto nas obras relacionadas ao segmento imobiliário, quanto nos projetos mais complexos, sobretudo obras de infraestrutura”, revela o diretor comercial, Ariel Couto.
O setor espera um forte crescimento nos próximos anos diante dos investimentos previstos para infraestrutura em eventos como Copa do Mundo e Olimpíada, projetos para exploração do pré-sal e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo dados do governo, o PSC 2 tem investimentos estimados perto da casa de R$ 1 trilhão. Um número que tem atraído cada dia mais a atenção das seguradoras e resseguradoras para o Brasil, uma vez que obras deste porte estão praticamente paradas nos países da Europa e nos Estados Unidos, que ainda se recuperam da crise.
“A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 trarão inúmeras oportunidades para o mercado de seguros no Brasil e estamos atentos para aproveitá-las”, afirma Ariel. “Montamos um time internacional para investigar a nossa atuação em eventos similares ocorridos em outros países e buscaremos replicar esta experiência aqui no Brasil”, acrescenta Couto. Segundo a nota, a RSA tem know-how global nesse tipo de projeto, já que foi a seguradora líder nos segmentos de Riscos de Engenharia, Property e Casualty nos projetos relacionados à Olimpíada de Londres, em 2012.
Copa da África conta com seguro de US$ 9 bilhões
Por Denise Bueno em 08/06/2010
A Copa do Mundo na África do Sul movimentou um volume de seguros muito acima da estimativa dos executivos. Segundo divulgou ontem o Lloyds of London, o evento esportivo conta com seguros de US$ 9 bilhões para os mais diversos riscos. Seja para cobrir prejuizos dos organizadores e patrocinadores com a não realização do evento até despesas com intoxição alimentar dos torcedores por alimentos servidos nos estádios.
Este é um programa de seguros que conta com a participação de um grande número de corretores, seguradoras e resseguradoras, devido ao envolvimento de uma infinidade de empresas, de diversas nacionalidades e nichos de negócios. Geralmente há uma grande disputa pelos contratos, uma vez que este evento traz prestígio e pouco sinistro, tamanha é a logística de segurança envolvida.
A maior apólice, de US$ 4,3 bilhões, é a de “property”, que no Brasil é conhecida como ramos elementares por garantir danos a bens. Nela estão incluídos os 10 estádios e as vilas onde ficam os jogadores das 32 seleções que começam a disputar no próximo dia 11.
A apólice de “no show”, na qual até o IRB Brasil Re participa, tem praticamente o mesmo valor da primeira e cobre o cancelamento ou adiamento de jogos pelos mais diversos fatores, como problemas administrativos ou mau tempo e visa cobrir os prejuízos dos patrocinadores, desde redes de televisão até o carrinho de cachorro quente que abastece os torcedores durante as partidas. Segundo o Lloyds, há registro de apenas um “no show” na história da Copa do Mundo: durante a Segunda Guerra Mundial. Por ser Guerra, um evento excluído da cobertura de seguro, possivelmente não foi registrado sinistro.
A principal apólice em termos de sustentabilidade é a de responsabilidade civil, que cobre danos causados a terceiros durante a realização do mundial, seja por desabamento de arquibancas, seja no transporte de equipamentos que envolvem o evento. Outra apólice comum e também contratada para a Copa da África é que de acidentes pessoais para os integrantes das seleções.
Cosseguro amplia oferta de garantia, diz Zurich
Por Denise Bueno em 08/06/2010
“Estou certo de que o mercado nacional tem capacidade de ofertar seguro garantia para as obras de infraestruturas do Brasil. E um dos principais instrumentos para entregar aos clientes o contrato que precisam é o cosseguro”, afirma o diretor de seguros patrimoniais da Zurich Seguros, Luciano Calheiros.
Este será o tom da discussão na palestra que realizará no evento “Resseguro e Cosseguro no Novo Contexto do Mercado Brasileiro”, promovido pela Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), no dia 9, às 14h30, no Auditório da CNSEG no Rio de Janeiro.
No encontro, estarão reunidos corretores, seguradoras, clientes e outros agentes do mercado de seguros para debater as principais mudanças trazidas pela abertura do mercado de resseguros e também debater o principal tema da indústria de seguros atualmente: a criação da Empresa Brasileira de Seguros (EBS) pelo governo. Segundo o governo, a seguradora estatal visa apoiar os contratos que não forem suportados pela iniciativa privada. Afinal, são quase R$ 1 trilhão previstos em investimentos até 2014.
O diretor da Zurich explica que no cosseguro, as seguradoras dividem os riscos de determinada apólice ou programa. “Quando o mercado de resseguros era fechado, o Cosseguro não tinha um impacto tão grande, uma vez que o resseguro da operação era obrigatoriamente feito pelo IRB. Agora que o mercado é aberto, as capacidades das seguradoras são somadas, já que as companhias podem buscar outras resseguradoras, o que expande o volume de risco que pode ser coberto”, explica em nota divulgada pela empresa.
Um exemplo deste formato de operação foi o programa de seguros de Riscos de Engenharia e Seguro Garantia da construção da Usina de Santo Antonio, no Rio Madeira. O volume segurado foi superior a R$ 10 bilhões e foi viabilizado por um pool de seguradoras e resseguradoras, do qual a Zurich faz parte.
“Acredito que esse é o caminho para as demais grandes obras como a Usina de Belo Monte e o Trem de Alta Velocidade. O mercado segurador é um importante viabilizador de investimentos e do desenvolvimento econômico. O mercado segurador brasileiro está pronto para fazer frente à demanda que se apresenta”.
Allianz disputa contratos da Copa 2014*
Por Denise Bueno em 03/06/2010
* a jornalista viajou para a Alemanha a convite da Allianz Brasil
Cinco dos doze estádios brasileiros que se preparam para a Copa de 2014 já estão praticamente com as apólices de seguros contratadas. As arenas de Brasília, Salvador, Manaus, Cuiabá e Fortaleza contam com apólices de garantia, de responsabilidade civil e de riscos de engenharia. “Estes são os contratos básicos de seguros que envolvem esta fase dos empreendimentos”, diz Angelo Colombo, diretor da Allianz Brasil, seguradora que tem conquistado vários contratos por ofertar valores elevados de cobertura e produtos inovadores trazidos da Alemanha, país sede da Copa de 2006.
“Falta apenas um detalhe para fechar com a Allianz o programa de seguro do estádio de Manaus”, contou Victor Renault, da Union Corretora de Seguros, corretora que tem a Andrade Gutierrez como principal cliente. O projeto do estádio conta com investimentos de quase R$ 500 milhões e a corretora negocia para o consórcio construtor o pacote das três apólices para iniciar a obra.
O estádio de Cuiabá, com investimentos estimados em R$ 430 milhões, que será totalmente demolido pela Mendes Júnior e Santa Barbara também conta com a Allianz entre as favoritas para garantir o seguro das três apólices. “Estamos quase finalizando o processo”, informou Ronaldo Rodrigues, da Crediunsurance, corretora cativa do grupo Mendes Junior, que utiliza a corretora JLT para todo o programa de seguro e de resseguro da construtora.
Os corretores tiveram a chance de ver de perto a experiência do grupo alemão durante visita a Munique, Alemanha, para participar do Encontro Brasil Alemanha 2010, realizado nos dias 30 de maio e 1 de junho. Os alemães demonstraram muito interesse em investir nos projetos brasileiros que envolvem a Copa 2014.
Segundo as palestras realizadas nos dois dias do encontro, a estimativa mais citada pelos palestrantes é de que a participação do investimento alemão pode chegar a 40% do valor total de US$ 50 bilhões previstos para projetos ligados a Copa e às Olimpíadas, considerando estádios e infraestrutura em geral. Dois grandes interesses das empresas alemãs são o fornecimento das coberturas das arenas e engenharia de segurança.
Além da agenda do encontro, o grupo convidado pela Allianz Brasil, patrocinadora oficial do Encontro Brasil Alemanha visitou o Allianz Arena, considerado um dos melhores estádios do mundo, localizado em Munich, sede do grupo alemão.
“Acompanhamos passo a passo o andamento da obra, o que nos dá grande experiência”, afirma Max Thiermann, presidente da Allianz, dentro do estádio que tem capacidade para 69 mil pessoas e que fica lotado em todos os jogos do campeão alemão Bayern, também acionista da arena juntamente com a Allianz e o TSV 1860. “E temos uma ampla capacidade e produtos diferenciados, o que nos facilita fechar negócios com nossos clientes”, acrescenta.
A seguradora alemã foi a primeira a fechar um contrato para a Copa 2014. Em fevereiro, emitiu a apólice do fornecedor de estruturas do Mineirão. “A Copa da Alemanha em 2006 trouxe muita experiência para a Allianz, o que nos traz muito conhecimento e produtos para conquistarmos clientes no Brasil”, diz Ricardo Zhouri, diretor comercial da Allianz responsável por várias regiões, inclusive Minas Gerais.
Nesses cinco estádios, Colombo acredita que os construtores comprarão o pacote de seguros composto por garantia, risco de engenharia e responsabilidade civil, concentrando em apenas uma seguradora. Já para outros estádios, como o do Morumbi, em São Paulo, Inter, em Porto Alegre, ou o Minerão, em Belo Horizonte, a compra de seguro será feita de forma diferente. “No Mineirão, por exemplo, acredito que a apólice contará com um pool de seguradoras, pois a obra necessita de um valor elevado de cobertura”.
“Tudo vai depender dos recursos dos investidores e se a líder do consórcio de construção tem uma corretora especializada para cuidar do programa de seguro”, diz. No caso da Odebrecht, por exemplo, que tem a corretora cativa OCS, a aposta é de que o seguro será comprado em pacotes e pulverizado em várias companhias dado o histórico do grupo em administrar um grande número de contratos.
Além de estar forte na disputa pelos contratos dos estádios escolhidos pela Fipa, a Allianz conquistou no início de junho o seguro garantia do estádio Kleber Andrade, em Vitória (ES), um empreendimento da construtora Blokos Engenharia. A apólice, contratada junto com a Correcta Corretora, tem valor do risco de R$ 100 milhões.
O estádio, com capacidade para 40 mil pessoas, será usado na Copa das Confederações e deverá estar pronto em 2013. Segundo explica Angelo Colombo, diretor de grandes riscos da Allianz, apesar de não estar entre os doze escolhidos pela Fifa, a arena servirá como um estepe, caso algum outro não fique pronto para o mundial.
O pacote de seguros para estádios conta com praticamente todas as coberturas que os construtores precisam para garantir o andamento da construção sem sustos. “Afinal, já estamos atrasados na construção e não podemos perder tempo na solução de imprevistos. Os riscos têm de estar mapeados e provisionados para garantir que tudo acontecerá dentro do cronograma, que já está apertado”, diz Colombo, referindo-se as declarações da Fifa de que o Brasil já deveria ter iniciado as obras.




