Pesquisa da Fenacor indica que mercado está otimista

Fonte: Fenacor

Estudo realizado pela Fenacor indica que a confiança do setor de seguros voltou a subir em julho, pelo segundo mês consecutivo, após manter tendência de queda entre março e maio. 

Em julho, assim como no mês passado, essa tendência de retração foi interrompida e a média dos indicadores se situou em aproximadamente 115 pontos, o que indica, por estar acima de 100 pontos, que corretores de seguros, seguradores e resseguradores estão mais otimistas. “Ressalte-se que ainda não estão no mesmo nível favorável de janeiro ou fevereiro, quando o indicador médio era de 130 pontos”, afirma o consultor Francisco Galiza, responsável pela pesquisa.

O ICSS (Índice de Confiança do Setor de Seguros) é um indicador mensal que mede a confiança do mercado brasileiro. 

Esse indicador é o resultado de três variáveis: ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras), ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras) e ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras).

Todo final de mês são enviadas perguntas simples, de múltipla escolha, em que as empresas dizem sobre o que esperam que aconteça nos próximos seis meses, com relação a algumas variáveis relevantes do setor. Ao todo, aproximadamente 100 companhias são entrevistadas em cada oportunidade.

No seu cálculo, o indicador leva em conta três aspectos: economia brasileira, faturamento e rentabilidade de cada um dos setores citados.

O ICSS é divulgado em toda primeira semana de cada mês, tomando como referência os dados obtidos em pesquisa realizada na última semana do mês anterior.

Operação prende suspeitos de fraudar o Seguro DPVAT em Umuarama (PR)

Fonte: DPVAT

Acusados falsificavam prontuários médicos e laudos do IML de vítimas para dar entrada no pedido de indenização por invalidez permanente em desvio de mais de R$ 1 milhão

O Núcleo de Combate à Corrupção da Polícia Civil do Paraná deflagrou nesta terça-feira (30/07) a Operação Calejado para cumprir nove mandados de prisão e 12 de busca e apreensão por conta de fraudes contra o Seguro DPVAT na cidade de Umuarama, no noroeste do Paraná. As investigações começaram a partir de uma notícia-crime enviada pela Seguradora Líder à Polícia Civil. A empresa constatou fraude em 365 processos de recebimento do seguro na região, o que representa um montante de mais de R$ 1 milhão em pagamentos indevidos.

As fraudes decorrem de adulteração de documentos médico-hospitalares (prontuários médicos) do Instituto Nossa Senhora Aparecida e de laudos do Instituto Médico Legal da cidade para a cobertura por invalidez permanente prevista pelo Seguro DPVAT a vítimas de acidentes de trânsito. Segundo as investigações, o esquema envolvia um procurador, um auxiliar administrativo do hospital e funcionários do IML que falsificavam assinaturas e alteravam os laudos das vítimas para que elas recebessem o seguro por sequelas que não existiam ou não eram indenizáveis.

As investigações mostram que o procurador direcionava as vítimas para o Instituto Nossa Senhora Aparecida, onde eram atendidas e recebiam o prontuário com carimbo e assinatura falsificados. A partir daí, o intermediário agendava a perícia no IML e o beneficiário era recebido por médicos que faziam parte do grupo criminoso e também produziam laudos periciais falsos, indicando lesões inexistentes. Em seguida, o procurador dava entrada no pedido de indenização do Seguro DPVAT para a vítima.

Ao monitorar os pedidos de indenização, a equipe de Prevenção e Combate às Fraudes da Seguradora Líder analisou, por meio de ferramentas sistêmicas, os documentos e suspeitou das fraudes.

“Verificamos que as numerações dos prontuários e registros eram sempre as mesmas, assim como as assinaturas dos médicos. Além disso, todas as solicitações partiram do mesmo procurador. Nossos peritos também foram a campo e refizeram as perícias com um grupo de vítimas. Todas as análises identificaram que os beneficiários não apresentavam sequelas e, por isso, não tinham direito à indenização do seguro. Uma vez identificadas as irregularidades, encaminhamos uma notícia-crime à Polícia Civil de Curitiba”, afirmou Jorge Sodré, gerente Jurídico Criminal da Seguradora Líder.

De acordo com o executivo, a Seguradora Líder vem investindo cada vez mais no combate às fraudes para evitar casos como o de Umuarama. O uso da tecnologia tem sido um grande aliado neste trabalho. Todos os pedidos de indenização do Seguro DPVAT recebem monitoramento contínuo, sendo avaliados por softwares de inteligência artificial, que contêm ferramentas de filtros sistêmicos de ocorrências suspeitas, além de controle de risco. A equipe utiliza ferramentas de Analytics, com mais de 200 variáveis; realiza uma análise documental; e aplica um filtro capaz de cruzar as informações dos documentos apresentados e o banco de dados da Seguradora. Além disso, quando necessário, são realizadas investigações de campo. Ao identificar uma irregularidade, uma notícia crime é encaminhada aos órgãos competentes.

Como resultado destas iniciativas, foram identificadas, no ano passado, 11.898 fraudes ao Seguro DPVAT em todo o país, sendo 457 apenas no Paraná. Neste ano, de janeiro a junho, as iniciativas proativas da Seguradora Líder já resultaram em 20 sentenças condenatórias, 25 condenados, 24 cancelamentos, suspensões ou cassações de registros em órgãos de classe e 2 prisões em todo o Brasil. O quantitativo chega a 3.750 fraudes detectadas, representando o montante de perda máxima evitada de R$ 26,2 milhões.

A companhia ainda esclarece que qualquer pessoa pode denunciar casos suspeitos relacionados a pedidos de indenização do Seguro DPVAT. As denúncias podem ser feitas por meio do 0800 022 12 05 ou pelo site www.seguradoralider.com.br. As ligações são gratuitas e, em nenhum dos dois canais, é necessário se identificar.

Banestes contrata Mondial Assistance

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Fonte: Mondial

A Mondial Assistance anuncia parceria com a Banestes Seguros S.A., seguradora do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes S.A.). A partir deste mês, todos os clientes que contratarem o seguro auto do banco capixaba contarão com o serviço de assistência 24 horas da empresa.

A seguradora está presente em todos os 78 municípios capixabas, através das agências bancárias do Banestes, contando ainda com 4 lojas próprias de atendimento comercial e mais de 300 corretores de seguros autorizados a comercializar seus produtos por todo o estado.

Integrante do sistema financeiro detentor da maior rede bancária do Estado do Espírito Santo, a Banestes Seguros contará agora com uma operação exclusiva localizada em São Bernardo do Campo, na Grande SP, e mais de 14 mil prestadores de serviço espalhados por todo o Brasil. Com a forte cultura da inovação empregada na empresa, Vincent Bleunven, CEO da Mondial Assistance, afirma que a companhia investe em infraestrutura técnica e utiliza ferramentas para melhorar cada vez mais a experiência do cliente. “Nossa operação estará à disposição dos capixabas para garantir proteção a qualquer hora, em qualquer lugar”, finaliza.

Otacilio Pedrinha, presidente da Banestes Seguros, reforça que a parceria foi concretizada devido à qualidade dos serviços prestados. “Visamos proporcionar ao cliente uma experiência cada vez mais atrativa no âmbito tecnológico, da variedade de serviços e da abrangência de atendimento”, destacou.

Acidentes envolvendo motocicletas ultrapassam 119 mil indenizações do Seguro DPVAT em 2019

Fonte: DPVAT

A motocicleta foi o veículo com o maior número de indenizações no primeiro semestre deste ano, concentrando 77% de todos os sinistros pagos neste período. Foram mais de 119 mil indenizações pagas somente para acidentes com motos, sendo 71% delas (ou 84.557) para a cobertura de invalidez permanente.

Os motociclistas foram as maiores vítimas nas indenizações pagas nos primeiros seis meses de 2019. Dos 88.542 motoristas indenizados, 78.480 eram motociclistas. Quando analisada somente a cobertura por morte, foram 7.130 indenizações contabilizadas.

As vítimas de acidentes com motocicletas são, em sua maioria, jovens em idade economicamente ativa. No período citado, as vítimas entre 18 e 34 anos concentraram 49% dos acidentes fatais e 52% dos acidentes com sequelas permanentes.

Na avaliação do superintendente de Operações da Seguradora Líder, Arthur Froes, é necessário melhorar a formação nos centros de condutores. “Os números indicam a importância de se investir na conscientização dos jovens durante o período de formação nas autoescolas. É fundamental que os recém-habilitados deixem as escolas de direção cientes das normas de segurança e legislação de trânsito. Além disso, é essencial o respeito a essas regras e também a atenção ao volante, uma vez que os dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que a falta de atenção dos condutores foi a principal causa dos acidentes no ano passado”, afirma.

S&P Global eleva rating de força financeira da SCOR Brasil Resseguros para “AA-”

Fonte: Scor Brasil

A SCOR Brasil Resseguros acaba de ter seu rating de força financeira elevado pela Standard & Poor’s Global, referência mundial na realização de avaliações de crédito e análises econômicas há mais de 150 anos. Com a atualização, a resseguradora passa de “BBB” para “AA-”, igualando-se à SCOR SE, matriz do Grupo SCOR.

A S&P Global acredita que a garantia parental do Grupo dará suficiente apoio à companhia brasileira, mesmo diante de possíveis incertezas e volatilidades relacionadas à dívida soberana nacional.

Em relação à perspectiva, a avaliação permanece estável “stable outlook”. A S&P Global entende que a SCOR SE seguirá produzindo resultados consistentes e sustentáveis, que permitirão ao Grupo manter uma robusta adequação de capital, no nível “AAA”, usando o modelo de capital de risco da S&P Global.

“Trata-se de uma excelente notícia para a SCOR Brasil, pois não só reafirma a solidez do Grupo, como mostra o comprometimento com o nosso negócio local e com o país”, afirma o CEO da resseguradora, Eric Lundgren.

Assalto de 720 quilos de ouro no aeroporto internacional conta com seguro transporte

assalto ouro GRU seguradora

A semana promete muitas noticias sobre o seguro transporte tendo com foco quem são as seguradoras do assalto que, na quinta-feira passada (25), levaram 720 quilos de ouro do terminal de carga do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), porque o gerenciamento de risco falhou e o que a apólice cobre. Os investigadores estimam que a quadrilha tenha gasto cerca de R$ 1 milhão para levar planejar e executar o roubo.

Durante o final de semana o blog Sonho Seguro buscou profissionais do setor para ter mais detalhes do seguro, mas ninguém forneceu informações além das que já estavam disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pela transportadora Brinks, e divulgadas pela delegacia responsável pelo caso. Mas nesta semana certamente tais detalhes virão à tona.

De acordo com um levantamento das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal, foram registrados mais de 22 mil ataques a motoristas em todo o país, em 2018. A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC) aponta que o prejuízo para o setor produtivo com a perda de cargas e veículos chegou a cerca de R$ 2 bilhões no ano passado.

Mas esse assalto foi o maior já registrado em um aeroporto brasileiro. A transportadora de valores Brink’s divulgou comunicado na sexta-feira informando que o roubo de ouro tem cobertura de seguro e não terá impacto significativo nos resultados financeiros de 2019 ou na capacidade da empresa de continuar servindo servindo seus clientes internacionais.

As mídias destacam que uma empresa ligada a resseguradoras oferece 150 mil de recompensa a quem fornecer pistas que levem ao bando que roubou a carga avaliada em R$ 100 milhões. Segundo o consultor José Gonçalves Neto, da Lowers & Associate International, empresa de gerenciamento que representa um grupo de resseguradoras, a recompensa será dada por “informações seguras que levem à apreensão do ouro e identificação dos criminosos” “Estou autorizado a declarar que haverá uma recompensa de R$ 150 mil a quem, do povo, contribuir com informações seguras e efetivas” disse ele na manhã de sexta (26), segundo informa a Folha.

Muito difícil. Essa é a avaliação de integrantes da cúpula da Polícia Civil de São Paulo em relação as chances da carga ser recuperada. Segundo delegados ouvidos pela Folha, algumas razões explicam essa dificuldade: primeiro, porque o crime foi cometido por uma quadrilha bem organizada e, por isso, provavelmente já havia um destino para o material, antes mesmo do início do roubo. Um segundo motivo, ligado ao primeiro, é o fato de o ouro poder ser derretido facilmente, o que torna praticamente impossível rastrear sua origem. Ainda que encontrado, com novo formato, não é possível garantir que se trata do mesmo material levado pelo grupo criminoso.

Veja as dicas da AIG sobre danos causados por hackers

SENHA: SONHO SEGURO

Flavio Sá, gerente de linhas financeiras da AIG, e Victor Perego, especialista em riscos cibernéticos da AIG

E se a sua empresa for hackeada como Sérgio Moro e agora Jair Bolsonaro?

Tem seguro que cobre despesas que o segurado venha sofrer decorrente de um ataque cibernético. Ele cobre indenização à terceiro que tenham dados vazados e as seguradoras disponibilizam um 0800 que ajuda os segurados na resposta ao incidente

Se o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça Sérgio Moro, bem como os presidentes da Câmara e do Senado, os membros do Superior Tribunal de Justiça e da procuradora-geral da República foram, qualquer pessoa corre o risco. Não se sabe ao certo os prejuízos que serão causados ao Brasil com os principais poderes terem sido hackeados. Mas é possível mensurar os riscos das empresas e acionistas. E se a fábrica parar? E se as informações estratégicas forem expostas, assim como os dados de clientes?

Quem quiser mensurar qual o risco disso acontecer, basta perguntar para um corretor ou segurador que atue com seguro para riscos cibernéticos. No Brasil, menos de dez seguradoras atuam com esse risco, pois ele exige muita especialização. Mas cada dia uma nova concorrente ingressa neste mercado, pois esse é o seguro considerado “a bola da vez”. “No mundo se fala que ele será o protagonista do mercado segurador em até 10 anos, desbancando o seguro automóvel que hoje lidera as vendas do segmento de seguros gerais”, comentou ontem durante entrevista o CEO da Tokio Marine, que acaba de entrar neste segmento.

O blog Sonho Seguro foi procurar especialistas no assunto para explicar como as seguradoras atuam neste segmento. Como funciona o seguro, o que ele cobre, como deve ser acionado entre outras dúvidas. Veja as dicas do corretor especializado neste tema, Claudio Macedo Pinto, Clamapi Seguros Cibernéticos, primeira corretora de seguros do Brasil dedicada prioritariamente ao seguro de proteção digital.

Como funciona o seguro cyber? 

É um seguro hibrido, assim como o seguro de carro, que cobre danos aos veículos, a terceiros e também oferece assistência. No seguro cibernética, o conceito é o mesmo. O seguro cobre despesas que o segurado venha sofrer decorrente de um ataque cibernético, bem como paga indenização à terceiro que tenham dados vazados. Além disso, as seguradoras contam com um 0800 que ajuda os segurados na resposta ao incidente.

O que cobre? 

São diversas coberturas, com danos morais, despesas com advogados e peritos forense, lucro cessante, multas de órgãos reguladores, despesas com notificação de clientes, extorsão (Ransomware), despesas com relações públicas especializadas de gestão de crise, entre outros serviços. É importante frisar que nenhuma seguradora possui todas as coberturas disponíveis e não há obrigatoriedade de se contratar todas as coberturas disponibilizadas por elas. 

Quem pode comprar? 

Qualquer empresa pode comprar, inclusive micro e pequenas empresas, desde que atendam os quesitos mínimos exigidos pelo mercado segurador.

Quais as exigências da seguradora para aceitar o risco? 

Mediante o preenchimento de um questionário, a seguradora irá avaliar o perfil de risco. Cada seguradora tem os seus critérios, mas basicamente a empresa tem que possuir sistemas protecionais aceitáveis, caso contrário o seguro pode ficar mais caro ou até mesmo ser negado pela seguradoras.

Se a empresa é hackeada, quais as atitudes deve tomar?

Um ataque cibernético é que nem incêndio. Se não houver uma reação rápida, o problema se alastra e no caso de cyber, a velocidade é bem maior do que num incêndio. As primeiras 48 horas são as mais críticas onde a empresa deve  tomar providências urgentes contando com a ajuda de profissionais especializados em segurança da informação, advogados especializados em direito digital, entre outros. E se a empresa possuir um seguro cibernético, deverá acionar a seguradora que possui especialistas em várias áreas. Backups por exemplo, poderão ser acionados mas dependendo do porte da empresa, um backup pode levar horas ou dias para ser utilizado. E o backup não evita: lucro cessante, reclamações dos clientes que tiveram dados vazados, multas e sansões  administrativas de órgãos reguladores,  danos a imagem da empresa, despesas com advogados, despesas para notificar os clientes, despesas com investigação. 

Como é o procedimento para solicitar a indenização? 

As apólices são a base de notificação, ou seja, toda vez que a empresa tiver conhecimento de um ataque bem-sucedido deverá comunicar a seguradora. Esta comunicação deve ser de maneira clara e objetiva, indicando a data da ocorrência, o nome do reclamante (se for o caso), a forma como está sendo apresentada a reclamação e as medidas adotadas para minorar os efeitos do procedimento inadequado gerador da reclamação. E apresentar os documentos necessários que comprovem os prejuízos. 

Como as perdas sao calculadas? 

Depende da cobertura: se for terceiros, um juiz é que vai decidir o valor da indenização. No entanto, a empresa poderá fazer um acordo extra judicial com o aval da seguradora. Se for lucros cessantes, a empresa deverá comprovar o que deixou de faturar em decorrência do ataque.

Quanto tempo leva para o segurado receber o valor do seguro? 

Após a entrega de todos os documentos necessários para concluir a liquidação do sinistro, a seguradora tem que indenizar em até 30 dias. 

Chubb lucra US$ 2,1 bilhão no primeiro semestre

Fonte: Chubb

A Chubb divulgou lucro líquido de US$ 2,1 bilhões no primeiro semestre deste ano, queda de 7,8% comparado aos US$ 2,3 bilhões no mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre, o lucro foi de US$ 1,1 bilhão, queda de 11% ao primeiro semestre de 2018. No últimos trimestre, os prêmios retidos de P&C foram de US$ 7,8 bilhões.

Evan G. Greenberg, Chairman e CEO da Chubb Limited, comentou: “A Chubb teve um trimestre muito bom, com o lucro operacional de US$ 2,60 por ação, com excelentes resultados de subscrição (underwriting) e forte crescimento de prêmios e receitas. Nosso índice combinado de P&C foi de 90,1% e nosso índice combinado de subscrição, excluindo as perdas por catástrofes foi de 88,9%.

Segundo ele, o grupo se beneficiou de uma melhoria de preços de seguros e um ambiente favorável de subscrição, proporcionando um salto de qualidade para os clientes e para o desenvolvimento de iniciativas de crescimento global. “Os aumentos de preços continuaram apertados no trimestre, ao mesmo tempo em que se espalharam para mais linhas e segmentos de negócios, particularmente no mercado de atacado nos EUA e Londres. Nós também pudemos observar sinais iniciais de que as condições mais favoráveis de preço de mercado rapidamente estão se espalhando para mais territórios em todo o mundo”, comentou no release distribuído à imprensa. “Em suma, este trimestre foi repleto de crescimento e aumento de preços e estamos em um bom momento. Nossa companhia está executando os serviços em alto nível e estamos confiantes em nossa capacidade de performance superior”.

Tokio Marine lucra R$ 243 milhões no 1o. semestre

ferrara Tokio marine

A Tokio Marine registrou lucro de R$ 243 milhões no primeiro semestre de 2019, crescimento de 24% em comparação ao mesmo período de 2018, comemora o CEO José Adalberto Ferrara em clima de grande otimismo com o desempenho da companhia, que completou em julho deste ano 60 anos de Brasil. “A companhia cresceu dois dígitos em vendas, 10,7%, para R$2,74 bilhões, no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2018, um ano no qual já havíamos registrado recordes”, comemora. O índice combinado ficou em 91%, considerado um bom indicador quando se avalia uma seguradora.

No segmento no qual a seguradora opera — ramos elementares e vida — o mercado segurador registrou crescimento de 8,1% até maio, segundo dados da Confederação das Seguradoras (CNseg). Considerando-se também o PIB brasileiro caiu 0,2% no 1º trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado, o resultado obtido pela Tokio Marine é muito relevante. “A boa notícia é que o mercado segurador cresce. E a Tokio vai além”, ressalta o executivo.

No primeiro semestre do ano, o mix da companhia é formado por automóvel, com 62%, produtos corporativos, com 26%, seguros massificados, com 4,3%, e vida, com 7%. A linha que mais cresceu foi de seguros corporativos, com 28,8%, seguida por vida, com 18%, massificados, com 17% e auto, com avanço de 5% e 1,8 milhão veículos segurados. “Vale destacar que o seguro auto na média do mercado cresceu só meio ponto percentual até maio, o que enaltece o resultado obtido pela Tokio com avanço de 5% e nos coloca como a quarta maior do mercado neste segmento”, pontua Ferrara.

No mundo, o Brasil passou a ocupar a terceira posição em receitas do grupo, atrás apenas do Japão e dos Estados Unidos. Ou seja, o Brasil é o terceiro maior mercado do mundo do grupo japonês que opera em 38 países e neles faturou, em 2018, R$ 143 bilhões e lucrou R$ 8,6 bilhões, com seus mais de 38 mil colaboradores. “No ano passado ultrapassamos as subsidiárias da Ásia e da Inglaterra”, cita ele ao blog Sonho Seguro.

Ferrara credita o bom desempenho da companhia a várias razões, entre elas destaca a estratégia de ser multilinha (atuar com diversos tipos de seguros), lançamento de novos produtos como o seguro digital, fiança locatícia e rural, e ao investimento em tecnologia. “Esses três pontos nos ajudaram a fortalecer e a incrementar ainda mais a nossa parceria com os mais de 30 mil corretores e assessorias, num esforço conjunto de reinvenção de todos para nós adaptarmos aos novos hábitos de consumo”, comentou.

Ferrara tem fortes expectativas de manter os bons resultados para o segundo semestre. “Apesar de ser um período de competitividade maior, acreditamos que os lançamentos de produtos do primeiro semestre trarão bons frutos ainda neste ano, principalmente o seguro digital, que garante cobertura para perdas causadas por interrupção de negócios e prejuízos causados a terceiros devido a ataques cibernéticos para as pequenas e médias empresas. O mundo todo afirma que esse produto será o grande protagonista do mercado segurador em 10 anos, substituindo o seguro de automóvel”.

O auto popular também está entre os produtos destacados por Ferrara para manter os resultados sustentáveis da companhia. O grupo ampliou a faixa de veículos aceitos, agora com 126 modelos, de zero quilômetro até 25 anos de uso. “É um produto importante para todo o mercado, pois ele tem um preço mais acessível, o que ajuda a garantir a entrada de novos clientes e também reter o cliente que possivelmente deixaria de comprar o seguro em razão do envelhecimento de seu veículo”, afirma. Segundo ele, 80% dos clientes do produto popular são novos entrantes e 20% que teriam desistido do seguro tradicional, mas mantiveram a apólice por conhecer o novo produto, que é autorizado pela Susep para usar peças certificadas e indeniza um percentual menor do que a tabela Fipe, tida como referencia para os valores de automóveis.

O CEO da Tokio também está animado com a perspectiva da Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgar a regulamentação de seguros com prazo de menor de vigência, o que deve estimular o lançamento de diversos seguros que fazem sucesso em vários países, conhecidos como “on demand”. Atualmente, os seguros comercializados tem prazo de um ano, em sua grande maioria. A ideia é trazer produtos com prazos de horas. “Algumas subsidiárias da Tokio já tem experiência neste tipo de produto e, se realmente sair a regulamentação no Brasil, certamente ampliaremos nosso mix de produtos”, comentou.

O crescimento por aquisições é um assunto não mencionado, mas Ferrara afirma que o grupo japonês tem anunciado compras, como na Tailândia no primeiro semestre. “Temos uma posição compradora no mundo, e isso inclui o Brasil. Estamos sempre de olho em bons negócios, que agreguem valor a companhia, aos acionistas, aos corretores e aos clientes”, finalizou.