Idade mínima de aposentadoria de servidores continuará na Constituição

Fonte: Por  Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Os servidores públicos federais continuarão a ter idade mínima de aposentadoria fixada na Constituição, com a possibilidade de que outros parâmetros, como tempo de contribuição, sejam alterados por lei complementar. A mudança consta do voto complementar da reforma da Previdência, lido hoje (2) pelo relator na comissão especial na Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

A primeira versão do relatório estabelecia que os parâmetros para a concessão de aposentadoria aos servidores federais fossem transferidos para lei ordinária. A mudança iguala o tratamento dos funcionários públicos federais aos de professores e trabalhadores privados, que também terão os parâmetros definidos por meio de leis complementares, que requerem maioria qualificada para serem aprovadas.

Segundo Moreira, a definição dos parâmetros por lei complementar evita que as condições de aposentadoria sejam alteradas por meio de medida provisória ou projetos de lei com votação simbólica.

Gatilho

A proposta original do governo estabelecia um gatilho automático para as idades mínimas de aposentadoria, que seguiriam o aumento da expectativa de vida medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O relator, no entanto, manteve o mecanismo fora da reforma, fazendo com que futuras alterações nas idades mínimas precisem ser alteradas por emendas à Constituição.

Relator diz que decisão sobre estados pode ficar para o plenário

Fonte: Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

O relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), disse hoje (2) que ainda não foi fechado acordo para a inclusão de estados e municípios no seu voto complementar, que deve ser lido nesta tarde no colegiado. Segundo o relator, “talvez” o melhor seja manter o diálogo com governadores e líderes partidários para incluir os servidores estaduais e municipais nas novas regras previdenciárias no plenário da Câmara. 

“Ainda tem uma expectativa [de inclusão de estados e municípios ainda na comissão especial], mas talvez o melhor procedimento que possa ocorrer é no plenário, o que não é ruim. É bem possível. Talvez mais fácil do que na comissão”, disse Samuel Moreira, após reunião com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), governadores e líderes na residência oficial da presidência da Câmara.

De acordo com o projeto enviado pelo governo federal, a proposta de emenda à Constituição (PEC 6/19) da reforma da Previdência valeria automaticamente para servidores dos estados e dos municípios, sem necessidade de aprovação pelos legislativos locais, mas esse ponto foi retirado do parecer do deputado Samuel Moreira.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), disse que o voto complementar do relator com modificações no texto original não vai incluir estados e municípios. Segundo ele, a inclusão de servidores estaduais e municipais poderá ocorrer na votação em plenário. 

De acordo com Sampaio, o acordo entre os líderes dos partidos que apoiam a reforma é não apresentar destaques com sugestões de mudanças no texto na comissão para não atrasar a votação do relatório.

Na saída da reunião, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, afirmou que, na reunião, foi manifestado o apoio dos governadores à inclusão dos estados e municípios na reforma da Previdência. “A decisão está nas mãos dos líderes dos partidos para que possam tomar uma decisão com relação à entrada dos estados ou não”. 

Acordo entre Mercosul e União Europeia deve impulsionar mercado de seguros de transporte

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Um dos maiores acordos de comércio da história – avaliado em cerca de US$ 20 trilhões – pode impulsionar também o mercado de seguros de transporte. Para executivos da Argo Seguros, uma das maiores seguradoras do Brasil em comércio exterior, as perspectivas do tratado firmado recentemente entre o Mercosul e a União Europeia são bastante positivas para o setor.

O acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia anunciado na sexta prevê que empresas de um dos blocos concorram em licitações em países de outro bloco. Os europeus, portanto, poderão participar das concorrências públicas brasileiras, cujo mercado é estimado, só no governo federal, em R$ 78 bilhões ao ano. Mas isso deve demorar para acontecer, segundo disse o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz, ao jornal Folha de São Paulo. A expectativa do governo é que a aprovação do acordo nos Congressos da União Europeia e Mercosul leve até 2,5 anos. “Questão ambiental não será relevante para aprovação do acordo pelos congressos de UE e Mercosul. 

Basicamente, as tratativas facilitarão o envio de produtos – principalmente agrícolas – do Mercosul para a União Europeia, e também a chegada de industrializados da Europa para América do Sul. “Como envolve importação e exportação de diversos produtos, um dos principais beneficiados será o seguro de Transporte, que vem já apresentando um crescimento expressivo, e poderá superar as expectativas já no próximo ano”, calcula Salvatore Lombardi, diretor de Transportes da Argo Seguros e Head of Latin America Marine do Grupo Argo.

O executivo lembra ainda que, como a diminuição das taxas atualmente existentes será gradual, os reflexos do acordo deverão ser sentidos com o passar dos anos. “Boa parte das exportações do Mercosul terão as tarifas de importação zeradas ao longo da próxima década. Isso deve aumentar o interesse de produtores brasileiros em enviar produtos, mas é um processo que levará tempo para se consolidar”, completa Salvatore. 

Segundo estimativa do Ministério da Economia, o acordo representará um aumento de R$ 336 bilhões no PIB brasileiro em 15 anos. “Esse é outro fator que devemos avaliar de forma muito positiva, já que com mais dinheiro em caixa, o país deverá investir em obras que facilitem o escoamento da produção. Isso deve não apenas envolver o ramo de Transportes, mas também outros setores como engenharia e garantia”, afirma Newton Queiroz, CEO da Argo Seguros.

“Esse acordo era algo que já não esperávamos neste momento, porque foram 20 anos de tratativas que não chegavam a um consenso. Porém, neste momento de recuperação da economia brasileira, com certeza será muito bem-vindo, não apenas para o mercado de seguros, mas para toda cadeia da indústria”, finaliza Newton.

Allianz faz proposta para comprar carteira de auto da SulAmérica

sulamerica

As negociações nos bastidores do mercado segurador seguem aquecidas. Depois de muitos boatos nos bastidores, a SulAmérica torna público em nota que a Allianz SE fez uma oferta indicativa e não vinculante para a aquisição de sua operação de Automóveis e Ramos Elementares e, com isso, está em discussões bilaterais com a Allianz SE sobre eventual transação que poderia resultar na concentração de suas operações nos segmentos de Saúde, Odontologia, Vida, Previdência e Gestão de Ativos. O grupo destaca que não existe, até o momento, qualquer definição, conclusão ou acordo vinculante relacionado a tais oportunidades, as quais, se e quando vierem a se concretizar, serão devidamente divulgadas ao mercado.

Lucro do mercado segurador sobe para R$ 7,1 bi até maio, segundo Siscorp

Lucro do mercado segurador sobe para R$ 5,6 bi até maio, segundo Siscorp

As seguradoras registraram lucro líquido de R$ 7,1 bilhões de janeiro a maio de 2019, bem acima dos R$ 5,6 bilhões registrados em mesmo período anterior, segundo dados da Superintendência de Seguros Seguros (Susep) analisados pela consultoria Siscorp. A Bradesco segue líder do ranking, com ganho de R$ 2,6 bilhões no período analisado. A BB Seguridade vem em segundo, com R$ 1,14 bilhão. Depois do clube do bilhão o ranking traz Caixa, com R$ 850 milhões, Itaú, com R$ 396 milhões e Porto Seguro, com R$ 381 milhões.

A Generali lidera o ranking de perdas, com R$ 27 milhões, seguida por Swiss Re, Sancor, Sura e AIG.

Veja abaixo o ranking completo preparado pela Siscorp:

Artigo: Os incidentes mais improváveis que podem comprometer os negócios

AIG Seguros

Fonte: AIG

Por Salvador Giuliano, especialista em sinistros complexos na AIG

Durante minha carreira, acompanhei grandes acidentes com impacto direto a empresas, pessoas e ao meio ambiente, como incêndios em hidrelétricas, rompimento de barragens e até a passagem de um furacão, o Maria, que atingiu Porto Rico, em 2017. Minha missão como regulador de incidentes como estes é ajudar os empresários e a sociedade a reconstruir e garantir a continuidade de seus negócios. Neste período, pude observar diversos incidentes que acabaram comprometendo, e muito, as empresas com perdas enormes. Conto abaixo algumas situações que às vezes passam despercebidas pelos empresários, mas que podem causar grandes prejuízos e deixo também algumas dicas para diminuir o risco da sua empresa.

Apesar de a legislação ser clara e considerar que soltar balões é crime, ainda há quem insista nessa prática, principalmente na época de festas juninas. O que podemos ter como resposta? Incêndios em casas, galpões, fábricas e outros estabelecimentos e a consequente destruição de um patrimônio. Além de acidentes como esse, causados pela ação do homem, outros, que fogem ao controle do ser humano, também podem nos pegar desprevenidos e causar um prejuízo enorme. Vendavais, ciclones tropicais e chuvas de granizo são alguns exemplos. E quem poderia imaginar que ocorreriam? Pois é. Ainda mais em tempos de mudanças climáticas é melhor se precaver!

Lembro-me bem de alguns casos inusitados ocorridos nos últimos anos: uma montadora de veículos que perdeu dezenas de carros estacionados no pátio, por conta de uma chuva de granizo, ou de áreas comuns e lojas destruídas em um aeroporto por conta de um tornado.

E o que fazer com ações que fogem ao nosso controle? Além de ter uma equipe treinada para saber como agir nessas situações, é importante se prevenir com a contratação de um seguro que proteja seu patrimônio para situações assim. Existem seguros e coberturas específicas que resguardam não apenas a perda material causada por um desses incidentes, mas também o lucro que uma empresa deixa de gerar durante o período de reconstrução. Imagine uma fábrica perdendo parte ou toda a sua produção e os seus lucros por ficar impossibilitada de operar em razão dos danos decorrentes de um sinistro. 

Por isso, é sempre bom avaliar os riscos aos quais o estabelecimento está submetido e contratar uma apólice à altura, sendo fundamental que o seguro contratado atenda às necessidades da empresa, devendo-se observar a abrangência das coberturas oferecidas e excludentes previstas.

Nós da AIG estamos presentes a mais de 100 anos no mundo e 70 anos no Brasil, respaldando empresas nos momentos mais desafiadores. Me orgulho em poder contribuir e levar a nossa experiência e o conhecimento técnico sobre riscos a fim de garantir o crescimento sustentável do seu negócio. 

Contate seu corretor e pergunte sobre as soluções da AIG para os riscos da sua empresa. Ele é a melhor pessoa para orientá-lo sobre a contratação mais adequada.

Saúde criou mais de 123 mil postos de trabalho com carteira assinada no setor privado

Fonte: IESS

A cadeia de valor da saúde gerou 123,1 mil novas vagas privadas formais de trabalho entre maio de 2019 e o mesmo mês de 2018, alta de 3,6%. Neste período, descontando os empregos com carteira assinada do setor de saúde, a economia nacional gerou 279,2 mil postos de trabalho formais. De acordo com o Relatório de Emprego com Carteira Assinada na Cadeia da Saúde, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o resultado representa quase um terço (30,6%) do saldo de 402,4 mil empregos registrados na economia como um todo.

De fevereiro a maio deste ano, a saúde gerou 38 mil novos postos privados de trabalho com carteira assinada, correspondendo a um avanço de 1,1%. Enquanto isso, a economia (descontando o resultado do setor) teve crescimento de 0,2%, com um saldo de 80,8 mil empregos formais.

José Cechin, superintendente executivo do IESS, acredita que os números indicam a importância do setor para a recuperação da economia nacional e geração de emprego formal. “É evidente que, em um cenário de lenta recuperação do emprego com carteira assinada e da economia como um todo, a cadeia produtiva da saúde continua expandindo as contratações e agindo como um importante motor para o País”, analisa.

Nesta edição, o Relatório de Emprego com Carteira Assinada na Cadeia de valor da Saúde mudou de nome para explicitar que os empregos computados no setor são aqueles feitos de acordo com as normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sem considerar os funcionários públicos estatutários que atuam na saúde pública (funcionários públicos CLT estão contabilizados). Além disso, ao considerar o setor de Saúde como um todo, enfatiza-se que outras atividades, como fornecedores, servem tanto à saúde suplementar quando à saúde pública.

Susep divulga desempenho dos fundos por seguradora; Itaú lidera RF em 12 meses

Com o objetivo de tornar o processo de decisão do consumidor (participante) mais eficiente com práticas transparentes e competitivas, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) passa a divulgar uma listagem com o desempenho dos fundos de investimento previdenciários. Certamente os jornalistas terão muitas notícias ao avaliarem os rankings divulgados. Neste primeiro, o Itaú registra e melhor rentabilidade em uma das categorias de fundo renda fixa nos últimos 12 meses e a XP a menor, segundo tabela divulgada pela autarquia.

A ferramenta desenvolvida pela Susep reúne no mesmo local a classificação de cada fundo por seguradora/entidade, considerando a performance ajustada ao risco. A metodologia adotada foi debatida com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi).

Dessa forma, o consumidor terá mais transparência na avaliação final, considerando não apenas a rentabilidade do fundo, mas também as bases técnicas, como taxa de juros e tábua biométrica, utilizadas na composição do produto. Com a iniciativa, a Susep espera ampliar a concorrência no mercado e, consequentemente, reduzir taxas e custos.

Os resultados seguem a classificação da Anbima e estão segregados por períodos de observação de 12, 18 ou 24 meses. A listagem com o desempenho dos fundos terá divulgação quadrimestral.

De posse do número do processo Susep referente ao plano contratado, o consumidor pode consultar as bases técnicas do produto por meio do link http://susep.gov.br/menu/servicos-ao-cidadao/calculo-vgbl, onde também estão disponíveis cálculos específicos para diferentes modalidades de renda.

A Susep ressalta que o histórico de rentabilidade do produto não garante o mesmo desempenho no futuro e que ganhos maiores podem estar acompanhados de riscos maiores.

O desempenho final de um produto de previdência não se restringe à performance do fundo de investimento onde são aplicados os aportes do participante.

A relação divulgada pela Susep não caracteriza sugestão de investimento e a autarquia não se responsabiliza por qualquer operação (portabilidade ou troca de produto) realizada com base nas informações.

Os dados são de livre interpretação do participante, conforme critérios e objetivos individuais, tendo em vista suas metas de aposentadoria e investimento.

Apenas os fundos que recebem recursos diretamente dos participantes (‘primeira camada’) e que possuem no mínimo quatro meses de histórico na data-base de análise foram listados.

Estadão destaca mercado segurador no caderno Finanças Mais

Fonte: CNseg

O Jornal O Estado de São Paulo trouxe encartado na edição de 28 de junho o caderno especial “Finanças Mais”, apresentando o ranking das empresas líderes do setor financeiro no Brasil e o que as mesmas estão fazendo para fortalecer suas carteiras de clientes.

Com um capítulo reservado exclusivamente para as companhias seguradoras e de capitalização, a matéria ouviu o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, que afirmou considerar importante, principalmente em momentos de crise, que o ambiente regulatório seja favorável ao setor, facilitando ações mais flexíveis que possam atender à população de forma geral, sobretudo a que perdeu renda.

Entretanto, apesar da crise, o setor continua crescendo e, segundo Coriolano, isso se deve, em parte, à digitalização em prol da eficiência e otimização do parque tecnológico das empresas de seguro, que permitiu a revisão das políticas tarifárias, otimização das vendas e atualização de produtos. Agora, para dar continuidade a esse processo, o presidente da CNseg defende que os órgãos reguladores ajustem as exigências para transações.

Para Marcio Coriolano a importância do seguro vai além dos aspectos financeiros simplesmente. “A questão do seguro é civilizatória porque prepara as gerações atuais para desonerar as gerações futuras”, afirmou, além de “desonerar o governo de intervenções para poder sanear desastres”.

As dez mais de auto: Tokio na liderança e grupo Liberty se destaca com o segundo e terceiro lugar do ranking. . “Fizemos o desenho de precificação mirando o menor custo porque nosso público-alvo para esse produto é quem pode arcar apenas com preços menores. Utilizamos muito o digital no Aliro”, explica Paulo Umeki, vice-presidente do grupo Liberty
Seguro patrimonial:  “Temos uma base de especialistas no setor que ajudam a melhorar o serviço na ponta, direto para o cliente”.- Alex Conrado Korner, superintendente de Produtos de Seguros Zurich Santander
Seguros Financeiros: “A questão do seguro é civilizatória porque prepara as gerações atuais para desonerar as gerações futuras. E envolve também as responsabilidades do Estado: O seguro desonera o governo de intervenções para poder sanar desastres. Se uma usina siderúrgica no País fundir, e não tiver seguro, o governo precisará agir”, exemplifica Coriolano, da CNseg
Saúde: Na operação da bicampeã SulAmérica, a tecnologia foi o motor dos destaques de 2018, como o lançamento do serviço de telemedicina para conectar médicos do trabalho das empresas-clientes a especialistas da rede referenciada. “Já há mil médicos e 120 mil pacientes cadastrados”, conta Gabriel Portella, presidente da companhia
Vida e Previdência: Para o presidente da Bradesco Vida e Previdência e da Bradesco Capitalização, Jorge Nasser, a longa discussão da reforma da Previdência, que já se estende por quase três anos, serviu para mudar a mentalidade do brasileiro sobre a necessidade de garantia de renda com uma poupança privada. O consenso sobre a necessidade de mudar o sistema à medida que a população envelhece foi absorvida pelo cidadão comum, em sua visão
Seguro Geral: Na visão de Coriolano, da CNseg, parte da evolução do setor se deve à digitalização em prol da eficiência e otimização do parque tecnológico, que permitiu a revisão das políticas tarifárias, otimização das vendas e atualização de produtos. Para continuar o processo, Coriolano defende que órgãos regulatórios ajustem as exigências para as transações com clientes. Isso resulta em oferta de produtos mais baratos e mais acessíveis para mais pessoas 
Capitalização: “Acreditamos que a oferta dessas duas novas opções ampliará as oportunidades de crescimento e desenvolvimento do mercado de capitalização no País”, diz Jorge Nasser, diretor-presidente da Bradesco Capitalização. Para além da nova regulação, a área trabalha para oferecer mais produtos populares. No radar estão os clientes do próprio banco. “A penetração ainda é baixa, principalmente no segmento Classic, de menor renda”

CVG-SP debate o crescimento do mercado marginal no seguro de vida

Fonte: Márcia Alves

Evento trouxe à tona o crescimento da venda de produtos piratas para o segmento empresarial, amparado por convenções coletivas de diversas categorias profissionais.

O workshop “O seguro do trabalhador do futuro e as convenções coletivas”, promovido pelo Clube Vida em Grupo São Paulo (CVG-SP), no dia 25 de junho, em São Paulo, com a participação representantes de seguradoras, expôs a preocupação do setor de seguros com o avanço do mercado marginal sobre os segmentos de seguro de vida e de benefícios. 

Não bastasse o embate com as associações e cooperativas que vendem proteção veicular como alternativa ao seguro de automóvel, o setor de seguros tem agora pela frente uma batalha ainda mais difícil contra a venda de seguro pirata para o segmento empresarial. Por força de convenção coletiva de trabalho firmada por alguns sindicatos de classe, muitos empregadores são obrigados a trocar o tradicional de seguro de vida para seus funcionários por produtos similares, que não possuem qualquer regulamentação ou garantia de indenização. 

O alerta foi feito por Fabiana Resende, diretora executiva do PASI, empresa que detém uma das maiores carteiras de seguro de vida em grupo do país. Ela não apenas chamou a atenção para a gravidade da situação, como convocou o mercado de seguros a juntar forças contra o avanço do mercado marginal. Na avaliação da executiva, a invasão do seguro pirata na área de seguro de vida é mais prejudicial ao consumidor de seguros do que a proteção veicular. 

“É muito pior, porque, ao contrário da proteção veicular, em que o cliente tem a liberdade de escolher, no mercado trabalhista, a empresa não tem essa alternativa. Isso é muito sério”, disse. Segundo ela, se o empregador não contratar o produto similar ao seguro de vida com a empresa indicada na convenção coletiva da categoria profissional de seus funcionários, sofrerá sanções, desde ações na justiça até inclusão no SPC. “Se a empresa não quitar o boleto enviado pelo sindicato, será negativada, terá uma certidão negativa”, disse.

Ameaça ao seguro de vida

Fabiana explicou como o seguro de vida se tornou alvo do mercado marginal. Até pouco antes da reforma trabalhista, em 2017, havia no país 17,2 mil sindicatos ativos, cuja receita total proveniente de contribuições obrigatórias era superior a R$ 3,6 bilhões. Esse montante sofreu redução de 90% após a reforma trabalhista, obrigando os sindicatos a buscarem outras fontes de receita, como eventos, cursos, cartões de benefícios e, principalmente, seguro e previdência.

Para o presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya, foi nesse momento que as associações e cooperativas encontraram um gap para oferecer produtos similares. Thiago Alberti, gerente de Subscrição e Precificação Vida e Dental da MetLife, concordou. “Não se pode colocar a culpa no órgão regulador, porque o mercado de seguros não se mexeu e as associações acharam esse gap para colocarem produtos irregulares”, disse. 

Segundo Fabiana, a reforma trabalhista fortaleceu os sindicatos ao prever que “o acordado vale sobre o legislado”. Isso significa que convenção coletiva tem a força de lei, o que na prática abre espaço para a aplicação de sanções às empresas que a descumprirem. O problema é que muitos sindicatos não apenas substituíram o seguro de vida pelo seguro pirata, como também indicam em suas respectivas convenções as empresas fornecedoras de proteção para vida, saúde, odontológico e outros.

“Esses produtos piratas não se apresentam como seguro, mas como uma solução. São oferecidos em pacotes com diversas firulas e valores mais altos que o seguro tradicional. Por exemplo: para a cobertura de morte do titular, oferecem ‘apoio emocional’ e ‘ajuda financeira’. A indenização é paga em parcelas”, disse. Segundo a debatedora Nancy Rodrigues, responsável pelas áreas de Produtos e Operações do Seguro de Pessoas na Tokio Marine, as empresas que se recusarem a contratar seguro pirata poderão ter problemas. “Precisarão guardar recursos para fazer frente a isso”, disse.

Para Cristina Vieira, responsável pela gerência de produtos de Vida e Previdência na Porto Seguro, a regulamentação dessas empresas que atuam à margem da lei é necessária. “É importante que o consumidor receba aquilo que comprou. Temos de trabalhar para preservar o nosso mercado, porque isso é também um direito do consumidor”, disse. “Precisamos nos unir porque todo o mercado está sendo afetado. Não são casos pontuais, todos os dias surgem novos produtos irregulares”, disse Fabiana.

Trabalhador do futuro

Para a diretora executiva do PASI, o mercado de trabalho está em transformação com o surgimento de novas profissões e novos formatos de jornada. “Muitos trabalhadores hoje prestam serviço como pessoa jurídica para mais de uma empresa. São múltiplos empregos. Como precificar esse risco?”, questionou Fabiana. Para ela, o modelo de seguro de vida e de benefícios para grupos pode não funcionar mais no futuro. “A tendência é que as coberturas de seguros sejam personalizadas”, disse.

Para o presidente do CVG-SP, o seguro de vida deve embarcar na onda digital e desenvolver produtos mais simples e fáceis de serem contratados, com a devida participação do corretor de seguros. Diante da importância dos temas apresentados, Silas Kasahaya considera que o CVG-SP está cumprindo o seu papel ao promover o debate. “O CVG-SP representa seguradoras, corretoras, resseguradoras e prestadores de serviços e temos de dar voz a esses assuntos”, disse.