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É preciso ter mais experts para lidar com riscos cibernéticos, avalia executiva da Zurich

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

A necessidade de ter mais profissionais preparados para lidar com ataques de hackers foi um dos pontos altos do RIMS 2017 (Risk Insurance Management Society), que aconteceu entre 23 a 26 de abril em Chicago (EUA). Trata-se do principal evento mundial que reune gerentes de riscos do mundo inteiro. Nesta última edição foram mais de 6 mil participantes e 400 expositores. Entre eles, um grupo brasileiro com mais de 100 executivos, sendo 30% segurados, 30% seguradoras e 40% corretores.

Entre eles, Glaucia Smithson, diretora de seguros empresariais e de vida e previdência corporativos da Zurich. “Um dos principais assuntos foi riscos relativos a ataques cibernéticos”, conta. Realmente na última sexta feira todos puderam sentir na pele que o temor se justifica. É um risco real. Um estudo chamado Cyber Handbook, divulgado pela Marsh, destaca o grande impacto que os ataques cibernéticos podem ocasionar. Segundo a pesquisa, a violação de dados pode gerar perdas de US$ 2,1 trilhões, no mundo, até 2019. Cifra quatro vezes maior em relação aos prejuízos das empresas em 2015. O mercado gera cerca de US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões em prêmios anualmente, mas as estimativas apontam para US$ 20 bilhões até 2025, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira pelo Financial Times, o que transforma o segmento em um dos que crescem mais rapidamente no setor.

A grande preocupação dos “risk managers” dos mercados mais desenvolvidos está na mudança muito rápida e constante dos cenários político, econômico, social. “Quando falamos em risco, a atualização é constante. Temos profissionais excelentes em linhas clássicas de seguro como o de “property e responsabilidade civil geral, mas, muito poucos em riscos emergentes como riscos cibernéticos e seguros financeiros”, diz a executiva da Zurich. “Quanto mais atualizados e preparados forem os profissionais de seguro, melhor será a qualidade e resultado das discussões na elaboração de soluções para enfrentar os novos riscos do setor”, acrescenta.

Superar um problema do setor, encontrar o especialista certo para enfrentar um novo risco, ajudar uma organização a atingir seus objetivos sociais e de negócios e usar os conhecimentos de gerenciamento de riscos para resolver problemas não tradicionais são as principais características de um bom gestor de risco. Segundo Glaucia, há no mercado hoje dois tipos de compradores de grandes riscos: os transacionais que são puramente voltados à taxa, sem considerar a solidez financeira e qualidade técnica e de serviços da seguradora, e, aqueles que geralmente já tiveram algum tipo de sinistro e valorizam o serviço, o relacionamento a longo prazo e são preocupados com a melhoria do gerenciamento do seu risco.

Questionada sobre os riscos que estão em maior evidência no mundo, ela explica que todas as possíveis situações de risco devem ser modeladas de maneira profissional com um plano claro de gerenciamento de riscos, a fim de proteger e maximizar os seus resultados. “Os riscos têm que ser tratados, remediados e transferidos às seguradoras na medida do possível. Da mesma maneira que uma empresa precisa proteger suas instalações, precisa também do seguro garantia para a performance de contratos ou para liberação do seu passivo em casos judiciais, seus executivos precisam estar protegidos no dia-a-dia da gestão da empresa, as novas construções precisam de proteção, existe a responsabilidade civil, novas tecnologias que trazem risco a todo momento”, diz.

A Zurich, uma das patrocinadoras do evento, apresentou novidades aos gestores de riscos. Veja algumas das ferramentas apresentadas no RIMS 2017.

Zurich MIA – uma ferramenta online que inclui informações específicas de países a respeito de coberturas como limites, termos e condições do país, garantindo conformidade como as regulamentações securitárias e fiscais locais. Ferramenta essencial para a estruturação de programas mundiais.

Zurich Risk Advisor – único inovador no mercado, o Zurich Risk Advisor é um aplicativo de apoio às iniciativas de gestão de riscos que fornece um conjunto de ferramentas de engenharia de risco de auto-serviço aos nossos clientes e corretores. O Zurich Risk Advisor também permite que você realize suas próprias avaliações de riscos, otimizando suas ações de melhoria e orçamento; e, dá a transparência aos nossos clientes e parceiros da metodologia de ponta em engenharia de risco, melhores práticas, percepções dos riscos e padrões da indústria.

Zurich Onsite – inovação tecnológica utilizada pelos engenheiros durante as visitas de inspeções aos clientes. A ferramenta permite uma melhor transparência no processo de avaliação de riscos, contribuindo para o cliente ter contato com a nossa metodologia de avaliação, conhecendo exposições de risco da sua empresa e as possíveis ações de melhorias.

Zurich Risk Room – um meio revolucionário para visualizar riscos globais e a interconectividade do risco, analisando país por país.

My Zurich Portal – ferramenta online que permite a clientes corporativos um único ponto de entrada para todas as informações relacionadas às suas carteiras internacionais de seguro e atividades de engenharia de risco.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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