Regras podem gerar perda com investimento

Por Denise Bueno em 23/11/2010

42-21523153Segundo estudo divulgado pela Swiss Re, o desempenho dos investimentos transformou-se na principal preocupação de muitas seguradoras. As seguradoras investem cerca de US$ 23 trilhões em todo o mundo. Isso mesmo. Trilhões, o que faz delas o terceiro maior investidor institucional do planeta. São superadas pelos fundos de pensão e pelos fundos mútuos. O estudo “Investimentos de seguros em um ambiente global desafiador” alerta que, combinado com padrões regulamentares mais rígidos, um ambiente de rendimentos baixos poderia prejudicar o retorno dos investimentos das seguradoras, levando a lucros mais baixos para o setor e a prêmios mais elevados para os segurados.

Ou seja, a tendência é de que o seguro vai aumentar de preço. Isso também explica porque tantos investidores estão vindo para o Brasil, um país que tem uma das maiores taxas de juros do mundo para remunerar investimentos. No entanto, é preciso saber onde colocar o dinheiro, ainda mais quando ele pertence a terceiros, como é o caso de seguros e previdência.

Em seguros o compromisso é pagar uma indenização na ocorrência de um acidente,. Esse segmento responde por US$ 4 trilhões das aplicações financeiras. Já a previdência conta com a maior fatia, de US$ 19 trilhões, por acumular as reservas para a aposentadoria da população que busca no setor privado um complemento aos benefícios concedidos pelos governos.

As seguradoras tendem a investir de forma conservadora. David Laster, um dos autores do novo estudo sigma, comenta: “As empresas dos segmentos vida e não vida mantêm a maior parte de seus ativos em obrigações públicas e em obrigações privadas com elevada classificação de crédito. As empresas do segmento não vida detêm proporcionalmente mais recursos em caixa e ações, enquanto as do ramo vida possuem mais empréstimos e instrumentos de renda fixa e menos liquidez.”

A crise financeira criou um ambiente novo e desafiador para os gestores de investimentos das seguradoras para fazerem frente as obrigações assumidas. Em razão da crise, os rendimentos dos títulos públicos atingiram níveis historicamente baixos, que poderão persistir até que a economia global realmente se recupere. O grande desafio está em achar boas oportunidades de investimentos, que combinem boa rentabilidade e baixo risco. Segundo os executivos de private equity e venture capital que entrevistei recentemente, o Brasil está cheio de pequenas e medias empresas com grande potencial.

Segundo o estudo, as seguradoras não devem estar sujeitas a restrições excessivas em suas decisões de investimento, pois a diversificação proporciona diversos benefícios Normas contábeis e regulamentares mais rígidas bem como custos de capital mais elevados em alguns investimentos podem estimular as seguradoras a alocar uma maior parcela de seus ativos a títulos públicos no momento em que seus rendimentos forem extremamente baixos e os papéis soberanos deixarem de ser investimentos totalmente seguros.

Raymond Yeung, co-autor do estudo, declara: “Os rendimentos das obrigações de países considerados portos seguros, como a Alemanha e os EUA, estão em seus mínimos históricos e estão mais baixos ainda no Japão. A escalada da dívida nacional aumentou a vulnerabilidade financeira dos governos.” Ele acrescenta: “Fazendo algumas alocações a classes de ativos adicionais, como ações de mercados emergentes e imóveis, as seguradoras podem estruturar carteiras com retorno esperado maior, porém sem risco adicional. Quaisquer restrições desnecessárias a tais alocações podem comprometer o desempenho de seus investimentos bem como sua capacidade de atingir um perfil de risco/retorno que atenda melhor às necessidades dos segurados e acionistas.”

Para as seguradoras dos EUA, uma exigência de alocar metade de seus ativos a notas do Tesouro e metade a obrigações do Tesouro norte-americano teria levado a uma redução anual de 1,5% nos retornos entre 1991 e 2008. Laster afirma: “Se fosse aplicada aos USD 23 trilhões de ativos do setor segurador global, esta exigência custaria às seguradoras mais de USD 1 trilhão no período de três anos.”

Determinar que as seguradoras invistam amplamente em títulos públicos reduziria o retorno dos investimentos, pressionando as empresas de seguro do segmento vida e não vida a aumentar seus prêmios para manter sua rentabilidade. Yeung destaca: “Prêmios maiores afetariam adversamente os segurados, já que alguns consumidores e empresas reduziriam a cobertura ou a abandonariam totalmente.” Laster acrescenta: “Beneficiários de anuidades e pensões receberiam pagamentos menores e mais clientes optariam por outros investimentos, de maior risco, consequentemente deixando de se beneficiar da experiência obtida pelas seguradoras em matéria de investimentos.”

O relatório também salienta que a crise financeira alterou o comportamento de muitos gestores de ativos de seguradoras. Em primeiro lugar, muitas seguradoras estão gerindo seus investimentos com a consciência de que as crises ocorrem regularmente. Em segundo, o aumento da alocação a ações melhora o perfil geral de risco de algumas seguradoras com aplicações baixas ou negligenciáveis em tais títulos. Terceiro, em função das perspectivas sólidas para os mercados emergentes, as alocações a estes países estão aumentando. Quarto, as seguradoras preocupadas com a inflação estão atenuando tal risco com mais investimentos em commodities, imóveis e títulos atrelados à inflação. E, por último, as seguradoras estão recorrendo cada vez mais a gestores externos para gerir pelo menos uma parcela de suas carteiras.

 

 

Swiss Re dobra lucro no terceiro trimestre

Por Denise Bueno em 05/11/2010

stefan-lippeA Swiss Re obteve lucro líquido de US$ 618 milhões no terceiro trimestre deste ano, quase o dobro do resultado de US$ 314 milhões do mesmo período do ano passado. Um destaque do balanço da segunda maior resseguradora do mundo é o pagamento do empréstimo feito no auge da crise financeira de 2008. “Temos a satisfação de informar que a melhora na nossa posição de capital nos permitiu chegar a um acordo para reembolsar a Berkshire Hathaway sem ônus adicional por adiantar a data de pagamento”, comentou Stefan Lippe (foto), CEO da Swiss Re, em nota.

Segundo o comunicado, a Swiss Re irá contabilizar os encargos de juros e 20% de prêmio no quarto trimestre, ajustados ao câmbio. A variação nos lucros deverá ser de aproximadamente US$ 1 bilhão antes de impostos. Mesmo após efetuar o pagamento da liquidação, a Swiss Re ainda apresentará um excedente de capital significativo acima do nível ‘AA’.

O patrimônio líquido aumentou em US$ 2,4 bilhões para US$ 29,9 bilhões no terceiro trimestre de 2010. O retorno sobre o patrimônio para o terceiro trimestre foi de 9,5%, frente a 6,1% no período correspondente do ano anterior. O valor patrimonial por ação ordinária foi de US$ 79,65 no final de setembro de 2010, frente a US$ 72,51 no final de junho de 2010.

Os ramos elementares apresentaram uma receita operacional excelente de US$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre de 2010, comparado a US$ 900 milhões no terceiro trimestre de 2009. O índice combinado melhorou de 84,5% no período correspondente do ano passado para 76,4, apesar do terremoto na Nova Zelândia, que teve um impacto de US$ 160 milhões na receita operacional. O índice combinado para os primeiros nove meses de 2010 foi de 95,6%. O resultado do terceiro trimestre de 2010 beneficiou-se de incidências de catástrofes naturais abaixo da média, da continuidade do enfoque de subscrição disciplinado e uma inteligente gestão dos cliclos do negocio e do desenvolvimento positivo do ano anterior.

O ramo de Vida e Saúde apresentou uma receita operacional de US$ 119 milhões no terceiro trimestre de 2010, frente aos US$ 363 milhões no período correspondente do ano passado. A taxa de lucro aumentou para 93,3% no terceiro trimestre de 2010, frente aos 81,1% no mesmo trimestre de 2009. A variação deveu-se principalmente à ausência de ganho reconhecido no resultado do ano anterior, juntamente com o impacto de certas comutações.

A gestão de ativos contribuiu novamente com uma receita operacional vigorosa de US$ 1,2 bilhão para o terceiro trimestre de 2010, frente a US$ 697 milhões no terceiro trimestre de 2009. O retorno sobre o investimento anualizado foi de 2,8% no terceiro trimestre de 2010, frente a 1,6% no período correspondente do ano anterior.

Segundo a nota, isso ocorreu basicamente devido ao menor impacto de hedges e prejuízos, mas foi neutralizado em parte pelo impacto dos movimentos cambiais. O retorno sobre o investimento total anualizado foi de 10,6% no terceiro trimestre de 2010, frente a 14,3% no período correspondente do ano passado.

“Em vista do desafio representado pelo ambiente de taxas de juros baixas, a Swiss Re irá continuar a concentrar-se na subscrição de negócios lucrativos enquanto explora novas fontes de renda através de sua capacidade de inovação. A carteira de (res)seguro da empresa está bem posicionada”, afirma o comunicado. Stefan Lippe resume: “No início de 2009, estabelecemos uma série de compromissos visando recobrar a confiança na Swiss Re. Cumprimos nossas promessas e conseguimos reverter o desempenho da empresa. Agora estamos firmemente voltados para o futuro, implementando nossa estratégia e alavancando nossas principais capacidades.”

 

 

10% dos lares da classe AB tem previdência

Por Denise Bueno em 14/09/2010

42-20916862O estudo Fenaprevi – Kantar também avaliou a penetração dos planos de previdência privada por classe social. Na Classe AB, de famílias com renda acima de 10 salários mínimos mensais, a modalidade de investimento está presente em 10% dos lares. Na Classe C, que abrange famílias com renda mensal entre 4 e 10 salários mínimos, 4% dos domicílios, mesmo índice média geral Brasil, contam com plano de previdência entre os produtos financeiros contratados. Na DE, com famílias de renda entre 1 e 4 salários mínimos, o índice é de 1%.

“Temos uma grande oportunidade de expandir a presença nas famílias de maior renda e também entre os domicílios da classe C”, analisa Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), em nota divulgada. Para Rossi, a mudança do padrão da pirâmide etária brasileira é outra janela de oportunidade. “A população está envelhecendo rapidamente e a manutenção do padrão de vida dependerá da capacidade de poupança durante a fase laboral”, diz. “A cultura da previdência já está instalada e à medida que economia cresce e a renda familiar aumenta, os indivíduos farão um plano cada vez mais cedo”, complementa.

Hoje, os investimentos em previdência são maiores no segmento dos indivíduos entre 40 e 49 anos. Neste estrato, as contribuições anuais para formação de poupança de longo prazo são de R$ 1270, volume 9% maior que a média de contribuição anual do Brasil.

Os indivíduos de 50 anos ou mais são os segundos colocados no ranking de aportes, com contribuições 2% maiores que a média do país.

Entre os indivíduos até 29 anos as contribuições anuais são de R$ 1080, volume 7% menor que a média Brasil. Entre os que têm entre 30 e 39 anos, o índice é 8% menor que média de contribuições do país apurada pela Kantar ( R$ 1074,00).

A progressão se justifica quando se compara a faixa etária e a composição do orçamento doméstico. Nos domicílios em que os chefes de família têm até 29 anos, os gastos mensais, na média, superam em 9% as receitas. Entre 30 e 39 anos, a relação reduz ligeiramente e o déficit é de 6% mensais.

Já nos domicílios com famílias lideradas por indivíduos de 40 a 49 anos, as receitas superam em 2% os gastos mensais ou anuais. Na faixa dos indivíduos com mais de 50 anos, o superavit é maior: as receitas superam em 14% as despesas.

 

 

Previdência aberta acumula R$ 201,8 bi até julho

Por Denise Bueno em 14/09/2010

42-24772500A previdência privada aberta fechou o mês de julho de 2010 com arrecadação de R$ 3,3 bilhões, apresentando crescimento de 7,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando R$ 3,1 bilhões ingressaram no sistema. No mês de julho, o VGBL arrecadou R$ 2,6 bilhões, alta de 7,5% em relação a julho do ano passado, quando foram arrecadados R$ 2,4 bilhões.

Segundo a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que reúne 65 sociedades seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar, o crescimento no volume de depósitos no VGBL deve-se à popularização do produto, que é indicado para o investidor que não declara imposto pelo modelo completo. O VGBL é um seguro de vida com caráter previdenciário por possuir cobertura por sobrevivência.

O PGBL – produto de previdência adequado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda e que permite deduzir até 12% do montante a ser pago à Receita Federal – por sua vez, cresceu 13,20% no período com arrecadação de R$ 442,8 milhões. Já os planos tradicionais fecharam julho com R$ 273,2 milhões com leve crescimento de 0,66%. Os outros produtos de previdência, como o FAPI, PGRP e VGRP arrecadaram R$ 1,1 milhão, com retração de 14,15%.

Os dados da Fenaprevi mostram que, em julho de 2010, os planos individuais cresceram 15,20% e atingiram arrecadação de R$ 2,8 bilhões contra R$ 2,4 bilhões registrados no mesmo período de 2009. Os planos corporativos, por sua vez, arrecadaram R$ 394,8 milhões em comparação aos R$ 386,8 milhões arrecadados no mesmo mês do ano passado, alta de 2,08%. Já os planos para menores responderam por R$ 113,2 milhões da arrecadação.

A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de arrecadação em julho com 31,48% do total arrecadado, seguida pela Itaú Vida e Previdência (20,69%), BrasilPrev (18,94%), Santander Seguros (9,60%), Caixa Vida e Previdência (5,61%), HSBC Vida e Previdência (3,96%), Safra Vida e Previdência (3,64%), Icatu Seguros (1,18%), Sul América (1,15%), Metropolitan Life (0,66%). As demais seguradoras somam, no total, 3,09% da arrecadação.

As provisões — recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência complementar — somaram R$ 193,9 bilhões em julho de 2010, alta de 21,57% em relação a julho de 2009 quando as provisões totalizaram R$ 159,5 bilhões. As provisões dos planos VGBL, correspondendo a expectativa do mercado, tiveram o crescimento mais expressivo (30,22%), passando de R$ 83,8 bilhões em julho de 2009 para R$ 109,1 bilhão em julho de 2010.

As provisões de PGBL cresceram 18,41%, sendo que as provisões do produto passaram de R$ 43,7 bilhões em julho do ano passado para R$ 51,8 bilhões em julho deste ano. As provisões dos planos tradicionais passaram de R$ 31,4 bilhões em julho de 2009 para R$ 32,5 bilhões no mesmo mês em 2010 — alta de 3,29%.

Com relação a market share, os planos VGBL mantiveram a liderança no volume de depósitos no sistema de previdência complementar, com 56,26% do total, seguidos pelos PGBL, com 26,72% do volume total de provisões, enquanto os planos tradicionais contaram com 16,76% do volume total de provisões. Outros produtos – incluindo os Fapi — completam a equação, com 0,26%.

Em relação à carteira de investimentos — que corresponde aos ativos que garantem as provisões técnicas —– o mercado de previdência complementar cresceu 22,48%. Com isso, a carteira do setor somou R$ 201,8 bilhões no período.

O VGBL teve novamente o crescimento mais expressivo, com alta de 30,38% do total de recursos, passando de R$ 83,4 bilhões (julho/2009) para R$ 108,7 bilhões (julho/2010). O PGBL cresceu 18,64% no período. A carteira do produto passou de R$ 43,9 bilhões para R$ 52,1 bilhões. Já a carteira de planos tradicionais passou de R$ 36,9 bilhões para R$ 40,4 bilhões, o que representou um avanço de 9,43%.

No acumulado de janeiro a julho de 2010 os planos de previdência arrecadaram R$ 23,1 bilhões, crescimento de 16,46%. O crescimento foi puxado pelo VGBL que somou R$ 18,2 bilhões, alta de 19,38% frente ao acumulado de 2009. Os planos PGBL apresentaram alta de 14,32% no período com arrecadação de R$ 3 bilhões. Já os planos tradicionais registraram queda de 3,02% e arrecadaram R$ 1,929 bilhões em comparação aos R$ 1,989 bilhões no acumulado de 2009.

No resultado acumulado do ano os planos corporativos obtiveram o melhor desempenho com arrecadação de R$ 3 bilhões, um crescimento de 20,93%. Já os planos individuais somaram R$ 19,4 bilhões, alta de 20,91%. Os planos para menores, por sua vez, acumularam 776,3 milhões. Os dados da Fenaprevi informam que há 9,7 milhões de contratos de planos previdenciários. Atualmente, cerca de 96 mil pessoas são beneficiadas pelas coberturas de pecúlio, pensão e aposentadoria.

 

 

Hannover Re capta 500 milhões de euros

Por Denise Bueno em 07/09/2010

hannoverA Hannover Re, a quarta maior resseguradora do mundo e presente no Brasil como resseguradora admitida, divulgou hoje que concluiu uma emissão de 500 milhões de euros de títulos subordinados no mercado europeu de capitais através da filial Hannover Finance, em Luxemburgo. “Estamos aproveitando o momento atual de baixa taxa de juros para captar recursos adicionais e assim otimizar a nossa estrutura de capital e financiar o nosso crescimento”, informou em nota o CEO Ulrich Wallin (foto). Considerando-se que o volatilidade do mercado acionário ficou mais intensa nas últimas semanas, a Hannover comemorou a colocação dos papéis.

Os bancos envolvidos na colocação foram JPMorgan, BNP Paribas, Commerzbank e Credit Agricole CIB. Os papéis tem prazo de 30 anos com uma opção de primeira chamada após dez anos. O título paga cupom fixo de 5,75% ao ano nos primeiros dez anos. Após este prazo os juros terão correção com base na taxa Euribor.

 

 

Faturamento da Liberty cresce 25% no semestre

Por Denise Bueno em 31/08/2010

mauretteA subsidiária brasileira do grupo Liberty Mutual registrou faturamento de R$ 918,4 milhões no primeiro semestre deste ano, crescimento de 25% comparado ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido chegou a R$ 19,9 milhões no semestre, considerando-se o resultado combinado com a seguradora Indiana, adquirida em 2008. “As boas condições da economia, a melhoria dos processos e a maior eficiência operacional garantiram o bom desempenho no país”, comentou Luis Maurette (foto), presidente do grupo Liberty no Brasil, em nota divulgada pela seguradora.

Principal negócio do grupo no mercado brasileiro, a carteira de automóveis registrou avanço de 22% no primeiro semestre contra 17% de crescimento do mercado, com R$ 771,6 milhões em prêmios. A frota segurada bateu a marca de 1.032 milhão de veículos. A carteira de seguro de transportes também teve forte crescimento, com 47% de expansão e R$ 47,7 milhões em volume de prêmios no semestre. Focada em seguros de operações logísticas de minérios e produtos industrializados acabados, entre outros produtos, o grupo ganhou participação de mercado nesta modalidade de seguros, saltando da 12º para a 9ª posição no ranking de produção das seguradoras no país. O crescimento do grupo entre períodos foi de 19% enquanto o mercado apresentou uma redução de 2%.

A carteira de riscos patrimoniais apresentou expansão de 54% entre os semestres comparados. O valor é muito acima do mercado, que cresceu 10%, segundo dados da Susep, informa a nota. Boa parte da expansão neste segmento veio do lançamento de produtos segmentados para bares, restaurantes, pousadas, hotéis, entre outros, com coberturas desenhadas dentro das necessidades específicas de cada nicho de mercado. Os seguros de vida e acidentes pessoais, segmento que começa a ganhar força entre os corretores de seguros, também registraram expansão de 17%, enquanto o mercado cresceu apenas 13%.

A Liberty também vem apresentando bons resultados na operação de grandes riscos administrada pela LIU (Liberty International Underwriter), divisão de riscos especiais da Liberty Mutual. Entre os principais nichos da LIU estão os seguros de energia, plataformas de petróleo, construção de navios, garantia e riscos financeiros, como o Directors & Officers (D&O).

 

 

Lucro líquido da Mapfre cresce 44%

Por Denise Bueno em 30/08/2010

mapfreA Mapfre Seguros, sócia do Banco do Brasil e uma das maiores seguradoras do Brasil, obteve lucro de R$ 236,3 milhões (antes dos impostos e participações) no primeiro semestre deste ano, crescimento de 41,9% em relação ao mesmo período do exercício anterior. O lucro líquido atingiu R$ 140,5 milhões, incremento de 44%. Segundo nota da seguradora, o resultado indica crescimento de praticamente todos os segmentos em que a empresa atua, com aumento de market share em todas as carteiras.

Os ativos totais da empresa totalizaram R$ 7,339 bilhões, resultando em um aumento de 13,2%, e o faturamento em prêmios obtidos com seguro atingiu a cifra de R$ 2,062 bilhões. As provisões técnicas acompanharam o ritmo de crescimento da companhia e se expandiram em 14,7%, para R$ 4,538 bilhões e as receitas totais atingiram a marca de R$ 2,214 bilhões, valor 4,8% maior quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

As despesas administrativas da companhia mantiveram-se no mesmo patamar de 2009, representando 11% sobre a somatória dos prêmios retidos, rendas de contribuições retidas e capitalização. O patrimônio líquido da empresa aumentou 8,5%, atingindo a significativa marca de R$ 1,612 bilhão. O índice combinado ficou em 94,1%.

Para o presidente da companhia, Antonio Cássio dos Santos, “a atuação segmentada e baseada em multiprodutos, os investimentos feitos para o fortalecimento do relacionamento com o cliente e a incorporação de novos serviços e produtos, além do crescimento da rede de atendimento e a ampliação do número de corretores parceiros são algumas das estratégias adotadas pela companhia que proporcionaram o resultado significativamente positivo”, comenta.

 

 

Lucro da HDI cresce para R$ 28,9 milhões

Por Denise Bueno em 25/08/2010

joao-francisco-hdiA subsidiária brasileira do grupo alemão HDI divulgou lucro líquido de R$ 28,9 milhões no primeiro semestre de 2010, 12% acima do resultado do mesmo período do ano anterior. O ganho antes dos impostos e participações chegou a R$ 36,2 milhões, 19,6% superior ao mesmo período de 2009, segundo dados divulgados pela seguradora. O faturamento da HDI com os prêmios emitidos líquidos evoluiu 21%, para R$ 660 milhões.

Sétima maior seguradora do País no ramo de automóveis, a HDI Seguros contabiliza hoje mais de 1,1 milhão de veículos segurados. “Os números confirmam que nossa estratégia de expansão tem sido acertada. Nossa meta é dobrar a participação da HDI no mercado, consolidando nossa presença em todas as regiões do País, por meio da oferta de produtos e serviços de qualidade a um preço justo”, destaca João Francisco Borges da Costa (foto), presidente da HDI no Brasil, em nota.

 

 

Icatu eleva vendas no semestre

Por Denise Bueno em 25/08/2010

icatuA Icatu Seguros obteve faturamento de R$ 806 milhões no primeiro semestre deste ano, crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. O patrimônio líquido alcançou R$ 700 milhões, evolução de 8% comparado ao final do ano passado e 15% em relação ao 1º semestre de 2009. O volume de ativos livres da companhia atingiu R$ 419 milhões, evolução de 17% contra o fechamento de 2009 e 25% em relação ao 1º semestre de 2009, informa nota divulgada pelo grupo, que não menciona o lucro. A soma dos ativos chegou ao patamar de R$ 7,1 bilhões, sendo R$ 4,9 bilhões sob gestão própria e R$ 2,2 bilhões sob gestão de terceiros.

A presidente do Grupo Icatu Seguros, Maria Silvia Bastos Marques, destaca que o primeiro semestre de 2010 foi marcado pelo lançamento da nova marca da companhia, que ocorreu após o fechamento da operação em que o grupo Icatu adquiriu a totalidade das ações da Icatu Hartford detidas pela The Hartford. “A marca Icatu Seguros reflete a renovação do compromisso do Grupo Icatu com o país e com o negócio. Os resultados do primeiro semestre de 2010, por sua vez, comprovam nossa solidez e credibilidade, valores refletidos no recorde de R$ 7,1 bilhões em ativos do Grupo Icatu Seguros”, comenta Maria Silvia na nota divulgada.

No segmento de seguros de vida, o faturamento (prêmios retidos) atingiu R$ 200 milhões, crescimento de 6% comparado ao primeiro semestre de 2009. Em previdência aberta, o resultado das operações com produtos de acumulação (PGBL e VGBL) apresentou crescimento de 12% em comparação com o primeiro semestre de 2009. As rendas de contribuições e prêmios foram de R$ 200 milhões no primeiro semestre de 2010, um incremento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado. As reservas do Grupo no segmento de vida e previdência são de cerca de R$ 3,4 bilhões.

No segmento de capitalização, no qual o grupo é sócio do Banco do Brasil, o montante distribuído na forma de sorteios alcançou R$ 28 milhões. As provisões técnicas atingiram R$ 1,4 bilhão, evolução de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No segmento de serviços de administração previdenciária para fundos de pensão, o patrimônio administrado chegou a R$ 1,2 bilhão, fechando o semestre com 70 empresas patrocinadoras e cerca de 50 mil participantes. Focada em serviços para empresas que queiram dedicar-se à sua principal atividade econômica, deixando a administração do plano de aposentadoria de seus funcionários com quem é especialista, essa linha de negócios tem crescido consistentemente.

A Administradora de Recursos fechou o primeiro semestre com aproximadamente R$ 4,9 bilhões em ativos, sendo R$ 3,8 bilhões de recursos oriundos da Icatu Seguros (fundos de previdência, seguros, capitalização) e R$ 1,1 bilhão de recursos de terceiros. A meta para 2010 é captar novos clientes para crescer na gestão de recursos de terceiros, no segmento institucional. Os 90 fundos ocupam lugar de destaque nos principais rankings de performance em todos os segmentos (renda fixa, renda variável, balanceados e multimercados), o que comprova a experiência e qualificação da equipe de gestores.

 

 

Santander Seguros investe para fidelizar cliente

Por Denise Bueno em 23/08/2010

gilberto-abreuConquistar o cliente pela excelência no atendimento, dentro do conceito “Juntos”, slogan da campanha institucional. Este é o foco da Santander Seguros, que vem reunindo no leque de produtos o que há de melhor de cada uma das seguradoras. “O Real tem produtos excelentes que são ofertados para os clientes Van Gogh, enquanto o Santander desenvolveu produtos padronizados relevantes dentro do conceito massificados. Escolhendo o melhor de cada um estamos construindo a operação, que deverá finalizar o processo de integração até o final deste ano”, prevê Gilberto Abreu (foto), responsável pela área de seguros do banco espanhol.

Para ter um bom resultado com o processo de integração com a aquisição das seguradoras do ABN Amro pelo Santander, o grupo investiu em pesquisas para saber o que o cliente espera de seguros, previdência e capitalização. O resultado final gerou um investimento no atendimento pró-ativo aos clientes, rompendo com aquele argumento de que banco não presta um atendimento tão eficiente como os especializados no setor. “Várias pesquisas mostram que o cliente não usa a infinidade de serviços agregados nas apólices. Então optamos por estimular o atendimento ativo e diferenciado”, diz Abreu ao blog Sonho Seguro.

Realmente é para o cliente ficar surpreendido caso receba uma ligação da seguradora perguntando se está tudo bem com ele depois de uma catástrofe ocorrida num raio próximo a 50 quilômetros de sua residência ou comércio. Caso tenha tido perdas, ter metade da indenização da apólice depositada em sua conta corrente, mesmo antes de ter entregado a infinita lista de documentos exigidos em parte pela lei, em parte pelas exigências de risco da seguradora, também é algo surpreendente.

“Temos um diferencial importante em relação às seguradoras independentes: o histórico do cliente”, argumenta Abreu. Segundo ele, a base de informações do banco permite que a instituição tome atitudes rápidas no pagamento da indenização. “Nosso objetivo é simplificar a vida. Olhar o cliente como um todo. Não vamos brigar com ele por nada. Menos ainda por burocracia”. Com esta facilidade, a seguradora criou um departamento onde funcionários chegam todo os dias a sede instalada em um dos mais modernos prédios de São Paulo, na marginal Pinheiros, vasculhando informações sobre os efeitos das mudanças climáticas.

Quando os rastreadores acham algo como as chuvas que castigaram estados do Nordeste em junho, por exemplo, ou a destruição de São Luis do Paraitinga, no Vale do Paraíba, em janeiro, eles acionam um sistema parecido com o Google Maps, onde estão registrados todos os clientes e ter em mãos os dados para que uma central possa entrar em contato via torpedo, email ou telefone. “Em situações onde se perde a conectividade, como foi o caso de Paraitinga, que ficou incomunicável, a empresa envia uma equipe para o atendimento dos clientes no local”, conta Abreu.

Segundo ele, ainda há muito trabalho, mas o resultado vem aparecendo, de acordo com o balanço do semestre. Em cinco anos, o faturamento da área de seguros do Santander cresceu de R$ 210 milhões para R$ 1,47 bilhão, uma média de 47,6% ao ano. No primeiro semestre de 2010, o crescimento foi de 32% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguros de vida, acidentes pessoais e proteção financeira puxaram os bons resultados, informa.

A previdência pulou de R$ 1,9 bilhão para R$ 4,1 bilhões. No primeiro semestre de 2010, o crescimento foi de 25% em relação ao primeiro semestre do ano passado. As reservas subiram de R$ 4,4 bilhões em 2004 para R$ 14,8 bilhões em 2009, crescimento médio de 27,2% ao ano. No primeiro semestre de 2010, o crescimento foi de 29% ante o primeiro semestre de 2009.

As reservas de capitalização subiram de R$ 664 milhões para R$ 1,38 bilhão entre 2004 e 2009. Em junho deste ano, o aumento foi de 10,1% em relação ao primeiro semestre de 2009: de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,4 bilhão.

As operações de automóvel e riscos empresariais são administradas por seguradoras parceiras, como Tokio Marine, Marítima e SulAmérica. Os seguros residenciais, que também eram vendidos por estas empresas, agora são centralizados na Santander Seguros. Os próximos passos do grupo espanhol serão desenvolver sistemas e produtos para o menor renda, distribuídos por meio da financeira Aymoré, e atuar de forma mais efetiva nas mídias sociais como um canal de relacionamento com o cliente.

 

 

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