SulAmérica e ACE anunciam contratações

Por Denise Bueno em 08/08/2011

A busca por profissionais na indústria de seguros promove uma intensa dança das cadeiras. A notícia de hoje vem da SulAmérica Seguros e Previdência, que anunciou a contratação de Eduardo Stefanello Dal Ri para o cargo de diretor de Automóveis. O executivo, que cuidava da carteira de seguros de carro na HDI Seguros, tem 18 anos de experiência no mercado de seguros e será responsável pela gestão da atuação da companhia no segmento de automóveis, segunda maior carteira da seguradora.

Segundo nota da seguradora, Eduardo é formado em Ciências Atuariais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com especialização em Finanças Empresariais pela Fundação Getulio Vargas (FGV-RJ), além de MBA em Marketing de Serviços e em Economia de Empresas, realizados na Escola de Propaganda e Marketing (ESPM) e Universidades São Paulo (USP). O executivo responderá diretamente para o vice-presidente de Automóveis e Ramos Elementares, Carlos Alberto Trindade Filho.

A ACE Seguradora, que tem Farid Eid como presidente há menos de dois meses, também anunciou mudanças. Rodolfo La Vitola foi nomeado para a diretoria de Responsabilidade Civil Geral (RCG). Ele vai dirigir os negócios da companhia no setor e ainda no segmento de riscos ambientais. Rodolfo se encontra na ACE desde 2006 e possui 11 anos de experiência no mercado segurador e ressegurador. Ele vinha atuando como gerente de responsabilidade civil para a unidade chilena da seguradora e ainda como gerente regional de responsabilidade civil de resseguros da ACE América Latina.

 

 

Queda das bolsas pode reduzir capital das seguradoras

Por Denise Bueno em 04/08/2011

As bolsas de todo o mundo estão despencando hoje e os investidores não afastam a hipótese da BM&F acionar o Circuit Breaker, um sistema de segurança para dar um tempo aos negociadores de ações respirarem e entenderem como agir diante do pânico dos investidores. Até as 14h30, a bolsa brasileira registrava forte queda. Apenas duas seguradoras negociam papéis na bolsa, Porto Seguros e SulAmérica, e duas corretoras de seguros, Brasil Insurance e Qualicorp.

Segundo estudo realizado pela Economática a pedido do blog Sonho Seguro, boa parte das empresas ligadas a indústria de seguros dos Estados Unidos e América Latina registrou queda neste ano, até o dia 2 de agosto. Hoje, com certeza, esse quadro deve sofrer uma sensível piora.

As maiores quedas nos EUA foram registradas por seguradoras ligadas aos mercados de crédito, imobiliário, vida e previdência, como o PMI Group, com forte atuação em hipotecas, cuja desvalorização da ação chegou a 74%. A AIG acumulava no ano, até o dia 2, perda de 42%. Entre as brasileiras, o estudo da Economatica apontou desvalorização de 27,9% nos papéis da Porto Seguro e de 9,7% nas Units da SulAmérica.

Já entre as seguradoras ligadas a saúde estão entre as principais altas nas bolsas americanas e latinas que constam no estudo da Economática, como a Health Care e Humanas, ambas negociadas na NYSE, com valorização de 32% até o último dia 2. No entanto, como os mercados acionários desabaram hoje, as seguradoras devem sofrer ainda mais. Não só com a desvalorização de seus papéis, mas também com os investimentos. Elas são consideradas um dos principais investidores institucionais no mundo, com uma carteira de investimento que supera US$ 23 trilhões, segundo estudo da Geneva Association.

Boa parte dos investimentos das empresas de seguros está em títulos dos governos, que até então era uma das aplicações mais seguras e conservadoras do mundo. No entanto, hoje tudo está diferente, principalmente depois que os Estados Unidos chegou a beira do abismo para declarar moratória.

Hoje quem derruba as bolsas é o pânico sobre o efeito de Espanha e Itália sucumbirem a crise financeira sem poderem contar com recursos do FMI. Boa parte foi para socorrer a Grécia, que usou nesta última rodada de negociações mais de 160 bilhões de euros.

Um estudo da Moody’s, divulgado no início da semana, dizia que as seguradoras pouco seriam afetadas com a renegociação da dívida da Grécia, uma vez que as companhias concentravam suas aplicações em países como Inglaterra, Alemanha, Espanha e Itália. Com a situação dos mercados hoje, o estudo da Moody’s perdeu a validade.

Diante deste cenário de pânico e falta de confiança em economias que eram consideradas risco zero, os investidores correm para oportunidades de negócios na China, onde já há muito dinheiro, e para o Brasil, onde o governo luta para calibrar gargalos macroeconomicos para receber os investidores não apenas como capital especulativo, mas para que eles ajudem a financiar os projetos de infraestrutura necessários para o país crescer com sustentabilidade.

O Circuit Breaker é acinoado quando o Ibovespa atingir limite de baixa de 10% em relação ao índice de fechamento do dia anterior, os negócios na BM&FBovespa, em todos os mercados, serão interrompidos por 30 minutos. Reabertos os negócios, caso a variação do Ibovespa atinja uma oscilação negativa de 15% em relação ao índice de fechamento do dia anterior, os negócios na BM&FBovespa, em todos os mercados serão interrompidos por uma hora.

 

 

Começa a Copa 2014, tendo a Liberty como uma das apoiadoras

Por Denise Bueno em 30/07/2011

Tudo pronto para o começo oficial da Copa do Mundo de 2014. Os organizadores dão a última checada em tudo. Um detalhe bobinho como o pneu do Cadenza, da Kia, uma das patrocinadoras do evento, não passou batido aos atentos olhos da equipe do Comitê Organizador Local (COL). Estacionado no local de estandes do evento, a marca teve de ser coberta com fita isolante pois não era Continental.

Hoje, às 12 horas, começa o “welcome cocktail”. As portas do salão onde acontecerá o sorteio serão fechadas as 14h15 e o Draw show Starts tem inicio às 14h30 com a presença de personalidades, como a presidente Dilma Rousseff e o ex Lula, Pelé, Neymar, Zagallo, Ronaldo, Zico, Bebeto, o presidente da Fifa, Joseph Blatter; governadores dos 12 estados que sediarão os jogos e os prefeitos das cidades-sede também confirmaram presença. Também estão presentes executivos da Liberty Seguros, como o Luis Maurette, presidente e CEO da Liberty Seguros e Paul Alexander, vice-presidente Sênior de Comunicações do Grupo Liberty Mutual, Luciano Calheiros, diretor Commercial Lines, e Adriana Gomes, nova diretora de Marketing da Liberty Seguros.

O evento começará com uma breve apresentação da Copa do Mundo, contando com imagens de todos os Mundiais da Fifa. O sorteio, que será assistido por mais de 600 milhões de pessoas em todo o planeta terá transmissão ao vivo da TV Globo a partir de 14h45. Por ser o país-sede, o Brasil já está garantido no torneio. O sorteio começa as 15 horas e tem duração de 90 minutos. Será transmitido para 150 países. As seleções serão sorteadas com base em suas localizações geográficas. Duzentas e três nações se inscreveram no evento. No total, 166 associações-membro participantes, afiliadas das seis confederações continentais de futebol (África, Ásia, Europa, América do Norte, Central e Caribe e Oceania), irão descobrir quem se enfrentará na disputa pelas 31 vagas disponíveis na Copa do Mundo da FIFA 2014™.

 

 

BB Mapfre: começa a disputa pelos consumidores

Por Denise Bueno em 05/07/2011

BB Mapfre e Mapfre BB, as duas holdings que consolidam as operações de seguros gerais, vida, rural e habitacional do maior banco do país com a maior seguradora da Espanha começaram efetivamente a operar neste segundo semestre. A Susep deu uma pré-autorização para a fusão de 14 companhias, após um aporte de R$ 300 milhões do BB na semana passada. Agora o grupo tem seis empresas e no futuro deverão somar quatro ou duas.

A fusão traz grandes significados, mas um deles é prioritário: os consumidores vão começar a sentir no bolso os efeitos da concorrência entre as maiores seguradoras do país neste segundo semestre, período das principais renovações de apólices individuais e corporativas. Isso porque a BB Mapfre nasce como o segundo maior grupo segurador do país, superado pelo grupo Bradesco Seguros quando consolidamos todos os segmentos: seguros gerais, vida e previdência, capitalização e saúde.

No entanto, como BB não atua em saúde, é preciso tirar o segmento das contas. Mesmo assim, o Bradesco continua na liderança. Mas quando o assunto é somente os ramos de seguros gerais, BB passa a ser o maior. Em automóvel, perde apenas para a Porto Seguro, sócia do Itaú. Já em vida, tem a liderança. Em VGBL, a disputa esta acirrada. Em março, a Brasilprev deteve a liderança, mas em abril e maio o posto voltou para a Bradesco Vida e Previdência. Vamos ver como será o balanço consolidado do resultado do primeiro semestre, que será divulgado em agosto.

Esse sobe e desce torna a busca pela liderança totalmente inócua. Para o consumidor, pouco importa quem é o maior em vendas. A seguradora ser tradicional e solvente, ou seja, ter patrimônio suficiente para honrar seus compromissos, conta pontos. Para os acionistas, a liderança do ranking também pouco importa. A companhia tem de ser influente para poder traçar políticas estratégicas do setor. Faturamento importa quando vendas maiores significam redução de custos e poder de barganha para negociar com fornecedores. Nos bancos, por exemplo. O que conta é o lucro e não a receita de intermediação financeira.

Para se ter uma idéia, nos Estados Unidos, países da Europa e no Japão, onde se concentram as maiores seguradoras do mundo, sendo boa parte delas com ações negociadas em bolsa, o faturamento nem é citado na divulgação do balanço. O que importa mesmo é o lucro operacional, o retorno sobre o patrimônio, a valorização da ação, os dividendos pagos. Um dia chegaremos lá. No Brasil, temos apenas a Porto Seguro e a SulAmérica com ações em bolsa, além de duas corretoras de seguros, a Brasil Insurance e a Qualicorp, bem como algumas operadoras de saúde.

O que realmente importa ao consumidor: preço, inovação, facilidades de compra, atendimento e um pagamento rápido da indenização dentro do combinado no contrato. Para o acionista, uma empresa que traga rentabilidade acima do que ele pode conseguir aplicando seus recursos em títulos de renda fixa e que agregue valor no longo prazo é o atrativo mais razóavel. Por isso, esses são os maiores desafios dos presidentes das duas holdings criadas na associação BB e Mapfre.

Durante coletiva de imprensa realizada hoje com jornalistas em São Paulo, os dois presidentes apresentaram a composição do grupo e os desafios que a parceria promete para os próximos anos. De cara, anunciaram três novidades. Um novo seguro rural, tropicalizado da Espanha e que garante a renda do agricultor, a busca por um parceiro em grandes riscos para aproveitar a demanda por seguros gerada pelos milionários projetos de infraestrutura e a contratação de 1 mil pessoas para o call center.

“Os investimentos estão concentrados em tecnologia, call center e campanha publicitária que tem início no próximo dia 10”, conta Marcos Eduardo Ferreira (foto, a esquerda), presidente da Mapfre BB, responsável por seguros gerais e parcerias com redes de varejo, segmento conhecido como “affinity”.

O grupo nasce com 4 mil funcionários, 17 mil pontos de vendas e 25 milhões de clientes e deverá encerrar o ano com prêmios totais de R$ 9,2 bilhões, 7% acima dos prêmios das duas empresas registrados em 2010, de R$ 8,6 bilhões. A meta no médio prazo é crescer bem acima do setor, que projeta avançar 14% em 2011, em razão da base de clientes do BB estar ainda praticamente inexplorada quando o assunto é seguro. O uso das marcas vai ser determinado pelo canal de distribuição. Para produtos comercializados nas agências do BB, a marca sera BB Seguros. Já para a venda de produtos por intermédio dos corretores, a marca Mapfre prevalecerá.

No mês passado, como fruto da parceria, o BB lançou um seguro rural que dá garantia também a renda do produtor. “Ter um parceiro internacional nos ajuda a trazer para o Brasil várias soluções mundiais”, diz Roberto Barroso (foto, à direita), presidente da BB Mapfre, responsável por vida, rural e habitacional.

O call center tem a prioridade de um coração para os grupos. “Vamos fazer o atendimento aos clientes, pois esse momento de contato é prioritário para o sucesso da operação”, comentou Barroso. A primeira etapa visa a contratação de mil pessoas até o final deste ano. Num segundo passo, o grupo tentará consolidar as operações em um único local. Hoje são cinco prédios, o que eleva o custo administrativo e reduz o poder de competitividade.

Um ponto destacado por ambos foi a gestão compartilhada. O contrato assinada há quase dois anos prevê exclusividade pelo prazo de 20 anos, renovável de acordo com o desejo das partes. Barroso explicou que a Mapfre terá o controle acionário, para que as empresas sejam privadas e assim livrem o BB da burocracia de uma empresa estatal.

A principal carteira da nova empresa é o seguro automóvel, com 15% de participação de mercado. São mais de 2 milhões de veículos segurados. Segundo Barroso, seu maior desafio será desenvolver o seguro rural. “Somos o maior país do mundo em vários segmentos agrícolas e menos de 10% da safra conta com apólice de seguro”. Já para Ferreira, o desafio está na integração das equipes e dos sistemas.

Pelos cálculos dos acionistas, os dois CEOs terão na verdade o grande desafio de manter a rentabilidade da operação em um cenário de concorrência nunca antes visto no mercado de seguros, principalmente de automóvel. Além de novos concorrentes, os consumidores estão mais exigentes e contam com o apoio da internet para comparar preços e serviços. Sem revelar valores, o grupo mostrará aos consumidores numa nova campanha que nasce um novo conceito de seguros e uma nova geração de produtos e de atendimento.

O Banco do Brasil e o grupo Mapfre, o maior segurador da Espanha, aguardam bons retornos. O BB quer aumentar de 15% para 24% a participação de seguros no lucro do banco até 2013. É um índice menor do que os 30% apresentado pelo Bradesco, mas maior do que os 10% do Itaú. Mas ainda falta entrar nessa conta o polpudo dividendo pago pelo IRB Brasil Re, maior ressegurador local, que em breve será comandado pelo BB em parceira com Bradesco e Itaú. Vai ser uma briga de gigantes muito interessante de acompanhar. Ainda mais se a Susep fizer um aperto nas regras de solvência, o que estimulará mais uma onda de aquisições.

 

 

Grécia, risco elevado para empresas, diz Aon

Por Denise Bueno em 01/07/2011

A crise na Grécia está cada dia pior e elevando o risco e o custo do país para o mundo. Por enquanto, a Grécia foi o único país da União Européia considerado de alto risco pela no Mapa de Terrorismo editado pela Aon, uma das maiores corretoras de seguros e consultora de risco do mundo. Portugal, Irlanda e Espanha foram classificados como risco médio. Ou seja, as empresas ainda não pagarão um preço maior pelo seguro ou ficarão sem cobertura nesses países. Mas é bom começar a gerenciar o risco de perto, pois quando a situação começa a ficar insustentável, as seguradoras passam a não aceitar mais o risco, que se torna praticamente certo.

De acordo com o economista e cientista político, Diretor de Comércio e Investimentos Internacionais da companhia, Keith Martin, apesar do voto de confiança no governo da Grécia, o risco de comoção civil e greves continuará alto, devido às medidas de austeridade. “Qualquer investimento a curto prazo na Grécia ou nos outros “PIGS” (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha) precisa ser avaliado minuciosamente e deve ter um retorno maior para justificar o risco”, explica ele.

 

 

Gestão de Marcos Lisboa visa elevar participação de seguros no ganho do Itaú Unibanco

Por Denise Bueno em 30/05/2011

Ampliar a participação de seguros no resultado do banco com base na qualidade de atendimento ao cliente. Esse é o principal desafio de Marcos Lisboa, que assumiu em maio como CEO de seguros no Itaú Unibanco. Depois de sanear o IRB Brasil Re para a abertura do mercado, em 2005 e 2006, Lisboa seguiu para o Unibanco e com a fusão com o Itaú passou a compor a tropa de elite formada por Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, presidente executivo e presidente do conselho de administração do maior banco privado do país, para conduzir o processo de integração da fusão dos dois bancos.

Responsável por diversos processos que envolviam transparência e mitigação de ruídos na comunicação com o consumidor, agora o ex-vice-presidente de riscos operacionais e eficiência do Itaú volta a participar ativamente do dia a dia da indústria de seguros, inclusive de resseguros, uma vez que o Itaú detém uma parcela significativa do IRB. A expectativa de executivos do setor é de que Lisboa venha a ser uma peça chave na conciliação de interesses dos diversos grupos econômicos e assim possa colaborar para o crescimento sustentado da indústria, com menos segurês e mais transparência para tornar o produto mais acessível à população.

Para ele, a consolidação do setor nos últimos dois anos, com os bancos vitalizando a área de seguros, ajudou a criar um mercado mais forte. “As seguradoras ficaram mais robustas, capazes de fazer frente aos desafios que o setor terá nos próximos anos”, diz. Segundo dados da consultoria Siscorp, a Itaú é a segunda maior em lucro líquido do setor, com R$ 411 milhões no primeiro trimestre deste ano, e também em vendas, com R$ 4 bilhões no mesmo período. Veja a seguir os principais trechos da entrevista concedida à jornalista Denise Bueno.

Seguros passou a ser uma operação mais importante para o Itaú nos últimos anos, não?

Após a fusão entre Itaú e Unibanco, a operação de seguros ganhou ainda mais força, sendo estruturada para atender os diversos segmentos de mercado, com foco na satisfação dos clientes e gestão de riscos. O Unibanco comprou a participação de 50,1% que o American International Group (AIG) detinha em sua seguradora por U$ 805 milhões, encerrando 11 anos de uma das mais bem sucedidas histórias de parceria no mercado de seguros. Depois compramos a participação da XL Insurance na ItauXL Soluções Corporativas e nos associamos com a Porto Seguros.

Quais os desafios do país e do setor nos próximos anos?

O país tem uma série de desafios para os próximos anos, a maioria ligada ao setor de infraestrutura de modo a viabilizar o importante crescimento que temos tido. As seguradoras poderão colaborar com contratos de garantia, engenharia, responsabilidade civil, riscos operacionais. Mas para isso será necessário ao setor se reforçar em capacidade financeira e técnica.

E qual o seu desafio à frente de uma das maiores seguradoras do Brasil e da América Latina?

No Itaú Unibanco, nosso desafio para esse e os próximos anos é ampliar a participação de seguros, previdência e capitalização no resultado do banco. No primeiro trimestre deste ano já observamos aumento de 26% no lucro da operação de seguros em relação ao mesmo período do ano passado, com destaque para vida em grupo e soluções corporativas para grandes empresas e projetos de infraestrutura e expansão, bem como no mercado de pequenas e médias empresas com produtos patrimoniais e vida em grupo. No seguro individual, os principais destaques foram apólices de vida e prestamista (seguro que garante o pagamento da dívida em caso de morte ou invalidez do titular).

Quais as principais estratégias e investimentos da seguradora para enfrentar a concorrência?

No centro de nosso desafio está o bom atendimento ao cliente, transparência, simplificação de contratos, enfim, uma série de ações para estreitar o relacionamento com os segurados e estar próximos de suas necessidades. Queremos ajudá-lo a proteger suas finanças e patrimônios contra riscos adversos. Nosso planejamento inclui ampliar participação em grandes riscos e soluções corporativas – área em que temos muita experiência -, expandir as parcerias da Garantec com varejistas de modo a oferecer aos seus clientes proteção contra defeitos de centenas de itens, desde pequenos e portáteis até grandes eletrodomésticos, além de, no segmento de pessoa física, proporcionar produtos cada vez mais em linha com as expectativas e necessidades dos clientes.

 

 

Valor Financeiro traz 70 páginas sobre seguros

Por Denise Bueno em 27/05/2011

O Valor Econômico publica hoje uma edição inédita sobre seguros, previdência e capitalização. Vale a pena conferir e guardar. São mais de 20 matérias sobre os diferentes temas que movimentam a indústria de seguros brasileira, desde os milionários projetos de infraestrutura até a mais simples apólice para atender o consumidor que acaba de ultrapassar a linha de pobreza. A indústria cresce a uma taxa média de 15% ao ano na última década e deve encerrar 2011 com vendas acima de R$ 200 bilhões.

Ainda há um longo caminho a percorrer, como melhorar a comunicação com os consumidores, vencer entraves regulatórios e ofertar preços mais acessíveis. Mas é também preciso comemorar as vitórias já conquistadas, relatadas nesta edição produzida pela equipe de projetos especiais do Valor.

A revista pode ser lida no portal do Valor (www.valor.com.br), clicando na capa da edição que se encontra do lado esquerdo da tela. Ou pelo link http://www.revistavalor.com.br/home.aspx?pub=21&edicao=12

 

 

O mercado de resseguro brasileiro amadurece

Por Denise Bueno em 27/03/2011

Não pude cobrir pessoalmente a 3 ª Conferência Brasileira de Resseguros no Rio de Janeiro. Infelizmente. Mas em conversas com quem participou e lendo os textos publicados no site da revista inglesa Reactions, que promoveu o evento, trago aqui um resumo do que aconteceu nos dois dias de debates sobre os três anos de abertura do mercado de resseguros brasileiro.

O mercado de resseguros no Brasil deverá triplicar até 2030, segundo especialistas que participaram do evento promovido nos dia 24 e 25 de março. Em volume de faturamento, isso significa passar dos US$ 2,4 bilhões de 2010 para US$ 7,2 bilhões até 2030. Muitos consideram essa expectativa para lá de conservadora diante dos milionários investimentos necessários para sustentar o crescimento econômico do Brasil, sede da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016.

O seminário aconteceu justamente na semana em que governo e iniciativa privada discutiam mudanças significativas nas regras do resseguro. As resoluções 224 e 225 foram editadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) em dezembro. A 224 veta o repasse de contratos de resseguros entre empresas do mesmo grupo e a 225 exige que 40% do contrato sejam obrigatoriamente colocados com resseguradoras locais, ou seja, estabelecidas com companhias aberta no país.

Tais mudanças, que podem para alguns ser banais, tem o poder de mudar o destino de uma indústria caso estejam muito fora do que é praticado mundialmente. Tanto a liberdade total não foi benéfica no caso da Argentina, na década de 90, levando o ressegurador estatal à falência, como também muitas restrições acabam por desproteger o país como avaliou o estado de Nova York. Após os atentados de 11 de setembro, o estado reduziu as restrições para que as resseguradoras estrangeiras pudessem assumir mais riscos demandados pelo novo cenário de globalização e interligação das economias.

As seguradoras estrangeiras, que trouxeram para o Brasil o braço de resseguros do conglomerado, utilizaram todo o peso das entidades internacionais para influenciar o governo brasileiro. Conseguiram o adiamento da validade das regras, passando de janeiro para o final de março. Com dois meses de discussão, conseguiram também flexibilizar um pouco a restrição inicial de repasse dos contratos de resseguros entre empresas do mesmo grupo. A primeira versão da resolução 224 era de que uma seguradora não poderia repassar absolutamente nada para a resseguradora do mesmo grupo contratos de resseguro. Uma proposta de 20% foi colocada na mesa de discussão. Na última versão conhecida, o limite chegava a 40%, excluindo dessa reserva contratos de seguro garantia, de crédito e rural.

As seguradoras estrangeiras agora finalizam a criação de uma associação para defender seus interesses diante de proteções consideras inconstitucionais por advogados renomados no país. Ainda lutam para o adiamento das regras e trabalham em novas propostas, como a tributação, cronograma de novos investimentos, oferta de capacidade para riscos complexos como pré-sal e um roteiro de autoregulamentação do setor.

Segundo vários executivos, a 224 foi feita para beneficiar o IRB Brasil Re, que vinha perdendo mercado diante da competição natural de um mercado recém aberto. Um dos motivos é o custo administrativo. Enquanto o IRB tem 500 funcionários, as resseguradoras estrangeiras operam com um numero infinitamente menor, que sequer chega a 50 no caso daquelas que abriram uma resseguradora local. Já as admitidas, contam com um numero que não chega a 20 funcionários, por usarem a infraestrutura da matriz.

Leonardo Paixão, presidente do IRB-Brasil Re, maior resseguradora local do Brasil, defendeu as mudanças nas regras do resseguro, limitando o repasse de contratos de resseguros entre empresas do mesmo grupo. Segundo divulgou a revista inglesa Reactions, que promoveu a Conferência Brasileira de Resseguros do Brasil, o executivo disse durante palestra que “depois de observar algumas práticas que eram quase clandestine, órgão regulador decidiu agir para conter tais abusos”.

Paixão disse a plateia que as restrições visam proteger os resseguradores locais e não o IRB. “Temos de ter um mercado local de pelo menos 40%. Acreditamos que teremos mais resseguradores locais com as regras e que ninguém deixará o país”, acrescentou Paixão.

Caso as negociações avancem dentro do que os estrangeiros solicitam, é praticamente certo a transformação de seis grandes grupos da categoria ressegurador admitido para ressegurador local, segundo uma influente fonte do setor. Ou seja, cada uma delas teria de aportar R$ 60 milhões como capital mínimo, além do investimento em contratação de pessoas e tecnologia.

Uma das formas de tornar o IRB mais competitivo, segundo o presidente Paixão, é internacionalizar o ressegurador que após quase 70 anos de monopólio vem se adaptando para competir num mercado aberto. “A proteção do IRB está na modernização da empresa e na internacionalização”, disse aos executivos presentes.

Apesar de tudo, otimismo se mantém em alta

Apesar das discussões e demonstrações de descontentamento com a atitude do governo, as empresas se mantêm otimistas e confiantes sobre as oportunidades de longo prazo em uma das economias que mais cresce no planeta.

De acordo com os painelistas do evento, o mercado do Brasil já percorreu um longo caminho desde a abertura, em 2008. E agora luta para corrigir imperfeições e assim ajustar-se para acompanhar o crescimento da economia, que entre os BRICs (Brasil, Rússia, índia e China) é o que mais tem atraído investimentos estrangeiros, perdendo apenas para a China, considerada o motor do mundo com seus mais de 1,6 bilhão de habitantes que começam a ingressar no mundo do consumo.

Segundo avaliação de vários palestrantes durante o disputado evento, as grandes empresas consumidores de seguros, que por quase 70 anos foram obrigadas a comprar resseguro do IRB Brasil Re, beneficiaram-se da concorrência gerada com a entrada de 96 resseguradores internacionais, que trouxeram especialização, técnica e preço diferenciados.

Segundo Luiz Alberto Pestana, vice-presidente da UBF Seguros, em 2007, a grande pergunta era se a abertura seria boa ou ruim para o país. “Costumávamos responder depende. Será boa para os bons riscos e ruim para os rmaus riscos. O que temos hoje é no mínimo um mercado mais justo”, opinou. Pestana.

Jacques Bergman, presidente da Fairfax Brasil, relatou que houve uma completa mudança nos preços porque as resseguradoras internacionais trazem uma abordagem mais técnica para a subscrição. “Hoje os preços são completamente diferentes do que eram quando o mercado era monopolio do IRB, pois estamos em um mercado aberto”, diz Bergman em sua palestra.

Segundo Phillipe Rochaix, presidente da XL Re Latin America, a principal mudança veio com a possibilidade das resseguradoras poderem usar suas técnicas para calcular o preço de acordo com o risco apresentado e ofertar coberturas diferenciadas para atender as necessidades de proteção dos clientes.

Com um cálculo mais apurado de levantamento de probabilidades e histórico de prevenção e de acidentes, as empresas que investem em gerenciamento de risco e um histórico de poucos acidentes têm taxas mais baixas. “Os riscos ruins têm taxas mais altas porque tem um histórico de perdas”, informa Bergman.

Ajustes fazem parte do desenvolvimento do mercado

O otimismo não retira as criticas das alterações no setor com as resoluções 224 e 225. “Acreditamos que isso vai contra a prática internacional”, disse Benjamin Gentsch, CEO adjunto da Scor Global P&C, informa a Reactions. “Nós acreditamos que é preciso haver uma discussão entre o governo e a indústria de seguros e resseguros. A tendência de perdas do mercado internacional com as recentes catástrofes podem agravar ainda mais a situação para o Brasil em caso de ser aprovada regras restritivas a atuação dos estrangeiros.

“A indústria de resseguros é caracterizada pela pulverização global do risco”, comenta Gentsch, afirmando não ser contra as regulamentações brasileiras. “Mas é preciso ter coerência, como Austrália, Nova Zelândia e Japão. Países que sofreram com catástrofes recentes e contam com seguro para ajudar na reconstrução”.

Segundo Philippe Rochaix, presidente e CEO da XL Re Latin América, disse em sua palestra que a mudança de regra no Brasil atrapalha a eficiência do setor. “A principal regra do resseguro é a pulverização do risco em todo o mundo”, disse ele. “O Brasil tem a chance de se tornar um centro de resseguros na América Latina, desde que haja coerência na regulamentação”.

Nick Metcalf, CEO da Liberty Syndicates, ponderou que mudanças nas regras são típicas de mercados recém abertos. “Eu não acredito que o protecionismo é a palavra correta, mas é importante que as regras não sejam discriminatórias. Tenho certeza que p tema será mais debatido para que se encontre uma solução eficaz para o Brasil”.

Para Metcalf, em um mercado recém aberto é natural que alguns players tenham mais apetite do que outros e atuem com uma estratégia agressiva para obter volume. “Vimos isso em vários países que liberalizarem seus mercados. E como resultado, temos um mercado maduro, onde se destacam as empresas que apostaram nas relações de longo prazo e a saída daquelas que optaram por um estratégia de curto prazo”.

Para o CEO da Liberty Syndicates, o mercado de resseguros no Brasil, com prêmios de US$ 2,6 bilhões, é pequeno para as 96 resseguradoras autorizadas a operar localmente. “Mas isso é uma das características de uma pós-mercado liberalizado”, disse ele, segundo informa a reportagem da Reations.

“Como as coisas se acalmam, vamos encontrar os números diminuem. É um mercado gato não para que haja um pouco mais de transparência nos resultados, e como as empresas vêem os problemas de rentabilidade que vem através de pessoas vão sair. ”

Gentsch, da Scor, comentou que em outros mercado dos mundo há mais de 100 resseguradoras competindo por uma fatia do bolo e que cerca de 30, no máximo, são mais ativos nas negociações.

Demanda crescente por proteção para riscos globais

O crescimento econômico no Brasil traz um novo cenário de riscos para as empresas brasileiras, onde as apólices de interrupção de negócios e responsabilidade civil tem um grande potencial para se desenvolverem, acredita Florian Kummer, executivo da Liberty Syndicates, braço de resseguros do grupo Liberty Mutual e um dos principais sindicatos do Lloyd’s of London, segundo reportagem publicada pela Reactions.

O seguro de lucro cessante tem sido mais demandado por empresas que tem cadeias complexas de suprimentos, como as indústrias químicas e automotiva. Já o seguro de responsabilidade civil vem de encontro as necessidades da indústria de construção civil, onde o seguro de produtos e de danos ambientais são essenciais para garantir a sustentabildiade dos negócios.

Para Florian, a grande vantagem da Liberty está na técnica de subscrição. Por serem produtos inovadores para o país, quem tiver mais capacidade de fazer uma boa subscrição conseguirá se destacar com produção e com rentabilidade.

 

 

Dicas para gerenciar o Cisne Negro

Por Denise Bueno em 25/03/2011

Hoje o consultor Francisco Galiza fez uma análise bem interessante sobre um estudo da Aon Risk Service, que se destaca mundialmente pelos serviços prestados aos clientes que a fazem ser a maior corretora de seguros do mundo. O estudo “Keys to Success in Managing a Black Swan Event”, ou caminhos para ter sucesso no gerenciamento do Cisne Negro, traz importantes recomendações às empresas.

“Não é uma crítica cinematográfica para falar do último filme da Natalie Portman, quando ela ganhou o Oscar de melhor atriz. A expressão “Cisne Negro” foi primeiramente popularizada pelo consultor Nassim Taleb (“A lógica do Cisne Negro”, publicado no Brasil) para se referir àquelas situações altamente improváveis de acontecer e que têm um alto impacto (emocional, financeiro, etc) quando ocorrem”, explica Galiza, em tom de brincadeira.

No sentido econômico, o estudo questiona sobre o que fazer diante de um vazamento de petróleo como o Golfo do México e, agora, o terremoto e o tsunami no Japão. “Há algo a ser feito?”, questiona o consultor. O trabalho contraria o que maioria diz, de que é difícil de se preparar nestas circunstâncias. Por isso dá algumas dicas de como uma empresa deve agir, tendo a comunicação como um dos pontos chaves no sucesso do gerenciamento do Cisne Negro de cada um. “Muitos podem dizer que algumas dessas dicas são óbvias. Entretanto, na hora do “cisne negro”, elas podem ser esquecidas”, alerta Galiza.

1) Equilíbrio emocional é o começo de tudo. A liderança deve estar preparada e consciente desse fato.

2) Formação de um equipe multidisciplinar para enfrentar o problema. Contadores, economistas, corretores de seguros entre outros especialistas.

3) Juntar a equipe de engenharia com a equipe de pesquisa e desenvolvimento. Um exemplo citado no texto é o do filme “Apolo XIII”, com Tom Hanks. Os cientistas tiveram que descobrir uma maneira de ajustar um filtro quadrado em um forma circular.

4) Velocidade e agilidade na tomada de decisões.

5) Otimizar comunicações. Não adianta ter conteúdo se isso não é transmitido de modo eficiente.

A íntegra do estudo pode ser acessada no link http://www.aon.com/attachments/risk-services/Manage_Black_Swan_Even_Whitepaper_31811.pdf

 

 

Especialista identifica falhas na venda de seguros para a classe de menor renda

Por Denise Bueno em 16/09/2010

*matéria extraída do site da CNSeg www.viverseguro.org.br

Consultor de marcas e autor do livro “As marcas no divã: uma análise de consumidores e criação de valor”, Jaime Troiano está convicto de que ainda prevalece entre as empresas brasileiras um “olhar etnocêntrico” em relação às classes menos favorecidas. “Ao olhar o outro segundo os nossos próprios valores não enxergamos suas reais necessidades”, disse.

Troiano foi um dos participantes do painel que discutiram “Tendências de consumo de produtos e serviços”, durante o primeiro dia do “V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada”, que termina nesta quinta-feira, em São Paulo (SP).

De acordo com o consultor, por conta dessa visão distorcida, as empresas cometem equívocos, como adaptar – ou “depenar”, como classificou – os produtos mais sofisticados para então oferecê-los às classes mais baixas. “Criar um produto mais barato para quem não tem dinheiro é um erro, pois fará com que ele se sinta ainda mais pobre”, afirmou.

Além de renovar sua visão em relação ao público de baixa renda, Troiano disse que o setor de seguros precisa desenvolver produtos que atendam às aspirações dessa faixa. Uma pesquisa, realizada por ele com três mil pessoas das classes D e E, identificou que a prioridade da maioria é o futuro dos filhos. “Esse público tem sonhos de consumo e projetos de longo prazo, o que representa uma enorme oportunidade ao segmento de previdência privada”, disse.

Mas, embora as perspectivas sejam boas, o mercado é altamente disputado, na avaliação do consultor em franchising Marcelo Cherto, outro participante do mesmo painel. Para ele, todos os segmentos disputam os mesmos consumidores. “A previdência privada concorre também com a TV a cabo, por exemplo, pois se o consumidor decide investir em produtos como este pode não ter dinheiro para pagar o seu plano”, disse.

Para piorar, Cherto disse que concorrência não se aplica somente aos preços dos produtos, mas também à forma de divulgação. Ele comentou a respeito de um estudo que estima em cerca de três mil o número de apelos de consumo a que uma pessoa está sujeita diariamente, por meios diversos que incluem desde panfletos até alto falantes de comércio ambulante, como carrinho de pamonha. Porém, o cérebro humano processa apenas cerca de 280 apelos.

“Portanto, os canais de comunicação precisam gerar experiências de consumo ou então serão esquecidos”, disse. Para tanto, ele ensina que os pontos de vendas (PDV) – ou os canais de distribuição, no caso do seguro -, têm de criar uma conexão emocional com o cliente, se não quiserem ser desprezados.

 

 

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