Indústria de seguros no Brasil desenha novo perfil

Por Denise Bueno em 07/03/2010

reuniaoO novo perfil da indústria de seguros brasileira começa a ficar mais claro, após dois anos de intensas mudanças realizadas para preparar o setor para este ciclo virtuoso de evolução da economia no qual o Brasil está engrenado. “O crescimento do país não é mais uma expectativa e sim uma realidade. As seguradoras têm um papel importante na manutenção deste circulo virtuoso que se criou“, disse Joaquim Levy, secretario de Finanças do Rio de Janeiro, em sua palestra de abertura do II Brazilian Reinsurance Conference, realizado no Rio de Janeiro entre os dias 4 e 5 de março.

O evento, promovido pela revista britânica Reactions e que teve como principais patrocinadores o grupo francês Scor e o IRB Brasil Re, debateu os desafios e oportunidades da indústria de seguros no Brasil. Tanto um quanto outro são enormes. De um lado, um setor que vem crescendo a taxas de dois dígitos desde 1994, com a estabilização da moeda brasileira. Em 2009, as seguradoras faturaram quase R$ 100 bilhões.

O Brasil é um forte candidato a galgar cinco posições no ranking mundial das maiores economias do mundo. Isto quer dizer que haverá negócios para todos os segmentos da indústria de seguros, desde seguros de R$ 2 para ofertar a uma nova classe de consumidores que se consolida com o crescimento da economia brasileira até garantias para assegurar que os milionários contratos que serão assinados para viabilizar a realização dos dois jogos esportivos mundiais, a Copa Mundial em 2014 e as Olimpíadas em 2016.

Jacques Bergmann, ex-executivo do Itaú na área de grandes riscos e que há quase um ano aguarda a autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para oficializar a atuação da seguradora canadense FairFax no Brasil, prevê que entre 2010 e 2014 os prêmios dos seguros de garantia de contratos e de riscos de engenharia deverão somar R$ 9 bilhões. Hoje as duas carteiras somam menos de R$ 500 milhões.

Prêmios de R$ 9 bi em garantia e riscos de engenharia

“Se levarmos em conta os mais de 200 programas de investimentos estimados com investimentos acima de US$ 200 bilhões já em andamento no Brasil, os prêmios deste dois seguros, presentes em praticamente todos as obras de infraestrutura, representam R$ 3 bilhões. Além dos investimentos já anunciados, muitos outros virão para sustentar o crescimento do Brasil e preparar todos os setores para a demanda da Copa e Olimpíadas”, argumenta o executivo.
Além dos jogos esportivos, Pierre Ozendo, presidente e CEO da Swiss Re América, cita a importância da agricultura brasileira, um mercado ainda incipiente para seguro e resseguro e com grande demanda, os investimentos necessários em energia para suportar o crescimento.

Segundo previsões da segunda maior resseguradora do mundo, os preços das commodities e de alimentos ficarão elevados nos próximos anos, favorecendo o Brasil, tido como a quinta maior economia do mundo em 2050 e o terceiro maior em vendas de automóveis em 2025, atrás da China e Estados Unidos. “Este cenário traz um panorama muito positivo para o crescimento da indústria de seguros e resseguros brasileira”, disse em sua palestra.

Com tais números, o otimismo é uma realidade. Mas os desafios também são, principalmente se considerarmos que este mercado sofre hoje da asfixia que monopólios criam a uma economia. Durante 69 anos as seguradoras conviveram com apenas um ressegurador, o IRB Brasil Re, único autorizado a fazer resseguro, popularmente conhecido como o seguro das seguradoras.

Todos estão animados com a abertura, até mesmo o IRB Brasil Re. Nos dois primeiros anos de mercado, que se completam em abril, o IRB ainda detém quase 80% dos negócios. “É notável que o Brasil já tem quase 70 empresas de resseguros atuando em dois anos de abertura”, diz Joaquim Levy. Cingapura, por exemplo, demorou quase seis anos para ter o número de sindicatos do Lloyd’s of London que o Brasil atraiu em dois anos.

“Estas empresas já movimentam prêmios de R$ 500 milhões e o IRB Brasil Re tem se adaptado ao mercado aberto”, acrescenta Levy. Tanto se adaptada que se prepara para expandir suas operações para a América Latina e também operar com mais força no seguro garantia, ramo que tinha pouco apetite na época do mercado fechado.

Mas se depender dos concorrentes, o market share do IRB vai se reduzido. “Só estamos aqui porque acreditássemos na queda da participação do IRB”, disse Mark Byrne, presidente e fundador da Flagstone Re. Benjamin Gentsch, CEO da Scor Global Property & Casualty, reconhece que a participação do IRB é elevada após dois anos de abertura. “Mas é preciso ressaltar que o mercado não é totalmente aberto e isso justifica a eleva participação”.

Durante os dois primeiros anos de abertura, os resseguradores locais, onde se encaixa o IRB, tiveram o direito da oferta preferencial de 60%. A partir de janeiro, o percentual foi reduzido para 40%. “Isso vai mudar e vamos desenvolver um mercado aberto. A Scor quer otimizar os ramos que são atraentes. Há carteiras muito expostas e que necessariamente não se encaixam no nosso foco de negócios”, acrescenta o executivo da Scor.

IRB mantém a preferência mesmo com abertura

O IRB, que há anos vem se preparando para o mercado aberto, reage a críticas com um tom de parceria. “Estamos motivados e com grande expectativa no curto e médio prazo. Há muitos investimentos programados para acontecer e eles vão precisar de todo o mercado. Há negócios para todos no Brasil”, diz Rogério Acquarone, diretor do IRB.

As seguradoras, por sua vez, correm contra o tempo. João Carlos Botelho, responsável por resseguro no Itaú Unibanco, afirma que as seguradoras demoraram a se preparar para um mercado aberto de resseguro porque não acreditavam que a abertura realmente aconteceria. “Foram tantos anos de discussão, que era difícil acreditar que ela fosse concretizada”.

“Como seguradora esperamos uma contribuição mais profunda e intensa dos resseguradores, que hoje oferecem capacidade. Precisamos, no entanto, de novos produtos e que eles tragam experiência para as seguradoras”, afirmou Akira Harashima, presidente da Tokio Marine.

A vingança do underwriter

A quebra de paradigmas e das mudanças internas dentro das seguradoras é uma realidade no dia-a-dia. Elas investem em tecnologia para ter um banco de dados capaz de ajudar na precificação do contrato de seguro. “Eu diria que é a vingança dos underwriters”, brincou o presidente da Generali, Frederico Baroglio. Ele se refere a mudança de padrão de prioridades no fechamento de contratos, sendo hoje o cálculo técnico mais importante do que o aspecto comercial. Este profissional é importante, pois assim como há grandes contratos para serem segurados, há grandes sinistros para serem pagos caso as contas não sejam bem feitas.

Em razão dos atuários terem sido ignorados durante os anos de monopólio, uma vez que o preço do resseguro era determinado pelo IRB, há uma grande carência de profissionais que façam subscrição de riscos, executivos conhecidos como underwriting. “Nem mais roubar funcionários da concorrência atende a necessidade que temos no mercado. Precisamos preparar nossas equipes para estarem aptas a encarar os desafios do setor nos próximos anos”, afirma Antonio Trindade, executivo do Itaú Unibanco responsável por grandes riscos.

Além dos profissionais, o monopólio podou a criativadade das seguradoras em relação a produtos, uma vez que as apólices eram desenhadas pelo IRB para todo o mercado. Agora é preciso oferecer ao cliente contratos e serviços diferenciados. “Criamos mais de 20 novos produtos neste último”, disse Luis Maurette, presidente da Liberty Seguros, em sua fala no painel onde CEOs de seguradoras analisaram os dois anos de abertura do resseguro. Além dos produtos, a Liberty diversificou a operação, trazendo para o Brasil a subsidiária de gestão de grandes riscos do grupo Liberty Mutual, a Liberty Internacional Underwrinting (LIU).

Marcos Couto, presidente da ACE, aproveitou o momento para ressaltar a importância do cliente. “Neste evento estamos falando nós para nós mesmos. Precisamos envolver o cliente na discussão. Fazer mais evento com o segurado”, reforçou.

Cliente quer ser ouvido pelo setor

A única empresa compradora de seguro com direito a proferir palestra no evento foi Marcos Mendonça de Mello, coordenador de seguros da AES Brasil Company. E ele fez questão de dizer que a parceria entre cliente, seguradora, ressegurador e corretor é prioritária. “Quem conhece o risco é o segurado. Com certeza nós podemos desenvolver juntos soluções para o mercado”, afirmou.

Muitos clientes queixam-se dos preços elevados e da falta de apetite das seguradoras pelo risco. No próximo dia 15, a Petrobrás vai receber as propostas das seguradoras para três apólices de seguros, com riscos avaliados em mais de US$ 50 bilhões e prêmios acima de US$ 25 milhões. “Espero uma boa redução de preço e ampla cobertura, afinal o mercado internacional de seguros está num momento muito favorável”, comentou Luiz Octavio, gerente de risco da Petrobras.

Algumas seguradoras deixaram de operar com grandes riscos. De um lado este fato reduziu a oferta. Umas ficaram temerosas do risco de crédito de resseguradores com a crise financeira, uma vez que na ocorrência de um acidente a seguradora é responsável por pagar a indenização, mesmo se o ressegurador não honrar o contrato. Outras em razão de uma nova estratégia de atuação que privilegia mais os seguros massificados do que grandes riscos.

“Por outro lado, esta realidade acirrou a competição entre as seguradoras especializadas internacionais, como Liberty, ACE, Allianz, Mapfre entre outras”, afirma Paulo Pereira, presidente da Associação dos Resseguradores (Aber) e da Transatlantic Re. Para ele, o que há na verdade é risco mal taxado.

Ou seja, alguns clientes não apresentam informações suficientes para o calculo do risco ou tem um histórico ruim. Como conseqüência, o preço do seguro sobe e as coberturas ficam reduzidas. Alguns sequer encontram ofertas no mercado, como é o caso da CSN, que há mais de dois anos está sem seguro e conta com um reserva para fazer frente a perdas inesperadas. A Celesc também enfrenta dificuldades, com várias licitações já realizadas sem o comparecimento de seguradoras com ofertas.

“Dos dez maiores resseguradores do mundo, nove estão no Brasil, que representa apenas 1% do mercado mundial de resseguros”, informa Pereira. E vai além: “Estes números mostram que quem está encontrando dificuldade de comprar resseguro é quem tem um risco ruim, inadequado ou quer um preço que não condiz com a análise de risco exigida pelo mercado internacional”.

Resseguro da Transnordestina fechado em uma semana

Outros riscos, no entanto, são disputados a tapa e com isso o preço fica competitivo. Rodrigo Protássio, da corretora de resseguros JLT, disse que em uma semana conseguiu fechar o resseguro de riscos de engenharia da rodovia Transnordestina, com mais de R$ 5 bilhões em investimentos. “Fizemos uma análise de risco tão detalhada que o primeiro ressegurador que ofertamos ficou com toda a cobertura”, disse. O contrato foi fechado com a seguradora Mafpre e com a resseguradora alemã Munich Re.

Como bem definiu o secretário de finanças do Rio de Janeiro, Joaquim Levy, a recente catástrofe que aconteceu no Chile mostra a importância do seguro na reconstrução do país. As indenizações, estimadas em US$ 8 bilhões, serão pagas pelas seguradoras aos clientes que tiveram perdas com terremoto e tsunamis que devastaram o país no início de março, causando mais de 800 mortes.

Apesar de o Brasil contabilizar um pequeno número de catástrofes, elas não são mais um item ignorado dos clientes, investidores e governo. “A crise financeira mostrou que ninguém está inume de riscos, sejam eles criados pelo homem ou pela natureza”, comentou Levy. Diante de um cenário de incertezas, a demanda pelo seguro cresce e isto faz com que as apostas neste mercado sejam animadoras.

 

 

Allianz está pronta para 2010, diz Max Thiermann

Por Denise Bueno em 25/10/2009

images22010 promete ser um ano e tanto para a indústria de seguros. E a Allianz já está pronta para surfar a onda do crescimento do Brasil, considerado por economistas e investidores como o lugar para se estar investido nos próximos anos. “Para 2010, as oportunidades acontecerão em diversos ramos, desde o automóvel até o grande risco”, diz Max Thiermann, presidente da Allianz (foto).

Segundo o executivo, o mercado de seguros tem passado por grandes transformações, desde as proporcionadas pelo crescimento do País até mesmo por sediar mundiais como a Copa 2014 e Olimpíadas 2016. Aliada a este cenário, a indústria de seguros tem vivido um forte movimento de fusões e aquisições, concentrando ainda mais o setor. “É natural que os principais atores do setor estejam realinhando-se. Existem seguradoras que atuam e têm interesse nos dois segmentos, pessoas e bens patrimoniais, como é o caso da Allianz Seguros”, diz.

Em automóvel, segundo Thiermann, a carteira da Allianz tem apresentado crescimento bem acima da média de 12% do mercado. “Até setembro, registramos alta de 32%, principalmente devido à expansão das vendas em regiões como Nordeste, Sul e Centro-Oeste. Além disso, permanecemos entre as líderes em Minas Gerais. Nossa expectativa é de encerrar 2009 nesse mesmo patamar”, informa.

A Allianz manterá a estratégia de ampliar a participação regionalmente em 2010. Em seguro rural, um nicho de mercado que a Allianz tem priorizado, o alvo será oferecer soluções completas de seguros para os pequenos produtores. A carteira de Saúde dará foco aos seguros para micro, pequenas e médias empresas.

Como a atividade seguradora permeia todos os setores da economia, diz, o desenvolvimento do nosso mercado será intenso com o Mundial de 2014 e com os jogos olímpicos no Rio de Janeiro em 2016. Para a Copa, já anunciaram que a grande maioria dos investimentos será destinada para infraestrutura, que consumirá recursos entre R$ 80 bilhões e R$ 100 bilhões. Vale destacar as obras que se destinam à mobilidade urbana (metrôs, corredores de ônibus, estacionamentos, entre outros), assim como a melhoria e ampliação das malhas viária, ferroviária e aérea, além da expansão da rede hoteleira.

A área de grandes riscos, segundo ele, está mais do que preparada para conquistar os seguros provenientes das obras de infraestrutura que serão necessárias para garantir a realização da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. “A reativação da economia e as obras do PAC também vão aquecer o mercado de grandes riscos. Produtos novos estão sendo estruturados por nossa seguradora para serem lançados no próximo ano”, afirma.

No entanto, o presidente da Allianz lembra que é importante dizer que os seguros que serão demandados para esses dois eventos esportivos não surgem às vésperas. Grande parte terá de estar praticamente pronto até 2013, quando acontece a Copa das Confederações. Diferentemente de outras obras, que têm um deadline flexível, a Copa e as Olimpíadas têm data mercada.

O seguro entra em ação já na etapa das licitações, pois para participar destas é necessário o Garantia do Licitante para os licitados, que cobre cerca de 10% a 20% do valor a ser contratado. Neste momento, as apólices mais demandadas são as conhecidas como Advanced Loss of Profit (Alop), para cobrir a perda de lucros esperados, caso haja atraso na obra em razão de dano material, também serão muito importantes para o mercado.

Outras modalidades do seguro garantia, como o de execução da obra, também farão parte das primeiras levas de investimentos para os eventos. Vários outros segmentos do setor de seguros serão beneficiados, tais como riscos de engenharia, no qual a Allianz é uma das líderes nacionais e líder internacional; responsabilidade civil e riscos operacionais, que abrange a operação portos, aeroportos, fábricas, usinas, entre outros. O seguro de entretenimento, que dá cobertura aos jogos e demais eventos paralelos que venham a ocorrer para aproveitar o intenso fluxo de turistas que o Brasil receberá também é um importante contrato para a indústria de seguros e para os organizadores.

Mudanças Climáticas - As mudanças climáticas também permanecerão no foco do grupo em 2010. O Grupo Allianz continua sua parceria com a Organização Não Governamental (ONG). “Nosso acordo com a WWF envolve a realização de novas pesquisas que serão compartilhadas com a sociedade”, garante Thiermann. Além disso, acrescenta, o grupo mantém sua política de reduzir suas próprias emissões de CO2 em 20% até 2012 e de investir € 500 milhões em projetos de sustentabilidade até o fim de 2010.

Até 2009, mais de € 350 milhões já foram investidos. No Brasil, o grupo tem promovido ações para estimular corretores e clientes a substituírem kit impresso e enviado pelo correio pelo Kit 100% digital, que envolve apólice e anexos. “Vamos dar continuidade à nossa política de disseminação do conhecimento por meio do patrocínio a pesquisas, realização de workshops, prêmio de jornalismo e do portal Allianz Knowledge Brasil, que traz amplo conteúdo sobre clima, Energia e CO2 e Segurança Automotiva.”

 

 

Liberty Syndicates desembarca no Brasil com a proposta de facilitar a contratação de resseguro

Por Denise Bueno em 22/10/2009

images8“Deus é realmente brasileiro”, disse ontem Nick Metcalf, CEO mundial da Liberty Syndicates, durante coquetel de lançamento das operações do grupo no Brasil. “Além de todos os indicadores econômicos positivos, com projeção de crescimento de 5% do PIB – muito acima do projetado por países da Europa e Estados Unidos — uma população de quase 200 milhões de habitantes, ser um grande fornecedor da China, o país ainda foi escolhido para sediar a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016. São razões de sobra para investirmos no Brasil”, disse a uma refinada plateia composta pelos principais executivos de seguradoras e corretores com operações no Brasil.

Segundo Metcalf, a Liberty Syndicates chega ao Brasil e na América Latina trazendo a experiência acumulada pelo Lloyd’s nos últimos três séculos de história. “Vamos agregar valor ao mercado para que as seguradoras possam ofertar apólices de seguros diferenciadas e por um custo acessível aos seus clientes”, diz o executivo, que veio ao Brasil para o lançamento da operação.

Este é o terceiro anúncio do Grupo Liberty Mutual, um dos maiores grupos seguradores dos EUA, no Brasil nos últimos 18 meses, considerando a compra da seguradora Indiana e a entrada da Liberty International Underwriters (LIU) em fevereiro deste ano. O sindicato 4472 foi criado a partir da fusão de dois sindicatos no Lloyd’s, sendo o primeiro estabelecido no mercado londrino de seguros em 1994. Em 2008, o sindicato movimentou prêmios de (libras) 950,9 milhões e obteve lucro líquido de (libras) 131 milhões.

O início da operação da resseguradora Liberty Syndicates, um dos maiores entre os 75 sindicatos de 200 países que atuam dentro do Lloyd’s of London, principal mercado de resseguros do mundo, veio agregar valor às seguradoras e corretores neste momento em que a abertura do resseguro do Brasil ainda caminha entre erros e acertos, como mostra a concentração de 80% dos negócios ainda com o IRB BRasil Re, que deteve o monopólio de resseguros por 69 anos, mesmo com a presença de quase 70 resseguradores no País desde a abertura em abril de 2008.

Segundo Florian Kummer, gerente geral para a América Latina da nova companhia, a operação tem o objetivo de facilitar o dia a dia das seguradoras e dos brokers de resseguro e ampliar a oferta de capacidade de resseguros no mercado. “Nossa atuação será independente da Liberty Seguros. Vamos atender todas as seguradoras e brokers de resseguro do mercado brasileiro e latino-americano”, diz, ressaltando a rapidez do grupo na respostas as cotações. “Não fazemos todos os riscos, mas garanto que faremos o melhor nos nossos nichos de atuação e daremos uma resposta rápida.”

Com dois escritórios no Brasil, um em São Paulo e outro dentro das dependências da sede do Lloyd’s no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, a Liberty Syndicates administrará a operação na América Latina. A presença do grupo no Brasil e na América Latina se deve ao significativo crescimento da economia da região, que vai gerar uma forte demanda das empresas para protegerem seus patrimônios dos mais diversos riscos.

“Quanto mais a economia se desenvolve, mais bens há para se proteger. E ninguém quer se arriscar a perder negócios seja por danos materiais, pelas mudanças climáticas ou por riscos financeiros em um mercado globalizado”, exemplifica o executivo.

Dentro da filosofia do Lloyd’s, de expandir a operação de Londres para outros países, com contratos nas línguas nativas, o papel da Liberty Syndicates vai além da oferta de capacidade. “Somos um parceiro participativo dos brokers de resseguros e das seguradoras. Nossa proposta é estruturar e cotar os riscos que as companhias de seguros assumem de seus clientes, agregando valor em toda a cadeia de negócios, com contratos adaptados aos riscos do País e na língua portuguesa”, diz.

Segundo Marco Castro, representante do Lloyd’s no Brasil, o escritório local do mercado londrino já conta com cinco empresas. “Isto é um case de sucesso. Para se ter uma idéia, na Ásia temos 15 sindicatos nos dez anos de atuação naquele mercado”, disse durante o coquetel. A Liberty Syndicates tem dois escritórios em Londres e está presente também em Cologne (Alemanha), Madri (Espanha), Paris (França).

A Liberty Syndicates traz ao Brasil quatro divisões de negócios e coloca a disposição das seguradoras brasileiras farta capacidade de subscrição, com diferentes valores para as diversas linhas de negócios. “Além da vantagem do capital, a nossa equipe de regulação de sinistros é uma das mais respeitadas do Lloyd’s, o que nos permite ter parcerias duradouras com nossos parceiros e de sermos classificados pelo rating do mais tradicional mercado de seguros do mundo”, afirma Kummer.

Em resseguros, a Liberty Syndicates oferece contratos de resseguros e colocações de resseguros facultativos para danos a propriedade, crédito comercial, marítimo, terrorismo e acidentes pessoais, entre outras linhas de negócios.

A divisão de Linhas Contingentes, outra frente da operação, traz uma classe de negócios especializada na proteção contra riscos incomuns e complexos, uma das características do Lloyd’s. Um exemplo da especialização proporcionada por este produto é garantir a emissão de apólices que asseguram possíveis perdas em transações financeiras internacionais por mudanças políticas ou distúrbios sociais.

A linha para riscos marítimos traz como diferencial a especialização dos profissionais do grupo espalhados nos principais países envolvidos no comercio internacional. “Nossos subscritores são especializados em seguro marítimo de frotas mundiais de navios, facilitando a atuação das empresas no comércio mundial considerando-se as especificidades de cada mercado, inclusive de riscos de terrorismo”, diz.

A oferta de resseguro facultativo de riscos patrimoniais considera a segmentação dos riscos das seguradoras. Os especialistas da Liberty Syndicates estão habilitados para mensurar o comportamento das carteiras em diferentes nichos de negócios. “Com uma análise correta dos riscos a que estão expostas é possível cobrar um preço justo e ter as coberturas que realmente são necessárias aos clientes brasileiros por um preço mais justo”, explica Fernando Paes, executivo da empresa.

 

 

Copa e Olimpíada vão render gordos contratos*

Por Denise Bueno em 22/10/2009

*Matéria feita com exclusividade para o especial de Seguros do Jornal Valor Econômico, que circulou no dia 19 de outubro, Dia dos Securitários

Copa 2014. Olimpíada 2016. Bilhões em investimentos potenciais. Investidores em busca de proteção para os riscos inerentes aos contratos milionários. É um cenário apetitoso. Mas como todo setor que vive de lucros, as seguradoras apostam onde têm quase certeza de que sairão vencedoras. E isso vale desde as apólices que custam alguns reais como para o seguro incluído no ingresso para garantir despesas médicas hospitalares em caso de acidentes dentro do estádio. Ou mesmo planos que custam alguns milhões para garantir desde o projeto até a operação do trem bala no trajeto Rio de Janeiro a São Paulo, orçado em mais de R$ 20 bilhões.

A Fifa, por exemplo, um dos principais clientes das seguradoras no mundo, negociou coberturas para proteger-se de eventuais prejuízos com o investimento na Copa da África do Sul durante meses. As seguradoras só aceitaram fazer o seguro depois de realmente comprovado que o país conseguiria fazer as reformas necessárias para o mundial dentro do cronograma estabelecido. Mesmo assim, o contrato tem coberturas limitadas, exclusões e custou caro. O prejuízo gerado pela greve dos funcionários do setor de construção civil em agosto, por exemplo, consta das exclusões previstas.

“Ter os Jogos Olímpicos, com investimentos previstos na casa dos R$ 90 bilhões, e que certamente precisarão de seguros, é uma notícia e tanto para as seguradoras”, comemora Patrick Larragoiti, presidente da SulAmérica. Além de se preparar para conquistar os grandes contratos, a seguradora está desenvolvendo novos produtos e serviços. “Estamos criando coberturas interessantes para os estrangeiros que virão para o Brasil, como assistência 24 horas”, acrescenta.

A Bradesco também já começou a investir em produtos. Segundo Carlos Eduardo Corrêa do Lago, diretor gerente da Bradesco Auto/RE, o grupo criou um comitê responsável por estudar a experiência de outros países com a realização de mundiais e já prepara produtos específicos para as necessidades dos participantes.

Assim como as seguradoras já começaram a desenvolver produtos, os segurados devem pensar o quanto antes no assunto. A primeira dica dos corretores de seguros acostumados com a cobertura de grandes eventos é antecedência. Para a realização da última Olimpíada, realizada no ano passado na China, a seguradora PICC Property and Casuality Company Limited (PICC P&C), a maior seguradora estatal de ramos elementares do país sede, fechou o primeiro acordo em 2005. Ou seja, três anos antes da abertura oficial do evento.

O comitê organizador da Olimpíada em Londres, em 2012, por exemplo, contratou a corretora inglesa JLT em 2006 para mapear os riscos envolvidos na realização do mundial. “A indústria de seguros é uma importante peça dentro de eventos dessa grandeza, uma vez que ajuda a prever riscos e sugere formas de mitigá-los.

A antecedência é a senha para obter preços melhores, assim como as franquias devem ser vistas com muita atenção, pois são uma ferramenta importante para se compatibilizar necessidades de coberturas com os orçamentos disponíveis”, diz Marcio Correia, da Miller Insurance, corretora responsável pela colocação do seguro dos Jogos Panamericanos realizados no Brasil em 2007.

O segundo conselho é fazer um raio X dos riscos envolvidos nos investimentos. “Fazer o mapeamento possibilita mitigar e gerenciar os riscos e assim saber decidir o que é mais vantajoso assumir, ter garantias ou transferir para as seguradoras”, diz Fernando Pereira, vice-presidente da Aon Risk Services, uma das maiores corretoras de seguros do mundo.

Há muitos riscos envolvidos nos grandes contratos, principalmente nos de infraestrutura. “Temos de levantar prejuízos que podem ser causados pela realização do evento, desde a parte ambiental, o relacionamento com o público, o nível de contrato que terá com prestador de serviço”, cita Marcelo Elias, diretor da Marsh McLenann, que disputa com a Aon cada milímetro do mercado mundial de corretagem e consultoria em seguros. A partir dessa etapa é que o investidor fará uma concorrência para contratar uma seguradora para fazer a administração e gestão do programa de seguros.

Geralmente o valor investido em seguros em grandes contratos gira em torno de 0,5% e 1% do valor da importância segurada. Essa é uma mera média do mercado, pois contratos como esses são feitos sob medida e não existe um igual ao outro. Tudo dependerá do risco, da disposição e do capital dos resseguradores em assumir riscos.

Estudos prévios usados por gestores públicos e privados, ligados aos eventos, apontam para valores entre RS$ 60 bilhões e R$ 110 bilhões, especialmente na área de infraestrutura, sem considerar gastos na construção e modernização de estádios para a Copa 2014 e outros R$ 30 bilhões para a Olimpíada no Rio de Janeiro.

Além desses investimentos, a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) avalia investimentos em nove áreas: mobilidade urbana, como investimentos em metrôs, corredores de ônibus e estacionamentos, portos, aeroportos, telecomunicações, energia, saneamento básico, rede hospitalar, rede hoteleira e segurança. Como nenhum aeroporto do país está pronto para receber os 500 mil turistas esperados para o evento, segundo cálculos do Ministério do Turismo, há necessidade de uma participação maciça da iniciativa privada na ampliação de terminais e construção de novos aeroportos.

Como o Brasil vai virar um canteiro de obras, as primeiras apólices a serem cotadas são as que dão garantia que os contratos serão cumpridos e também as de risco de engenharia, assegurando prejuízos causados durante a execução das obras. Alexandre Malucelli, vice-presidente da seguradora JMalucelli, líder do mercado de seguro garantia, diz que os Jogos Olímpicos terão, isoladamente, condições de ampliar em 70% o volume de receitas geradas por apólices desse tipo.

“Uma realização como a Copa do Mundo provoca impactos em toda a comunidade onde é sediada, com reflexos de curto, médio e longo prazos”, diz Virgil de Souza, diretor da área de garantia da Liberty International Underwriters (LIU), divisão de grandes riscos do grupo Liberty Mutual, empresa que participa da Olimpíada de Londres 2012.

Além dos seguros envolvidos nos contratos privados, há várias apólices de seguros que são exigidas pelos organizadores. Entre as principais coberturas estão as de responsabilidade civil para indenizar terceiros prejudicados com a realização do evento, seja por produtos, profissionais tercerizados ou funcionários, montagem e desmontagem de estruturas e equipamentos. Estão cobertos riscos por contaminação de alimentos, direitos autorais, segurança e serviços médicos, bem como cobertura de acidentes pessoais para os atletas previstos na participação do evento.

Uma apólice importante é a da não realização do evento, conhecida como “no show”. Se os espectadores de algum dos jogos, por exemplo, ficarem impossibilitados de chegar ao local ou os jogadores ficarem impedidos de jogar, os custos da promotora com a devolução do valor do ingresso ou de agendamento de uma nova data, corre por conta do seguro.

 

 

Base avançada*

Por Denise Bueno em 22/10/2009

*Matéria feita com exclusividade para o especial Seguros do Jornal Valor Econômico, que circulou dia 19 de outubro, Dia dos Securitários

A indústria brasileira atravessa uma fase movimentadíssima, com notícias de grande importância aparecendo regularmente nas últimas semanas. Na última, por exemplo, o Banco do Brasil anunciou interesse em comprar participação no IRB Brasil Re, ressegurador local e estratégico para todas as seguradoras do mercado.

Na semana anterior já havia anunciado parceria com a Mapfre na área de bens patrimoniais como automóvel, residência, empresas, rural, além de vida. Em agosto, Itaú Unibanco e Porto Seguro anunciaram a criação da Porto Seguro Itaú Unibanco Participações (Psiupar), considerado o negócio da década no setor.

“As circunstâncias são extremamente favoráveis para que o país concretize o tão sonhado Brasil do futuro”, diz o presidente da CNSeg, João Elísio Ferraz de Campos. O vento sopra a favor. Os fundamentos sólidos da economia são a base sem a qual o país não teria enfrentado a crise financeira internacional de forma tão positiva, dizem os analistas.

Não bastassem todas essas novidades, os executivos das seguradoras tiveram de correr para refazer as estratégias de 2010, uma vez que o Brasil será o anfitrião da Olimpíada em 2016 e da Copa do Mundo em 2014.

“Tantos investimentos vão gerar empregos e, com certeza, precisarão de proteção de seguros. Um ambiente propício para o crescimento das seguradoras”, comemora Patrick Larragoiti, presidente da SulAmérica.

Apesar do desafio de recuperar a receita perdida com o fim da parceria com o Banco do Brasil na Brasilveículos, Larragoiti está otimista com 2010. “Temos muitas oportunidades de negócios no Brasil a partir de agora.”

As seguradoras viram cair vários obstáculos que travavam o crescimento do setor, como a falta de renda da população, normas antiquadas, produtos ineficientes e caros e profissionais limitados pelas amarras do monopólio de resseguro (o seguro da seguradora).

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) se empenha em modernizar o arcabouço regulatório do setor. Mais de mil normas foram editadas nos últimos cinco anos, desde a obrigatoriedade de criar códigos de ética para os profissionais até a implementação da primeira etapa das normas de Solvência II, semelhante ao acordo da Basileia seguido pelos bancos em todo o mundo. “Esse esforço valeu a pena. As seguradoras brasileiras passaram praticamente ilesas nesta crise”, diz Armando Vergílio, titular da Susep.

Segundo ele, as companhias estão sólidas e capitalizadas para fazer frente ao crescimento esperado para o setor. Hoje, oferecem produtos diferenciados, com coberturas mais adequadas às necessidades do consumidor, contratos claros e preços acessíveis. Como prêmio pelos investimentos feitos na governança corporativa, deixaram de aparecer no ranking de reclamações dos órgãos de defesa do consumidor.

Projeções da autarquia e também das empresas sinalizam que o faturamento do setor crescerá 10% em 2009, para R$ 100 bilhões. Um resultado e tanto considerando que o PIB do país pode crescer 1%, se tanto, segundo as projeções divulgadas até outubro. Para 2010, as expectativas são de vendas 20% maiores diante de um PIB que poderá evoluir 5%.

O presidente do conselho de administração da Mongeral Aegon, Nilton Molina, acredita que, em uma década, o setor poderá responder por até 6% do PIB brasileiro, dobrando sua participação atual.

Para Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência, os produtos de acumulação de recursos, como o VGBL, continuam impulsionando o crescimento do setor. “Mas os seguros de bens também apresentarão desempenho robusto, uma vez que a população hoje tem mais bens para segurar.” O seguro prestamista, que garante o pagamento da dívida em caso de morte do tomador, e os seguros de grandes riscos, em razão dos projetos de infraestrutura, também estão entre as vedetes do setor para 2010.

A crise mundial, além de aumentar a percepção da população aos riscos a que todos estão expostos e estimular as vendas, chamou a atenção dos bancos para o setor. Com a necessidade de recuperar a rentabilidade perdida com a queda dos juros, muitos banqueiros perceberam que o Brasil exibia uma indústria de seguro sólida e rentável, com produtos modernos e com grande potencial de crescimento. Resultado: os quatro maiores bancos - Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander - partiram para uma acirrada disputa na venda de seguros.

O que deixou os corretores e as seguradoras independentes atordoados. “A liderança está com quem negocia através do corretor de seguros, como Porto Seguro e Bradesco. O BB é outro que promete ter o corretor como parceiro. Vamos ver”, avalia Leôncio Arruda, presidente do maior sindicato de corretores de seguros, o Sincor, do Estado de São Paulo.

Bradesco e Santander apostam no setor há tempos. “Estamos bem preparados para o crescimento da economia, que beneficiará muito a atividade seguradora”, diz o executivo da Bradesco, líder do ranking de rentabilidade do setor e que participa com 30% do lucro do banco.

O Santander também vem há tempos desenvolvendo parcerias. Tanto que a seguradora do grupo passou de um market share de 1% em 2005 para 3% em 2008, diz Gilberto Abreu, responsável pela área de seguros dentro do banco espanhol que acaba de fazer a maior captação da história do mercado de ações do Brasil.

Sem poder falar de perspectivas futuras em razão do período de silêncio exigido após um IPO, o executivo diz que os R$ 14 bilhões captados estão previstos para as operações de crédito. “Nossa vantagem é trabalhar com três seguradoras na venda de seguro de carro (SulAmérica, Marítima e Tokio Marine), cada uma com duas opções de produtos.”

 

 

ACE disputa contratos da Copa 2014

Por Denise Bueno em 01/09/2009

capkirdvcak648w1caztq66hcamzg10jcab082xfcaqfuk0aca7r0upqcaphv4lbcaxoyjdmca8zm9xpcaqjit3gcayh18psca8bgqsccajp002scar1jf8cca93f4q6cajb5tarca4kumfqcas7m4e0A realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 tem movimentado a indústria de seguros local. Segundo projeções de executivos do mercado, com investimentos previstos em mais de R$ 100 bilhões em obras de infraestrutura, que podem gerar algo próximo de R$ 1 bilhão em prêmios de seguros, as seguradoras treinam suas equipes de vendas para conscientizar os investidores da existência do seguro como um mitigador de riscos.

Entre elas, a ACE, com faturamento global superior a US$ 19 bilhões, busca se posicionar para abocanhar parte dos seguros do mundial. “A ACE está presente em 50 países e com negócios em 140 nações. Nessas condições, a empresa está continuamente envolvida com seguros e resseguros de grandes eventos”, diz Marcos Couto, presidente do grupo no Brasil.

No Brasil, por exemplo, ela foi responsável pela proteção securitária do histórico show dos Rolling Stones na praia de Copacabana, que reuniu mais de um milhão de pessoas em um acontecimento que considerou uma ampla variedade de riscos. Alguns shows memoráveis que lotaram estádios brasileiros tais como os do U2, Banda RDB e outros também contaram com a proteção da ACE. Da mesma forma, o carnaval do sambódromo de São Paulo diversas vezes contratou o seguro da companhia. Veja a seguir a entrevista:

Sonho Seguro: Como a ACE esta se preparando para atender a demanda de seguro para a Copa de 2014?
Marcos Couto - A ACE espera ter uma grande participação nos investimentos que serão realizados ao longo dos próximos anos para a realização da Copa. Estamos planejando junto com nossos escritorios regionais uma estratégia para atender as diversas demandas que surgirão em vários segmentos de seguros, entre eles os Riscos de Engenharia, Garantia e Responsabilidade Civil, entre outros.

SS - Que tipo de produtos acredita que terá maior procura?
MC - Acreditamos que os Riscos de Engenharia e o Garantia e os de Responsabilidae Civil serão os mais disputados, pois estas modalidades de seguro estarão diretamente ligados aos investimentos que serão realizados tanto pela área pública com o privada. A alta movimentação de publico gerará também uma demanda por seguro viagens e assistências, além das necessidades proprias da rede hoteleira em estar protegida contra possiveis acontecimentos com seus hospedes, durante a realização do evento.

SS- Quais seguros o grupo tem interesse em oferecer para garantir a realização deste evento?
MC - Na área de garantia, poderemos oferecer os seguros de performance tradicionais e sabemos que a demanda principal se dará na área de construção. Entre os principais produtos a serem oferecidos são seguro garantia em suas quatro versões: licitante; executante; adiantamento de pagamento; e de perfeito funcionamento.

SS - Esses seguros serão comprados por qual tipos de empresas?
MC - Estes seguros podem ser oferecidos para construtoras, fornecedoras de equipamentos e prestadores de serviço, lembrando que para os dois últimos não possuímos as restrições que temos para construtoras . Normalmente os seguros de Garantia, como o proprio nome diz, estão muito ligados a fatores que visam garantir a execução de obras e sua entrega no prazo, e a consequente realização do evento.

SS - E quais outros seguros serão demandados com a Copa?
MC - Os seguros de Responsabilidade Civil também serão muito importantes devido a grande quantidade de obras, e transito de pessoas antes e durante a realização da Copa. Os principais produtos serão para os contrutores, para hoteis, por exemplo. Também acredito que haverá grande demanda pelo Responsabilidade Civil Profissional e Responsabilidade Civil Geral e outros seguros destinados ao público também serão oferecidos, como seguro viagem, Acidentes pessoais com assistencia etc.

SS - Em quais eventos mundiais o grupo ACE participou e com quais tipos de apólice?
MC - A ACE por ter atuação mundial certamente já participou de vários outros eventos de Grande porte a nível local e mundial, seja como seguradora ou ressseguradora, tais como Formula 1, grandes shows de renomados artistas, etc. e que geram uma movimentação grande de pessoas e investimentos, que por sua vez beram necessidades adicionais de seguros.

 

 

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